7ª edição do projeto sócio-cultural Curta Na Praça exibe 24 filmes nacionais na Vila Olímpica


A partir do dia 4 de setembro e durante dois fins de semana, o público poderá assistir gratuitamente, uma seleção de curtas metragens de ficção, animação e documentários produzidos em 12 estados

Consciente de suas responsabilidades e atento às restrições impostas pela pandemia, o Curta Na Praça está de volta ao ar livre, seguindo rigorosos protocolos dentro da Vila Olímpica Mané Garrincha, no Caju. Logo na entrada, o público terá a sua temperatura monitorada, o uso de máscara será imprescindível do começo ao fim e será mantida a distância de 1m entre as cadeiras.Tudo para garantir conforto e a segurança necessária.

Com curadoria de Isabel Veiga, a programação oferece a chance de se conhecer uma safra atual de filmes de animação e ficção produzidos em diferentes cidades brasileiras, principalmente nos últimos dois anos. Ao todo foram selecionadas 24 obras com enfoque em narrativas educacionais, histórias criativas e muitas delas protagonizadas por crianças. “Procuramos ampliar a percepção de várias realidades possíveis”, observa a curadora.

A cada dia são realizadas três sessões com 12 filmes que trazem um amplo olhar temático, mas boa parte dos títulos trata de aventuras. Entre os destaques: “Jamary” narra o encontro entre um homem com uma entidade da floresta; a curiosidade com uma vizinha-bruxa em “A bruxa do terceiro andar, a corrida contra o tempo para a finalização de um trabalho para o colégio em “Colmeia”, a passagem de um cometa que confere poderes especiais a um garoto em “O menino das estrelas”. Outro eixo importante é o combate ao preconceito racial abordado em “Lily´s Hair” e Dela”, e questões étnicas em “O véu de Amani”. “É uma satisfação enorme levar acesso à cultura através do cinema nacional e todos esses filmes reforçam a importância da diversidade brasileira, da prática de solidariedade, respeito ao coletivo, tudo que precisamos para uma sociedade mais consciente e menos desigual'', ressalta a atriz e idealizadora Juliana Teixeira.

Entre os documentários, “Como Fazer Açaí”, destaca-se por ter sido produzido na Amazônia, uma região com pouca participação na indústria do audiovisual, e que mostra o processo de produção da fruta através da fala de um adolescente.

“A Valid tem muito orgulho de apoiar esse projeto há 3 anos. Neste momento de pandemia, conseguimos realizar a apresentação dos curtas ao ar livre com todos os protocolos para que a comunidade possa aproveitar de maneira segura. Acreditamos que os filmes são uma fonte de entretenimento sem dúvidas, mas também trazem conhecimento, debates e reflexões importante para os cidadãos. O acesso à cultura contribui para a constituição da

identidade pessoal e social de cada um, além de promover um forte senso de pertencimento” ressalta Heloisa Sirota CCO da Valid.

PROGRAMAÇÃO GRATUITA

SÁBADO DIA 4 E DIA 18 DE SETEMBRO

SESSÃO 18H30

1- O MEU BICHINHO DE ESTIMAÇÃO

Direção | Jaqueline Dulce Moreira (MG)

(2021) Animação | 10 minutos

Sinopse | Ana Galocha encontra um inusitado bichinho de estimação e isso causa uma tremenda confusão em sua casa e entre suas amigas. Enquanto cuida de seu novo amigo, ela aprende novas formas de se divertir.