top of page

Na semana dos povos indígenas e no aniversário de Brasília: Um mito indígena encenado para a primeira infância

            A peça, com dramaturgia sensível ao delicado olhar de bebês entre 0 e 6 anos de idade, apresenta a história de dois heróis da mitologia Xinguana, os bebês gêmeos: Kwat, filho do Sol, e Jaí, filho da Lua. A montagem desperta a atenção do público ao mesclar texto e música com uma animação projetada em 2D e que dá vida aos dois protagonistas.

 

            O projeto estreia em Brasília no interior do Memorial do Povos Indígenas dias 20 e 21 de abril, inserido na programação oficial do aniversário da cidade e na Semana dos Povos Indígenas. As apresentações, com entrada franca, acontecem às 16h e os ingressos podem ser retirados a partir de uma hora antes do início de cada sessão, com limite de 70 espectadores.

 

            Em paralelo às sessões abertas ao público, o espetáculo também será apresentado a crianças da Rede Pública de Ensino entre os dias 23 e 27 de abril. Antecipando as sessões, os pequeninos serão guiados em uma visita pelo Memorial para conhecer o acervo de obras da cultura indígena. O projeto conta com patrocínio da Lei Paulo Gustavo.

 

 

O roteiro da peça

 

            Segundo a mitologia dos povos do Alto Xingu, os irmãos são responsáveis por criar as coisas do mundo desenhando-as na areia. No espetáculo, com base no roteiro do filme que deu origem à peça, eles têm a missão de salvar a mãe engolida pela grande sucuri.

 

            Interagem com a projeção a atriz Jawí Kamaiurá, interpretando a mãe, e a musicista Fernanda Cabral, que dá corpo e som à força da natureza para emoldurar a história. A construção do trabalho artístico contou com a consultoria atenta de Mapulu Kamaiurá, a única mulher pajé do Xingu, e tem direção de Clarice Cardell, premiada referência na criação de obras artísticas para a primeira infância.

 

 

Os criadores

 

            Assinado por Clarice e Léo Hernandes, diretores da produtora Bebe Lume, o projeto tem como fundamento “a construção da identidade e uma abertura de repertório das crianças ao estimular o reconhecimento da estética dos povos indígenas”, apostam os idealizadores. A estreia nacional ocorreu no Theatro Municipal de São Paulo e depois da curta temporada em Brasília, segue para o Rio de Janeiro e cumpre turnê pela Europa.

 

 

Um filme reconhecido internacionalmente

 

            O curta-metragem que deu origem ao espetáculo abriu o Festival comKids, realizado em São Paulo, recebeu Prêmio de Honra no Prêmio Japan Prize, em novembro de 2023 no Japão, foi laureado com menção honrosa na Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis e está entre os finalistas do Festival Prix Jeunesse, de Munique (Alemanha).



Ficha técnica:

 

Jawí Kamaiurá: Atriz principal | Fernanda Cabral: Atriz e trilha sonora | Clarice Martins Cardell: Direção artística e dramaturgia | José Regino: Objetos e figurino | Cláudia Leal: Direção de Produção | Marcelle Lago e Claudia Teixeira: Assistente de produção | Barbara Barbosa: Tradutora de Libras e consultora em acessibilidade | Edézio Araújo: Coordenador técnico | Lucas Leal: Técnico de Luz | Anibal Alexandre: Vídeo Mapping | Makoto Produções Audiovisuais: Animação | Lila Rosa: Arte educadora especializada em arte indígena, objetos e figurino | Rodrigo Machado: Assessor de imprensa | Leonardo Hernandes: Produtor Executivo | Bebe Lume: Realização.


Serviço:

 

Kwat e Jaí - Acalantos Indígenas

Local: Memorial dos Povos Indígenas

Endereço: Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti (em frente ao Memorial JK)

Dias e horário: 20 e 21 de abril, sábado e domingo, às 16h

Ingressos: entrada franca, com retirada de ingressos 1h antes do início de cada sessão

Lotação: 70 espectadores

Classificação indicativa: livre para todos os público

Comments


bottom of page