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O ANO EM QUE O FREVO NÃO FOI PRA RUA está na seleção de dois festivais brasileiros: Cine PE e In-Edit Brasil

"O Ano em que o Frevo Não Foi pra Rua” será exibido essa semana em dois festivais no Brasil. No dia 10 ele estreia na terra do Frevo, no Festival CinePE, em Recife, um dos festivais que mais valorizam a cultura popular brasileira.

 

Na mesma semana, em São Paulo, o filme será exibido no In Edit Brasil, festival internacional de documentário musical. Serão três exibições em São Paulo.

 

A seleção pelos dois festivais reflete a importância de um filme feito em um período tão desafiador. Com o confinamento forçado por causa da covid-19, os foliões de Recife e Olinda, por dois anos consecutivos, ficaram sem poder sair às ruas para viver a tradicional explosão de alegria que marca o seu carnaval. O filme acompanha esse longo percurso de espera e saudade de foliões ilustres e anônimos, trazendo a catarse que foi o retorno dessa festa de rua.

 

O FILME

Este é um filme sobre a perda. O sentimento de vazio causado por uma alegria adiada. O sufocamento da catarse e suas reverberações na alma. A impossibilidade do transbordamento que só o carnaval é capaz de promover. Traço fundamental dessa abstração que chamamos de brasilidade, e que encontra manifestação tão singular nas ruas e praças do Recife e nas ladeiras centenárias de Olinda, agora vazias e melancólicas no ano em que o frevo não foi para a rua por conta da pandemia de Covid-19.

 

Mas também é um filme sobre resiliência, amor e expectativa. A resiliência para entender que, por mais doloroso que seja, o cancelamento da festa que dá um sentido especial à vida de muita gente era o melhor a ser feito. O amor a si e ao próximo, ao saber que nenhuma festa, por mais importante e mítica que seja, vale uma vida. O amor ao carnaval e à expectativa em poder voltar o quanto antes a viver um dos maiores prazeres da vida.

 

Estes são alguns dos sentimentos expressados por gente como Fernando Zacarias, o seu Zacarias, porta-estandarte do Galo da Madrugada, considerado o maior bloco carnavalesco do mundo, por Lúcio Vieira da Silva, maestro da Orquestra Henrique Dias, que anima dezenas de blocos e troças carnavalescas de Olinda, por Carlos da Burra, responsável por carregar o mais importante de todos os bonecos de carnaval, o místico Homem da Meia Noite. Ou ainda por Nena Queiroga, que há mais de 30 anos comanda multidões em cima dos trios elétricos do Galo da Madrugada, e Spok, maestro que se intitula como “último folião” por ser o responsável a pela apresentação de encerramento dos festejos no marco-zero do Recife.

 

São as lembranças, as sensações e a esperança desses e de outros protagonistas do carnaval pernambucano, bem como as impressões e depoimentos de foliões que vagavam órfãos pelas ruas, praças e ladeiras, que guiam o espectador pela história do Ano em que o Frevo Não foi pra Rua.

 

Com a pandemia de covid-19, os foliões de Recife e Olinda, por dois anos consecutivos, ficaram sem poder sair às ruas para viver a tradicional explosão de alegria que marca o seu carnaval. O filme acompanha esse longo percurso de espera e saudade de foliões ilustres e anônimos, trazendo a catarse que foi o retorno dessa festa de rua.

 

O ANO EM QUE O FREVO NÃO FOI PRA RUA

Brasil, 2024, 71 min

Direção: Bruno Mazzoco, Mariana Soares

Roteiro: Bruno Mazzoco, Mariana Soares e Renata Pimentel

Fotografia: Camilo Soares e Edver Hazin

Montagem: Ari Arauto

Som direto: Xisto Ramos, Mayra Coelho e Mateo Bravo

Desenho de Som: Diogo Felipe

Produção: Alba Azevedo, Milena Andrade e Amanda Nascimento

Produção Executiva: Juliana Lira, Roberto Gonçalves de Lima e Alba Azevedo

Pesquisa: Bruno Mazzoco, Mariana Soares e Amanda Nascimento

Distribuição: Lira Filmes

 

Sinopse: Em 2021, as cidades de Recife e Olinda viram seu maior patrimônio cultural, o Carnaval, ser cancelado por causa da pandemia de Covid-19. Suas praças e ruas ficaram desertas, deixando a melancolia tomar conta de tudo. Personagens como Fernando Zacarias, porta-estandarte do Galo da Madrugada, Carlos da Burra, responsável por carregar o mítico Homem da Meia Noite, e o maestro Spok, autointitulado como “o último folião”, expressam sua incredulidade e tristeza, em um filme que fala de ausência e alegria adiada, mas também de resiliência, amor e expectativa.

