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“Sandra Pêra em Belchior” no Clube do Choro

Ela é cantora, compositora, atriz e diretora. Nascida em uma família de artistas, fez imenso sucesso – e o Brasil inteiro a dançar no final dos anos 1970 –, como uma das integrantes do famoso grupo As Frenéticas.


Com essa trajetória na bagagem, Sandra Pêra traz para palco do Clube do Choro, em Brasília, no próximo dia 15 de março, o show “Sandra Pêra em Belchior”, com um vasto repertório em homenagem ao cearense Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, falecido em 2017.


Com direção de Amora Pêra, filha de Sandra com o cantor e compositor Gonzaguinha, o show é baseado em seu álbum homônimo estreou em setembro de 2022 no Rio de Janeiro e já percorreu Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Jundiaí, Fortaleza, Sobral.


O repertório de 17 canções compostas por Belchior é marcado por clássicos como “Paralelas”, “Medo de avião”, “Todo sujo de Batom”, “A palo seco”, “Velha roupa colorida”, “Mucuripe”, “Galos, noites e quintais”. Também não poderia faltar “Sujeito de sorte”, cujo verso “... ano passado eu morri, mas esse ano eu morro...”, tirado de uma poesia do repentista paraibano Zé Limeira, marcou os brasileiros no recente período da pandemia.


Amiga de Belchior, Sandra Pêra conta que o repertório foi concebido sob a inspiração de outros compositores emblemáticos da MPB. Assim, a cantora tomou a liberdade de incluir no show suas interpretações para canções de Gonzaguinha (Eu apenas queria que você soubesse), Fernando Lobo (Chuvas de verão), Dominguinhos – em rara parceria com Djavan (Retratos da vida), Marisa Monte e Arnaldo Antunes (Não vá embora), e Paulinho Moska (Somente nela), além de uma canção autoral em parceria com Guilherme Lamounier (Se pode criar).

O retorno musical de Sandra Pêra acontece após um hiato de 38 anos sem gravar. Mas durante este período ela marcou presença nos palcos do teatro (inclusive como diretora do megassucesso “Acredite, Um Espírito Baixou em Mim”), no cinema e na televisão.


Trajetória

Nascida em uma família de atores de teatro e irmã de um dos ícones dos palcos brasileiros (Marília Pêra), Sandra Pêra tem uma trajetória marcada por múltiplas performances na cena cultural do país. Musicais e peças de teatro, como “A Vida Escrachada”, de Joana Martini e Baby Stompanato (1971); “Pobre Menina Rica” (1972), com direção de Carlos Lyra; “Jesus Cristo Superstar” (1973), “Pippin” (1974) e “A Verdadeira História da Gata Borralheira” (1976), estão na lista de suas primeiras atuações. Também trabalhou como backing vocal da cantora e compositora Angela Ro Ro no Festival de Rock de Saquarema, em 1976. Na época, Sandra dividia apartamento com a atriz e cantora Zezé Motta.


Convidada por Nelson Motta, Sandra Pêra trabalhou na boate Frenetic Dancing Days, no Rio de Janeiro, tendo ao seu lado as atrizes Regina Chaves, Dhu Moraes e Leiloca Neves. Elas trabalhavam como garçonetes e, no fim da noite, faziam um show com canções ensaiadas por elas com o músico Roberto de Carvalho, como “Dançar pra Não Dançar”, de Rita Lee, e “Back in Bahia”, de Gilberto Gil. Por conta do nome da boate, o grupo passou a se chamar “As Frenéticas”. O figurino delas foi desenhado por Marília Pêra. Com o fim do Dancing, em 1977, elas foram contratadas pela WEA para gravar um compacto duplo com a canção “A Felicidade Bate a Sua Porta”, de Gonzaguinha e um pout-pourri com alguns rocks que elas cantavam no Dancin'. 

A música de Gonzaguinha estourou nas rádios e elas gravaram o primeiro LP, simplesmente intitulado “Frenéticas”, com as duas faixas e canções inéditas de Rita Lee (Fonte da Juventude), Nelson Motta (Pessoal Intransferível) e do Dzi Croquette Wagner Ribeiro (Vingativa). Nelson e Rita também compuseram juntos (com Roberto de Carvalho) o maior sucesso do disco, “Perigosa”. Em plena ditadura, a canção quase foi censurada. A temporada de lançamento do disco, no Teatro Teresa Rachel, no Rio de Janeiro, foi um grande sucesso. Elas receberam o Disco de Ouro, por mais de 300 mil cópias vendidas.


