Brasil possui mais de 30 mil crianças e adolescentes cadastradas no Sistema Nacional de Adoção


São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são as regiões que mais possuem indivíduos afastados de suas famílias e, também, no aguardo de um lar

Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) mostram que há mais de 4 mil crianças e adolescentes disponíveis para adoção no Brasil e, também, mais de 30 mil acolhidos em organizações.


Dentro desse universo, estima-se que 52,1% sejam meninos e 47,9% sejam meninas. Além disso, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são as regiões que lideram a quantidade de indivíduos que aguardam um lar e, também, que estão, temporariamente, afastadas de suas famílias.


De acordo com Trícia Navarro Cabral, juiz auxiliar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), houve um aumento de 14% dos processos de adoção que foram iniciados durante a pandemia desencadeada pela Covid-19.


Entretanto, apesar do percentual positivo no último ano, o SNA ainda sofre com solicitações específicas dos pretendentes à adoção. Hoje em dia, há quase 33 mil pretendentes que aguardam um filho. O nível de pessoas interessadas em adotar não é compatível com as crianças e adolescentes que aguardam esse processo e que estão cadastradas no sistema.


Estima-se que a maioria dos pretendentes deseja adotar bebês ou crianças menores de cinco anos, sem problemas de saúde e, também, sem irmãos. O que limita, cada vez mais, a possibilidade de zerar a quantidade de indivíduos presentes em abrigos.


Soraya Pereira, presidente do Aconchego, destaca que, em Brasília, a instituição conseguiu trabalhar com esse perfil solicitado pelos pretendentes à adoção. “Ainda há dificuldades para adoção de adolescentes, mas as crianças um pouco mais velhas já estão sendo mais procuradas no Distrito Federal”.


Por se tratar de um assunto que deve ser trabalhado com a sociedade, o Aconchego investe em ações gratuitas, abertas ao público, como palestras, workshops e eventos,


“Sensibilizar e conscientizar a sociedade para a importância dos cuidados na primeira infância é fundamental para se construir um adulto seguro. Pensar na criança é ter, antes de tudo, o olhar voltado para as suas famílias. O trabalho é preventivo. É preciso que se invista em políticas que atendam as famílias em situação de vulnerabilidade”, comenta Maria da Penha Oliveira, psicóloga e coordenadora do Grupo Aconchego.


Sobre o Grupo Aconchego – O Aconchego é uma entidade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento familiar e institucional.

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o Aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.