Dia Internacional da Síndrome de Asperger busca conscientizar a sociedade sobre o transtorno


A condição é conhecida por dificultar as relações sociais e aumentar o interesse do indivíduo em assuntos específicos. Além disso, é comum haver o comprometimento no desenvolvimento motor e na compreensão da fala

Considerada parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA), a Síndrome de Asperger é caracterizada como uma condição capaz de dificultar relações sociais, aumentar interesses por assuntos específicos e criar comportamentos repetitivos. Apesar de ser uma desordem neurológica, associada a um tipo de autismo, na maior parte dos casos, não há uma interferência severa na aprendizagem do indivíduo.


Ainda assim, para crianças que possuem a síndrome, há um comprometimento no desenvolvimento motor e na compreensão das especificidades da fala, como quando há o uso de ironias e metáforas. Para conscientizar sobre as peculiaridades do transtorno, anualmente é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Asperger. Neste ano, a data cairá nesta semana, na quinta-feira (18).


"Vale ressaltar que, apesar de existirem sintomas comuns em quem é diagnosticado com a síndrome, cada indivíduo possui a sua especificidade no dia a dia. A convivência com essas pessoas tende a variar, pois as suas reações dependem de fatores associados ao suporte, acolhimento e preparo do local que a recebe, principalmente em instituições de ensino", explica Talita Santos, psicóloga escolar do Colégio Seriös, em Brasília.


Para isso, a profissional recomenda que os pais e professores acreditem no potencial da criança. Investir em um ambiente agradável, onde haja espaço para ouvir e compreender o que é dito, é, também, fundamental para incrementar o desenvolvimento de quem possui o transtorno.

Uma das orientações para lidar com quem tem esta condição é estimular a comunicação, mas respeitando o seu tempo de entrosamento. O mesmo vale para a rotina de aprendizagem. “No âmbito escolar, sempre aconselhamos uma conversa clara e objetiva com o estudante. É bom investir em explicações e orientações mais fáceis de serem assimiladas, usando até mesmo estímulos visuais”, aconselha Talita.


Outra forma capaz de motivar a criança – dentro e fora das salas de aula - é explorar os temas do seu interesse, ligando-os às expectativas de aprendizagem. Entretanto, a psicóloga reconhece que, socialmente, pode ser difícil acolher e respeitar o desenvolvimento de cada um, principalmente quando diz respeito à síndrome.


“Quando falamos em inclusão, devemos lembrar sobre o princípio da equidade, que é o de tratar cada um na sua especificidade e necessidade. O estímulo à valorização da empatia e da diferença entre as pessoas e o olhar mais cuidadoso deve estar sempre presente”, pontua.


SERVIÇO:

Colégio Seriös

SGAS 902, BL. C, LT. 75, Asa Sul

Telefone: (61) 3049-8800

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