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Cursos gratuitos com artistas visuais renomados no Programa do Pé Vermelho

  • 10 de jan. de 2023
  • 4 min de leitura

Com aulas e oficinas comandadas pelos artistas visuais Gabriela Mutti, João Angelini, Jordny Bor e Rômulo Barros, o Programa do Pé Vermelho abre inscrições para os cursos gratuitos de desenho e produção de catálogo. Com 12 vagas cada, auxílio transporte e material incluso, os interessados devem se inscrever pelo formulário eletrônico https://docs.google.com/forms/d/1xbRjGeyFVlDN4wTRi0XDBmJG3UIqvXvOirW_stTowR4/edit. “Desenhando”, com João Angelini e Jordny Bor, é voltado para todas as pessoas interessadas em aprender ou praticar o desenho. “Catálogo de guerrilha”, com Gabriela Mutti e Rômulo Barros, é direcionado a artistas que querem aprender a produzir e colocar em circulação um catálogo com suas obras. Os cursos do Programa do Pé Vermelho têm o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e acontecem no Pé Vermelho – Espaço Contemporâneo, que fica na Avenida 13 de maio, Quadra 57, Lote – Setor Tradicional, Planaltina – DF. No Instagram e no Facebook @pervermelhoec.

Curso | Catálogo de Guerrilha

Estudo sobre catálogos de arte

Com | Gabriela Mutti e Rômulo Barros

Ementa | O curso busca através da discussão e da análise de portfólios, de editais e de prêmios promover reflexões acerca da posição das artistas e das ferramentas que devem ser exploradas para que a produção transite e escoe em meio à toxicidade do sistema de artes.

Quando | 21/01, sábado

Horário | Das 09h30 às 12h30

Vagas | 12

Inscrições | Gratuitas

Auxílio transporte e material incluso

Onde | Pé Vermelho Espaço Contemporâneo

Av. 13 de maio, quadra 57 lote 6 - Praça São Sebastião. Planaltina-DF

Curso | Desenhando

Práticas introdutórias, exercícios e pensamento sobre o desenho.

Com | João Angelini e Jordny Bor

Ementa | O curso é voltado para pessoas que desejam iniciar, exercitar ou se aprofundar nas práticas do desenho. Serão horas dedicadas a baterias de exercícios de observação, módulos livres, análise e muita discussão. Indicado para aqueles que acham que não sabem desenhar.

Quando | Dias 14/01, 21/01 e 04/02, sábados

Horário | Das 14h30 às 17h30

Vagas | 12

Inscrições | Gratuitas

Auxílio transporte e material incluso

Onde | Pé Vermelho Espaço Contemporâneo

Av. 13 de maio, quadra 57 lote 6 - Praça São Sebastião. Planaltina-DF

Sobre os professores

Gabriela Mutti (Brasília, 1995) é artista multimídia brasileira, graduada em Artes Visuais pela UnB (2019), reside e trabalha em Brasília, Brasil. As pesquisas e substratos do processo são resultado da busca às memórias afetivas, atravessados pela preocupação com questões sociais e ambientais. Em 2019 realizou sua primeira exposição individual, “O peso da Terra, memória”, na GaKO em Brasília - DF, participou de exposições coletivas, nacionais e internacionais, desde 2016, incluindo o Salão Mestre Darmas/ Planaltina - DF (2019) com as séries “Partidos Brasileiros” e “Territórios Afetivos” e o Salão Mabri em Britânia - GO (2020) com obras da série “Pinturas para peito”.

João Angelini mora em Planaltina, na periferia rural de Brasília. A cidade é uma fonte de imagens, situações e informações para muitas de suas obras. Seu trabalho tem como enfoque as questões processuais, as reflexões dos modos de fazer, os limites e as convergências de linguagens e técnicas artísticas. Suas pesquisas se desdobram em diversos meios como gravura, pintura, teatro, fotografia, vídeo, música, animação e performance. Muitas de suas obras mesclam métodos e suportes. O que de fora parece muita informação para lidar e poderia gerar confusão, para ele não é. “Tenho uma cabeça que separa as linhas de produção”, esclarece. Além de sua produção individual, o artista fez parte do coletivo EmpreZa, grupo de performance, e atua como professor. É um dos fundadores do Pé Vermelho – Espaço Contemporâneo.

Jordny Bor é artista visual nascido em Planaltina (DF), em 1988. Desde cedo se incutiu pelas artes e foi através do desenho que deu os primeiros passos que o trouxeram a outras expressões como a arquitetura e a tatuagem.

Rômulo Barros, 24, nasceu e cresceu no interior de Minas Gerais, um meio social onde os padrões de comportamento culminam na repetição das histórias locais, processo em que todos acabam dentro da mesma trouxa. Observa essas experiências e as insere em sua produção. Questionando sempre a própria identidade, procura externar a sua própria perspectiva, de um ser que busca, em si e em sua memória e ancestralidade, uma relação de afeto, vínculo, fluxo e refluxo. Atualmente tem uma produção artística que perambula pelos campos da pintura, instalação, escultura e gravura. Utiliza de processos que envolvem a manualidade e artesania e faz uso de materiais muito diversos, em sua maioria fuleiros, mas que carregam em subjetividades e significados quando são costurados, furados, colados, amarrados, agregados, desorganizados, esculpidos, esvaziados e preenchidos.

Sobre o Programa do Pé Vermelho

o Programa Pé Vermelho tem como objetivo formar e fortalecer um circuito de arte em Planaltina, cidade 30 km distante do Plano Piloto e mais de 160 anos de história, por meio de experiências das várias etapas do processo de criação visual e eventos abertos ao público. As atividades buscam também incentivar a criação e o compartilhamento de canais que permitam o escoamento da produção artística e cultural do Centro-Oeste, sem que o artista local precise migrar para esses centros de concentração hegemônica das artes. A programação está disponível no Instagram @@pervermelhoec e no Facebook / @pervermelhoec.

Sobre o Pé Vermelho – Espaço Contemporâneo

O Pé Vermelho é um espaço de formação, produção e promoção de artes, com foco na produção dos não-sudestinos e cerratenses. Pensando estratégias de inserção e circulação, acompanhamento e discussão dessa produção, instrumentalização e profissionalização desses artistas, o espaço Pé Vermelho surge com a proposta de formação de artistas em situações periféricas, na dilatação, fortalecimento e compartilhamento dos canais que os membros mais inseridos têm com os artistas que estão ainda no início de sua trajetória. O espaço ocupa um terreno em frente a praça da igrejinha São Sebastião, da histórica Planaltina, cidade da periferia de Brasília, mas que já se encontrava aqui no Goiás 150 anos antes da fundação do monumento moderno.

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