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Entenda como preparar as crianças e adolescente para a volta às aulas

Na grande maioria das escolas do Brasil, o ano letivo de 2024 terá início no mês de fevereiro, podendo variar de acordo com cada instituição de ensino. Com isso, logo as crianças e adolescentes irão retomar a sua rotina de estudos, o que às vezes se torna um grande desafio para os pais, porque os jovens estão confortáveis nas férias escolares e muitos deles não gostariam e não estão preparados para voltar às aulas. 

Para a orientadora parental e especialista em desenvolvimento neuroatípico, Andreia Rossi, é importante que os pais saibam lidar com os seus filhos da maneira correta no momento de volta às aulas. “Primeiro de tudo, o retorno à escola não pode ser uma ameaça, por exemplo, falando para o jovem que a vida boa vai acabar e coisas do tipo, porque esse discurso pode gerar uma resistência ao ambiente escolar, fazendo com que a criança ou adolescente não se sinta confortável na escola”, comentou. “As famílias precisam estimular uma volta às aulas adequada, organizada, confortável e segura”, completou a orientadora.

Conforme dados recentes divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o Brasil conta com aproximadamente 74,5 milhões de estudantes, que estão matriculados em instituições de educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e EJA (Educação de Jovens Adultos). São muitas as crianças e adolescentes que não estarão preparados para a volta às aulas, mas existem algumas estratégias que os pais podem usar com os seus filhos, para garantir um retorno à escola sem problemas:

Estabelecer uma rotina: mesmo que o jovem ainda esteja de férias, é importante que os pais conversem com ele, estabeleçam uma rotina e coloquem em prática desde já. “Sabemos que não é nada fácil fazer isso durante as férias, mas organizar os horários e outras tarefas, é essencial para que a criança ou adolescente crie uma estabilidade emocional, fique acostumada com a rotina e não tenha problemas em ir para a escola”, explica Andreia.

Retomar combinados: retomar certos combinados, por exemplo, reduzir o tempo de uso de tela, como celular, videogame e computador, fará com que o jovem tenha um descanso mais proveitoso e também se adapte a usar menos telas no período escolar. 

Autonomia supervisionada: “Permitir que o filho organize a sua própria mochila e também os materiais escolares de forma supervisionada, fará com que a criança ou adolescente desenvolva uma maior autonomia e responsabilidade, que é essencial para o seu desempenho nos estudos”, pontua a orientadora.

Conversa: antes de iniciar o ano letivo, é importante que os pais conversem com os filhos sobre postura de estudante e compromisso com os estudos, por exemplo, como será o planejamento e divisão de tempo para estudar em casa e fazer os seus deveres escolares. 

Como a volta às aulas funcionam para crianças atípicas

O retorno à escola pode ser ainda mais desafiador para as famílias atípicas, aquelas em que a criança ou adolescente tem um transtorno neurodivergente ou neurocomportamental, como TEA - Transtorno do Espectro Autista, TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade e TOD - Transtorno Opositivo Desafiador. 

Além de preparar o jovem atípico para a volta às aulas, os pais também precisam prepará-lo para o dia a dia na escola, para que a sua aprendizagem não seja prejudicada. “Os professores e direção precisam saber da condição do filho, para que estratégias sejam montadas e a criança ou adolescente não fique para trás nos estudos, em relação aos seus colegas. É importante que ela também se sinta parte do grupo”, ponderou Andreia. 

Alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem e regulação emocional, frequentemente manifestam falta de interesse ou recusa ao ambiente escolar. Garantir a participação ativa do jovem atípico nas atividades escolares, dividir a turma em grupos de trabalhos menores e heterogêneos, validar os compromissos, reconhecer e reforçar positivamente atividades bem feitas e saber lidar com as desregulações emocionais, é essencial para os professores possam contribuir para o desenvolvimento escolar destes jovens. 

 

Sobre a orientadora parental

Andreia Rossi é Master em Comunicação Social, Psicopedagoga e atualmente Educadora Parental, auxiliando as relações entre pais e filhos. Aos 8 anos, sua filha recebeu o laudo de TOD – Transtorno Opositivo Desafiador, atraso global do desenvolvimento e rebaixamento cognitivo. Com isso, realizou diversos cursos e se tornou especialista no assunto. 


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