55Lab: Uma rebeldia que virou negócio e explora um novo segmento de mercado


Eles começaram com o que muitos dizem ser errado: empreendem em família, focam nas pessoas por trás das empresas, constrem uma rede de colaboração e geração de negócios

Tudo começou em 2013, quando Fernando e Juliana Guima perceberam que os modelos de trabalho e emprego sofreriam mudanças significativas em pouco tempo e era preciso estimular a cultura CO (colaboração, co-criação, cooperação) para fazer as coisas acontecerem, de verdade.

"O mundo superconectado, as barreiras geográficas e culturais caindo por terra e o tempo de adaptação para mudanças cada vez mais apertado, exigiam novos perfis profissionais e novas relações de trabalho. É a hora do profissional empreendedor. Aquele que consegue identificar um problema ou oportunidade e angariar recursos para surfar essa onda", explica Juliana


Mas a história não é só feita de sucessos. Eles começaram apostando no desenvolvimento de um novo modelo de negócios em 2013: os coworkings. Inovaram, criando um negócio de nicho e escolheram Brasília, um mercado estratégico para o segmento escolhido: o jurídico.


É claro que a história não é simples e nem tão fácil quanto parece. Em apenas 4 meses de operação, Juliana e Fernando perceberam que o modelo de negócios precisaria de ajustes importantes e o principal envolveria tirar o comando da operação de seus sócios de Brasília e mudar para a cidade.

Com a mudança, um dos detalhes mais importantes foi a sensibilidade que estavam lidando com pessoas.

SÃO PESSOAS QUE FAZEM NEGÓCIOS E NÃO AS EMPRESAS

Atuando em um mercado altamente competitivo, o crescimento exponencial só foi garantido com governança.


"Nos aproximamos dos clientes, conhecemos os negócios, identificamos oportunidades e deficiências. E com isso, criamos um ecossistema para profissionais empreendedores. A base foi a estimulação da cultura Co: oferta de mentorias, trocas de experiências e conhecimento, criação de projetos co-criados e desenvolvidos em rede", explica Fernando.


E isso não veio por acaso. Fernando e Juliana são especialistas em concepção, gestão e tração de negócios. Com isso em mente, criaram quatro novos negócios e em 2018, estavam faturando R$1,8M por ano, com 14 colaboradores e cerca de 400 clientes ativos em carteira. Além dos coworkings, exploraram mercados como consultoria, aceleração de startups, o mercado legal da cannabis e capacitação para empreendedores iniciais.


Os especialistas em empreendedorismo estavam com seis empresas no grupo: 4Legal, Acelere.me, House, Kickoffee, Nework e Kunk Club. E foi nesse momento que perceberam a realidade de nosso mercado brasileiro: 5 em cada 10 empresas enfrentam falta de trabalhadores qualificados; mais da metade das empresas brasileiras fecham suas portas por falta de planejamento, gestão e comportamento empreendedor; só 20% das empresas entregam 80% ou mais de seus objetivos estratégicos e que 70% dos executivos atribuem o não cumprimento desses objetivos à falha de seus profissionais de compreender a organização, seu mercado e ter capacidade de execução.

A HORA DA MUDANÇA – mais uma virada de chave

É preciso estar atento às tendências. Em uma análise dos clientes que haviam passado por aquele ecossistema até então, o casal percebeu que estava em estágios de maturidade e conhecimento diferentes.

"Da carteira de 400 clientes havia desde grandes empresas, startups em início de operação a profissionais autônomos que estavam se aventurando na abertura de empresas pela primeira vez", explica Juliana.

Quando a Uber, por exemplo, quis se instalar em Brasília, precisava de suporte para compreender o mercado local, desenvolver novas parcerias, ativar parceiros de negócios e até contratar a primeira equipe de trabalho, o 55Lab abriu esses caminhos.

Ou a consultoria empresarial em energia e regulação, Abdo, Ellery & Associados, precisou de suporte no projeto para a renovação da concessão da CEB Dis, a equipe de consultores do 55Lab participou de todo o processo com foco em planejamento estratégico e suporte a desenvolvimento de negócios.


