Artes Performáticas são protagonistas em "TRAVESSIA", de 13 a 19 de dezembro


Mostra interseccional de linguagens artísticas com exibições em palcos e espaços públicos da cidade, bem como em plataformas virtuais

Atravessada por vertentes distintas do fazer artístico, as Artes Performáticas sugerem uma mudança de paradigma. A partir do hibridismo e da experimentação, expõem peças que não mais descrevem ou representam algo, mas se resumem a experiências que produzem no espectador, por vezes, também participante.

Conduzir o público de Brasília através de uma jornada no universo dessas artes provocantes é o que propõe o Travessia. Festival com idealização e curadoria de Alaor Rosa que vai ocupar, entre os dias 13 e 19 de dezembro de 2021, o palco do SESC Garagem e o Conic, além de espaço público.

Em formato híbrido, com sessões presenciais e outras virtuais, o Festival convidou, para esta edição inaugural, três montagens internacionais, duas locais e três de outras regiões do Brasil. Polissêmico, Travessia apresenta, ainda, dois shows musicais e uma oficina.

Segundo Alaor Rosa, criador do Festival, “buscamos tangenciar o novo e desta forma levar experiências inesquecíveis ao encontro do público”, sugere o curador, cuja trajetória, de 40 anos dedicados às artes, acumula experiências vividas em festivais e mostras de teatro e dança pelos quatro cantos do mundo.

Com critério e olhar apurado, Alaor convidou para a primeira edição de Travessia a atrações que seguem:

Entre os internacionais, poderão ser conferidos o espetáculo da Bolívia, “Hamlet Tercero”, inédito no Brasil e com direção de Diego Aramburo, tem sessões presenciais e on-line; o francês “Blanc”, dirigido por Vania Vaneau; e “Eu quero acreditar que estou voltando”, do grupo cultural peruano Yuyachkani, ambos com sessões on-line.

Entre os nacionais, “Cartografia do Abismo - Diálogos com Antonin Artaud”, da Bahia; “Heróis”, de São Paulo, com sessões presenciais e on-line; e de transmissão on-line, diretamente de São Paulo, e com interação com público expectador, “Caso Cabaré Privê”, dirigido por Pedro Granato.

Desenvolvendo ações de Ocupação Urbana, duas atrações do DF, “Malacatifa”, idealizado por e com atuações de Ana Flávia Garcia, Elisa Carneiro e Gabriel Guirá; e “Carnaval Silencioso”, da Andaime Cia de Teatro.

Travessia nasceu “para criar pontes, alicerçar conexões”, ressalta o curador. Interrelações pessoais, no seu ponto de vista, vêm do conhecido, daquilo que afeta, do contato, entretanto, através da arte, da diversidade, do simbólico, “nos entregamos ao desconhecido”, provoca. Todas as estreias serão seguidas de bate-papo, de cerca de meia hora, entre a plateia e o elenco e direção da obra apresentada.

Não obstante, a linha curatorial do festival convida a sentir expressões que transitam em um campo comum, entre experiências diversas do texto e da matéria, da palavra e da física humana e da poesia dos corpos em ação. As pontes, por este prisma, ganham corpo na integração consonante das linguagens do teatro, da música, do cinema, da fotografia, da arte & tecnologia e da performance.

No campo da música, o festival traz a cantora brasiliense Ligiana Costa, que se apresenta na abertura do Festival acompanhada de Coralistas; e no encerramento de Travessia, a atracação local Thabata Lorena abre show da baiana Josyara.

Antecipando a estreia do Festival, a cantora e letrista Ligiana Costa promove uma oficina de canto. Na qual, a cantoras de Brasília, será apresentado o repertório completo de seu show EVA, que abre o Festival no dia 13. As participantes [da oficina] comporão o coro de sua apresentação.