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Artistas brasilienses reconhecem papel de Glenio Bianchetti para capital


Com contribuição inestimável para o mundo das artes, Glenio Bianchetti mantém sua assinatura indelével. Mestre das cores e formas, encontrou sua expressão mais pura por meio da pintura, permitindo que suas obras inspirassem artistas dos mais variados segmentos.


Desde suas primeiras explorações até suas criações mais maduras, Bianchetti demonstrou profunda conexão com a humanidade e uma habilidade singular de comunicar a complexidade do mundo, o que levou a família a criar o projeto cultural “Acervo Digital Glenio Bianchetti”, financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), do GDF, que se propõe a digitalizar suas peças, disponibilizando-o as para o público, através de um site.


Segundo Joana Bianchetti - produtora do projeto e neta do artista - o acervo servirá como uma plataforma de pesquisa para estudantes das artes visuais e plásticas, de escolas e universidades; e tem como meta conquistar um público diversificado, agregando pessoas que ainda não conhecem o trabalho de Glenio.


Todo o material estará disponível no endereço eletrônico (www.acervogleniobianchetti.com.br), com documentos e obras de um trabalho que atravessou gerações e, ainda hoje, é considerado uma referência para artistas das mais diversas linguagens.


Para honrar a memória de Glenio, artistas comemoraram a possibilidade de explorar sua rica coleção e as variadas histórias imortalizadas em suas peças.


Artistas celebram a preservação das obras


Ana Maria Lopes - jornalista, escritora e membro do Coletivo Editorial Maria Cobogó - conta que Glenio era um artista com múltiplos talentos. “Talento. Ou melhor, talentos. Não há como falar de Glenio Bianchetti sem dizer de seu pilar mais importante: Ailema - sua esposa. Arte, em ambos, incontestável. Ele, com sua pintura esplêndida, cujas cores surpreendem pela vitalidade. Ela, com o dom da criatividade à flor da pele. Mãos mágicas. Artistas que engrandeceram essa Brasília que ajudaram a construir”, relata.


Já o arquiteto, professor universitário e escritor Geraldo Nogueira Batista relembra que conheceu o artista em 1964, quando era docente no Instituto de Artes da Universidade de Brasília. “Recrutado por Alcides da Rocha Miranda, teve marcante atuação na formação de toda uma geração de jovens artistas e arquitetos da nova capital. Amigo, desde então, importante registrar não apenas a qualidade de sua multifacetada produção artística, mas a retidão, discrição, solidariedade e generosidade que o caracterizavam ", comenta.


Hoje, Joana comemora não somente a honra, mas sim o privilégio de poder perpetuar obras tão importantes para as artes visuais do país. “Além do patrimônio extraordinário construído por ele e pela minha avó, ela, como uma museóloga nata, registrou e catalogou os passos da carreira dele, sempre rodeado por sua família e muitos amigos. Um recorte desse rico material está salvaguardado e agora livre para o acesso do público, para as pessoas que entendem de arte e para as que acham que não”, reitera.


Entre as admiradoras, Marcia Zarur - jornalista, idealizadora e apresentadora do programa ‘Distrito Cultural’ - comenta que o cotidiano exibido nos quadros de Glenio exaltam belezas que encantam o mundo. “Barcos multicoloridos, trabalhadores que se esmeram no ofício, famílias que se abraçam. Um alívio saber que a arte de Glenio Bianchetti será preservada, assim como sua história. Uma alegria ver que Ailema, o grande amor da vida do artista, poderá ver essa memória eternizada no projeto de digitalização desse acervo. Ela esteve ao lado dele em todos os passos dessa estrada e registrou cada momento dessa produção, que é um tesouro de Brasília, do Brasil e de toda a humanidade ", finaliza.


Acervo digital e gratuito


Com direção de arte e curadoria de Marilia Panitz, o museu virtual traz a nobre intenção de preservar um importante patrimônio histórico e artístico do DF e de todo país.


Ao todo, são 21 obras do artista, dentre desenhos, gravuras, pinturas, xilogravuras, linoleogravuras, litografias e serigrafias. “Como os nossos demais projetos, este também será inclusivo, uma vez que a maior parte deste conteúdo contará com audiodescrição”, finaliza Joana.


SERVIÇO:

Projeto Acervo Digital Glenio Bianchetti

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