Se a Caixa Econômica quer criar um espaço de descompressão ou a Universidade Católica de Brasília precisa incrementar seu programa de capacitação empreendedora, o 55Lab diminui o gap entre estratégia desenhada e sua execução com um modelo, mais uma vez, centrado na cultura .Co.

"No contexto de empreendedorismo por necessidade, a chance desses profissionais ficarem “presos” na operação e sem tempo para planejar seu futuro ou desenhar uma estratégia é ainda maior e mais perigosa. As empresas menores, as “eupresas” ou “euquipes”, precisam de ainda mais suporte. Por isso, o método para “desburocratizar o empreendedorismo” foi adaptado e “gameficado”para ajudá-los a crescer em um tripé de gestão descomplicado focado no financeiro, na comunicação e em vendas", diz Juliana.

Já era muita coisa para tocar com poucos profissionais e com a família crescendo. E com uma nova necessidade: exercer a parentalidade também de forma .CO.

Por isso, a empresa passou por uma nova estruturação. Era o momento de assumir sua identidade. Identidade de LABORATÓRIO DE NEGÓCIOS.


No sentido mais simples de todos: um ecossistema de empreendedorismo colab, com todas as ferramentas, equipamentos, insumos e cientistas para testar e validar negócios em um ambiente seguro.


"Uma nova decisão difícil, mas necessária. Vendemos cinco operações e começamos 2019 com dois negócios: 55Lab – o laboratório de negócios para desbuRRocratizar o empreendedorismo, conectar pessoas e gerar negócios e a Kunk.Club, o primeiro clube de cannabis do Brasil", pontua Fernando

UM LABORATÓRIO DE NEGÓCIOS

Segundo Fernando e Juliana empreender é difícil ainda mais em um mercado instável, burocrático, com mudanças aceleradas, sem cultura empreendedora ou suporte para buscar resultados, pode ser ainda mais desafiador.

"Com toda a bagagem dos 7 anos desbravando novos modelos de negócios, criamos quatro unidades para atender profissionais em diferentes momentos. Com um único objetivo: desburocratizar esse processo, conectar pessoas e gerar negócios", explica Fernando.


Assim, nasceram:

1) Endereço fiscal: em um cenário em que o trabalho é remoto, é uma forma de manter a operação regular das empresas enquanto o empreendedor mantém sua mobilidade (gastando bem pouco)


2) Tapa na Cara: um programa para transformar nossas relações com o trabalho, acessar ferramentas para empreender com mais segurança e menos egotrip. Uma jornada que começa no raio x do empreendedor, passa pelo raio X do negócio e continua com soluções para simplificar a gestão consciente de negócios e carreiras. Essa jornada não é solitária.


São promovidos encontros quinzenais com troca de experiências com parceiros que estão no mesmo momento que facilitam a implementação de ações necessárias para fazer o negócio girar.

3) 55Lab.Club: solução completa de empreendedorismo colab (capacitação, relacionamento, estrutura e acompanhamento) – combina experiências de aprendizagem em concepção, tração e gestão de negócios; encontros individuais de mentoria mensais e em grupos quinzenais; comunidade de profissionais e empreendedores; escritório de apoio e endereço fiscal para registro de novos negócios.

4) Ignition: consultoria em planejamento estratégico, que opera em três frentes: análise estratégica, suporte a negócios e suporte a operações.

QUANDO A DESOBEDIÊNCIA CIVIL FAZ PARTE DAS MUDANÇAS O 55Lab se encontra com a Kunk.Club. Num casamento perfeito, Juliana e Fernando resolveram criar o primeiro clube de negócios e empreendedorismo focado no mercado de cannabis do Brasil. Mas antes de falar sobre isso, vamos voltar ao Fernando.


"Há 9 anos, presto consultoria para empresas e para quem deseja empreender em um nicho promissor e pouco explorado: o mercado legal da cannabis. Em 2015, fiz o primeiro registro de associação voltada ao uso adulto da cannabis (e não só medicinal)", conta.


Em 2017, o especialista em empreendedorismo registrou o primeiro Clube Social de Cannabis do Distrito Federal e, como seu foco sempre foi serviço, para entender o mercado de produto e focar no nicho de luxo desse segmento, criou uma marca de street lifestyle fashion – que tornou-se a Kunk.Club.