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Crianças: quando engolir um simples comprimido se transforma em um pesadelo


Para quem vê de fora pode parecer birra. Mas muitas crianças apresentam dificuldade real para engolir comprimidos e isso acaba se tornando um pesadelo para os pais, especialmente quando se fala no tratamento de doenças crônicas que exigem o uso de medicamentos diários. As soluções comuns envolvem administrar os remédios em versões líquidas, com sabor desagradável, ou macerar os comprimidos, o que nem sempre é possível. Mas hoje em dia, existem inúmeras opções oferecidas pelas farmácias de manipulação capazes de substituir as pílulas de maneira eficaz, causando menos sofrimento às crianças. As medicações podem ser oferecidas em formato de gomas, chocolates, pirulitos, ou adesivos, por exemplo, gerando conforto para essas situações que muitas vezes causam angústia. O efeito do remédio é idêntico. "Essas formas farmacêuticas apoiam as famílias na administração das medicações, pois ajudam na deglutição e na aceitação do medicamento", diz o farmacêutico Mário Abatemarco, farmacêutico, com mestrado e doutorado em microbiologia, professor de cosmetologia e tecnologia farmacêutica e especialista da Farmácia Artesanal, um dos maiores grupos de franquias de farmácias de manipulação do Brasil. "Ter a opção de prescrever medicamentos em apresentações mais convidativas para a criança facilita a vida tanto do pediatra como dos próprios pais, tornando o que seria uma tarefa ingrata em uma diversão para todos", afirma a pediatra Natália Avanci Fontenele, da clínica Multivitta de Vinhedo, no interior de São Paulo Segundo o farmacêutico, o chocolate terapêutico é ideal para veicular vitaminas e suplementos. Sua base é composta por chocolate 70% cacau e livre de açúcar. A goma é uma forma farmacêutica sólida mastigável, formulada com gelatina e colágeno, também sem adição de açúcar. O sabor doce vem da stevia, um adoçante natural e indicado para uso pediátrico. A goma pode ser formulada em diversas cores e sabores, de acordo com a preferência da criança, o que torna o produto mais atrativo e aumenta a adesão ao tratamento. O pirulito além de ser uma forma farmacêutica lúdica, é funcional, pois libera o princípio ativo de forma lenta ainda na cavidade oral, onde será predominantemente absorvido. É adoçado com xilitol, um adoçante aprovado para uso infantil, que auxilia na prevenção de cárie, segundo Abatemarco "Muitas vezes, as crianças com doenças crônicas têm problemas reais com a deglutição e isso gera situações de estresse para elas e para as famílias. E mesmo crianças sem qualquer patologia podem apresentar dificuldades para engolir que não são birra, e precisam ser consideradas", diz Natália. Segundo ela, essas alternativas apoiam psicologicamente as crianças e tornam o momento de tomar o medicamento, quando elas já estão mais frágeis, menos doloroso. Mas o uso dessas formulações especiais exige cuidado e não deve ser feito indiscriminadamente ou sem orientação médica e de um farmacêutico. "Esse tipo de fórmula, embora seja muito importante para apoiar os pais na administração, exige cuidado redobrado. A criança pode confundir o medicamento com balas e doces, induzindo a uma dosagem superior à indicada", afirma a pediatra. Ela recomenda que, como para qualquer medicamento, a família siga a orientação da farmácia sobre o armazenamento e os mantenha sempre longe do alcance das crianças.


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