 

SOBRE OS DIRETORES

 

Bruno Mazzoco

Jornalista especializado em escrita criativa e diretor audiovisual. Acumula passagens por redações de TV, impresso e online, produtoras e agências de conteúdo. Entre 2020 e 2023 atuou como cinegrafista e diretor de fotografia de mini-docs para internet gravados no Brasil pela produtora inglesa Barcroft Studios. Foi responsável pela edição e finalização da versão em língua portuguesa dos vídeos da série “E Se”, produzidos pela produtora canadense Underknown. Colaborou, em 2021, como roteirista de vídeos educacionais para a editora Moderna. Realizou a pesquisa no Brasil para produção do livro “The Good Assassin: How a Mossad Agent and a Band of Survivors Hunter Down The Butcher of Latvia” ("O bom assassino: como um agente do Mossad e um bando de sobreviventes caçaram o açougueiro da Letônia”, em tradução literal, sem edição no Brasil), lançado em 2020, e escrito pelo jornalista Stephan Talty. Desde 2017 atua como produtor e diretor de conteúdo audiovisual, tendo realizado mais de cem mini documentários e entrevistas para internet, com foco nos temas de educação, direitos humanos, sustentabilidade e meio ambiente. Cobre educação desde 2013. Em 2015, foi indicado para o Prêmio Esso pela reportagem "Foco na Aprendizagem”, que conta a história de escolas em áreas de baixo nível socioeconômico com bons resultados educacionais. Produziu e dirigiu uma websérie sobre o mesmo tema para a revista Gestão Escolar. Atualmente trabalha na produção de uma biografia sobre importante sambista da capital paulista e na finalização do documentário "O Ano que o Frevo Não foi pra Rua", que conta sobre a ausência do carnaval em Recife e Olinda por conta da pandemia de covid-19.

Mariana Soares

Jornalista com mais de dez anos de formação com passagens por redações de jornais e televisão em Recife e São Paulo. Em 2009, assumiu a área de conteúdo na TV CNT, em São Paulo. Estudou roteiro na Academia Internacional de Cinema (AIC), em 2011. Com a Mocho Produções, trabalhou como pesquisadora e roteirista na série ELAS, exibida no canal TCM/Turner, em 2014. Ao longo dos anos de profissão, se especializou em Branded Content & Entertainment, no Centro Cultural B_arco, Storytelling e transmídia e em Estratégias de Marketing em Mídias Sociais, na São Paulo Digital School. Desde 2019, coordena a Comunicação da área de Cultura do SESI-SP, tendo, entre as suas atribuições, a de criar roteiros e acompanhar a montagem de mini documentários para a divulgação das atividades da entidade.

 

SOBRE A DISTRIBUIDORA _ Lira Filmes

A Lira Filmes atua na distribuição audiovisual desde 2018, buscando estabelecer sempre estratégias de comercialização em parceria com os produtores e realizadores, e procurando obras que apostem na diversidade cultural, impacto social, identidade de gênero, conquista de direitos e na desconcentração regional. Lançou os longas-metragens Saudade e O Circo Voltou, ambos de Paulo Caldas, O Verde Está Do Outro Lado, de Daniel Rúbio, Sefarad, de Luis Isamel, Faz Sol Lá Sim, de Claufe Rodrigues, Danças Negras, de João Nascimento e Firmino Pitanga, Luana Muniz – Filha Da Lua, de Rian Córdova e Leo Medeiros, Ménage, de Luan Cardoso, Luiz Carlini – Guitarrista De Rock, de Luiz Carlos Lucena e Tenho Fé, de Rian Córdova. Além da estreia de Nada Será Como Antes, de Ana Rieper, a Lira Filmes prepara o lançamento dos longas Lo Que Queda Em El Camiño, de Jakob Krese e Danilo do Carmo, O Barulho Da Noite, de Eva Pereira, Levante, de Lillah Halla, Três Reis, de Steven Phill e Rua Aurora – Refúgio De Todos Os Mundos, de Camilo Cavalcante.

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