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20 anos da Chacina de Unaí - Vasco apoia luta pela erradicação do trabalho escravo

O Vasco da Gama e o Instituto Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (InPACTO) fecharam uma parceria para o jogo do campeonato carioca deste domingo, 28, contra o Bangu, que será realizado no estádio Mané Garrincha (DF), com o apoio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). A ação tem como objetivo chamar a atenção do público sobre o problema do trabalho análogo ao escravo e infantil e para o Disque 100 (Disque Direitos Humanos), serviço do Ministério que recebe denúncias sobre esses tipos de violações. Nesta partida, todos os jogadores do Vasco vestirão uma camisa especial com o logotipo do InPACTO estampado na frente e, nas costas, as mensagens disque 100. Rita Cristina de Oliveira, secretária executiva do MDHC, representará o ministro Silvio Almeida.

28 de janeiro é o Dia de Combate ao Trabalho Escravo no Brasil, data marcada pela Chacina de Unaí, que completa 20 anos. O crime aconteceu na cidade mineira de Unaí, em uma quarta-feira de 2004, quando os auditores fiscais do Trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira foram mortos à queima-roupa em uma emboscada na zona rural da cidade. Eles investigavam denúncias de trabalho análogo à escravidão.

O Vasco da Gama possui um histórico marcante de posicionamentos e ações de combate a discriminação racial, defesa das classes trabalhadoras. Foi o Vasco da Gama o primeiro clube a conquistar um título importante no cenário nacional com negros e operários, em 1923, com lendário time dos “Camisas Negras”. Foi o Vasco também o primeiro clube a se posicionar firme contra o preconceito, ao escrever a “Resposta Histórica” e se recusar a retirar atletas negros de sua equipe em 1924. E é o Gigante da Colina até hoje o único clube do Brasil a ter vestido uma camisa com as cores do arco-íris na faixa transversal, em apoio à causa LGBTQIA+, em 2022.

Agora, o Vasco da Gama passa a apoiar o InPACTO nas ações de combate ao trabalho análogo ao escravo, infantil e promoção do trabalho decente.

O Vasco da Gama possui um histórico marcante de posicionamentos e ações de combate a discriminação racial e defesa das classes trabalhadoras. Foi o Vasco da Gama o primeiro clube a conquistar um título importante no cenário nacional com negros e operários, em 1923, com lendário time dos “Camisas Negras”. Foi o Vasco também o primeiro clube a se posicionar firme contra o preconceito, ao escrever a “Resposta Histórica” e se recusar a retirar atletas negros de sua equipe em 1924. E é o Gigante da Colina até hoje o único clube do Brasil a ter vestido uma camisa com as cores do arco-íris na faixa transversal, em apoio à causa LGBTQIA+, em 2022.

Agora, o Vasco da Gama passa a apoiar o InPACTO nas ações de combate ao trabalho análogo ao escravo, infantil e promoção do trabalho decente.

“Foi com muita alegria que selamos essa parceria, pois admiramos a postura do Vasco, sempre firme e altivo na defesa dos direitos humanos. É muito importante transmitir a mensagem para sensibilizar a população sobre a persistência do trabalho análogo ao escravo que ainda persiste no Brasil e estimular o engajamento das pessoas na ação de denunciar essa violação aos direitos humanos, por meio do esporte e da paixão nacional que existe pelo futebol", diz Marina Ferro, diretora executiva do InPACTO.

O jogo deste domingo é válido pela 4ª rodada do Campeonato Carioca e acontece no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), às 16 horas, contra o Bangu. O Vasco é o líder da competição estadual, com duas vitórias e um empate em três jogos.

Desde que começaram os trabalhos dos grupos de fiscalização móvel no Brasil, foram resgatadas 63.400 pessoas, desde 1995, em condições de trabalho análogas à escravidão e trabalho infantil. Em 2023, foram resgatadas 3.190 pessoas. Entre 2016 e 2022, 80% das pessoas resgatadas se autodeclararam negras. 

Disque 100

Canal gratuito e acessível, o Disque 100 (Disque Direitos Humanos) funciona todos os dias da semana, a qualquer tempo, e pode ser acionado por ligação gratuita bastando discar 100, WhatsApp (61) 99611-0100, Telegram (digitar "direitoshumanosbrasil" na busca do aplicativo) e por meio do site do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania para videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Em todas as plataformas as denúncias são gratuitas, anônimas e recebem um número de protocolo para que o denunciante acompanhe o andamento da denúncia diretamente com o Disque 100. 

Documentário

“Abolição já! A outra não valeu”, é a chamada do filme Servidão, novo documentário do premiado diretor de Pureza (2022) sobre o trabalho escravo contemporâneo com foco na Amazônia brasileira, lançado no dia 25, em todo o Brasil. O longa documental também está sendo apoiado pelo InPACTO, que passou a usar a # para chamar a atenção do problema. “Embora a Lei Áurea tenha sido assinada em 1888, abolindo oficialmente a escravidão no Brasil, diversas formas de escravidão contemporânea, como mostra o novo documentário e foi retratado no filme Pureza ainda persistem em nosso País”, afirma Marina, do InPACTO. O filme traça um histórico sobre o panorama do trabalho escravo no Brasil desde a abolição e como esse crime persiste até os dias de hoje na sociedade. A escravidão moderna é uma das piores formas de violação aos direitos humanos no Brasil e no mundo.

 

 

Sobre o InPACTO

O Instituto Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (InPACTO) é uma organização sem fins lucrativos, criada em 2014, para prevenir e erradicar o trabalho escravo, infantil e promover o trabalho digno nas cadeias produtivas presentes no Brasil. O instituto monitora o cumprimento dos compromissos assumidos no Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, lançado em 2005, identificando desafios, avanços e auxiliando as empresas na elaboração de planos de ação para promover boas práticas. O InPACTO atua para sensibilizar e mobilizar setores produtivos, influenciar políticas públicas e promover o diálogo entre diferentes atores da sociedade, para atingirmos dignidade humana e equidade nas relações de trabalho, superarmos desigualdades sociais históricas, racismo e outras discriminações estruturais.

 

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