Devido à grande procura, espetáculo teatral para a primeira infância fará mais um final de semana de temporada
- 15 de mai. de 2024
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Mitos e lendas do imaginário brasileiro são a base da ação de “De ponta cabeça” espetáculo teatral voltado para a primeira infância - bebês e crianças de até 7 anos de idade – que fez temporada no Espaço Cultural Renato Russo. Mas a procura foi tão grande, que a produção resolveu esticar a temporada. Nos dias 18 e 19 de maio, sábado e domingo próximos, “De ponta cabeça” fará duas apresentações, no Teatro Mapati (707 norte), com ingressos a R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira).
“De ponta cabeça” apresenta duas crianças numa floresta, que procuram a primeira árvore plantada, em busca da história mais antiga do mundo. Neste percurso, elas brincam e interagem com a natureza, vasculham memórias ancestrais e, sobretudo, vivenciam os mistérios da floresta e as experiências ligadas ao imaginário brasileiro. Na base de tudo, o bambu, flexível, resistente, leve e que, a partir de uma técnica acrobática desenvolvida no Brasil, abre um leque de possibilidades cênicas.
O espetáculo reúne artistas de excelência da capital brasileira, como a diretora Maíra Oliveira, que dirige o Esquadrão da Vida, célebre companhia de teatro de Brasília, com mais de 40 anos de história; o dramaturgo, diretor e multiartista Jonathan Andrade e as atrizes Júlia Rizzo e Tainá Baldez, que exercem o ofício teatral há mais de 15 anos e têm vasta experiência com o público infantil.
O patrocínio é do FAC - Fundo de Apoio à Cultura, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Distrito Federal.
O ESPETÁCULO
“De ponta cabeça” é calcado na poética e nos movimentos aprendidos em treinamento com a companhia Nós no Bambu, durante residência com Poema Mühlenberg. Sobre um tripé de bambu, as intérpretes vivenciam um relato que passeia pelos mitos da cosmologia indígena e africana, dando corpo a uma dramaturgia que foi concebida por Jonathan Andrade durante o processo de ensaio. Mas a narrativa do espetáculo não é explícita: quer sugerir, provocar os sentidos, estar presente.
Na encenação, a floresta é a personagem, atravessada por paisagens sonoras como sons do vento sobre as copas das árvores, murmúrio das águas e cantos dos pássaros, especialmente do pequeno Saci, passarinho de difícil observação, mas de canto frequente na Amazônia. As intérpretes se alternam: são crianças, guardiãs, passarinhas. “Na minha formação com o Esquadrão da Vida e, por conseguinte, com o teatro de rua, me sinto impelida a vivenciar o teatro para além do que seria a quarta parede, ou seja, percebendo todo o entorno, lidando com as interferências da rua e, ainda assim, pensar na dramaturgia e na atuação de forma a tocar e ser tocada, o que também é essencial no teatro para a primeira infância”, explica Maíra Oliveira. E complementa: “Daí vou solucionando tudo, como diretora, com o corpo e a vida das atrizes”.
A estrutura de bambu, durante o espetáculo, se transforma constantemente e a estória revela o encontro das crianças com Iroko, árvore sagrada, símbolo da longevidade, que abriga os espíritos infantis. Ela vai ensinar as crianças sobre o passar do tempo, sobre a memória da vida, sobre coletividade, sonho, futuro, infinito.
FICHA TÉCNICA
Direção: Maíra Oliveira
Com Júlia Rizzo e Tainá Baldez
Dramaturgia: Jonathan Andrade
Direção musical: Mavi Dutra e Filipe Togawa
Direção de arte: Ianara Elisa
Preparação corporal: Poema Mühlenberg
Cenografia: Ianara Elisa e Mônica Nassar
Figurino: Deni Moreira
Iluminação: Ana QuintasProdução: Filmes de Apartamento
Produção executiva: Ana Paula Martins
Financeiro: Márcia Vale
Fotografias: Diego Bresani
Arte gráfica: Jaú
Artista Plástico: Igor Baldez
Design Corpo Bambu: Poema Mühlenberg
Fotografia Still: Rafaella Costa
SERVIÇO
Local: Teatro Mapati (SHCGN 707, Bloco K, casa 13, Asa Norte)
Horário: 16h
Ingressos: R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira).
Classificação indicativa: crianças de 0 a 7 anos
Duração: 40 minutos






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