Após deixar as Frenéticas, Sandra gravou um disco solo, “Sandra Pêra” (Warner, 1983), trabalho que completa 40 anos atualmente.  Atuou como atriz em algumas novelas e programas humorísticos na Rede Globo, mas seu trabalho se deu principalmente no teatro. Fez, entre outras peças, “O Reverso da Psicanálise” (1988)[9], ao lado de Yoná Magalhães e Luiz Fernando Guimarães; “Mãe Genti” (2000), de Ivaldo Bertazzo, com Rosi Campos e Zeca Baleiro[10]; “A Saga da Senhora Café” (2002), de Helóisa Perissé; “Capitães de Areia” (2005); “O Preço” (2007), com direção de José Possi Neto e mais recentemente, “A Porta da Frente” (2018), ao lado da atriz Miriam Mehler. 


Sandra também dirigiu algumas peças, entre elas “Acredite, Um Espírito Baixou em Mim”, com os atores mineiros Ílvio Amaral e Maurício Canguçu, que está há 20 anos em cartaz, tendo sido apresentada em mais de 400 cidades e vista por mais de 3 milhões de pessoas. No cinema, atuou em filmes como “Agonia” (1978), de Júlio Bressane, e “Dias Melhores Virão” (1989), de Cacá Diegues. Em 2004, Sandra assinou a direção do show “Baiana da Gema”, da cantora Simone.


Em 2008, Sandra lançou pela Editora Ediouro o livro “As Tais Frenéticas: Eu Tenho uma Louca Dentro de Mim”, biografia do grupo. O livro tem prefácio do doutor Drauzio Varella. Em 2016, Sandra estreou ao lado de Dhu Moraes, sua amiga desde antes de Frenéticas (elas se conheceram no musical Pobre Menina Rica, em 1972), o show “Duas Feras Perigosas”, com roteiro e direção do jornalista Rodrigo Faour. No espetáculo, elas cantam sucessos das Frenéticas, músicas de musicais em que atuaram e composições da MPB contemporânea. Em março de 2019, o show foi lançado em DVD pela Biscoito Fino.


Em dezembro de 2018, ao lado de Dhu e Leiloca, representou as Frenéticas no musical “70.doc – Década do Divino Maravilhoso”, que conta a história dos anos 70 por meio da música e estreou com grande sucesso no Theatro Net Rio. O espetáculo migrou para o Theatro Net São Paulo em março de 2019, contando também com a participação da cantora Baby do Brasil. Em junho de 2021, Sandra lançou, também pela Biscoito Fino, o disco “Sandra Pêra em Belchior”, todo dedicado à obra do compositor cearense que, segundo a lenda, compôs seu hit "Medo de Avião", inspirado pela ocasião em que estiveram juntos num mesmo vôo, do Rio a Fortaleza. O disco contém participações especiais de Ney Matogrosso, Juliana Linhares e Zeca Baleiro. Mauro Ferreira, crítico musical do G1, elogiou o trabalho, dizendo se tratar de um "disco muito valorizado pelos arranjos e pelo tratamento dramatúrgico do repertório".


Belchior:

Antônio Carlos Gomes Belchior (Sobral, Ceará, 1946 – Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, 2017). Compositor, cantor, pintor, desenhista, caricaturista. Uma das maiores estrelas da Música Popular Brasileira surgida nos anos de 1970. Com letras que falavam de amor mas que ao mesmo tempo de questões sociais, plenas de citações literárias e da cultura pop, Belchior foi o responsável por hits imortais da mpb, como “Apenas um Rapaz Latino-Americano”, "Medo de Avião, "A Palo Seco", "Sujeito de Sorte", esta última, ganhou notoriedade novamente durante a pandemia por conta do verso "... ano passado eu morri mas este ano eu não morro...".

Belchior também imortalizou muitos sucessos nas vozes de grandes intérpretes, como Elis Regina ("Mucuripe" "Como Nossos Pais", "Velha Roupa Colorida").


Com sua inconfundível voz, foi cantador de feira e repentista na infância. Estudou piano, línguas, filosofia. No final da década de 1960, participa de festivais de música no Nordeste. Abandona o curso de medicina em Fortaleza e vai se juntar aos novos (e futuros famosos)músicos cearenses Ednardo e Fagner em apresentações no rádio e na televisão.


Belchior parte para o Rio de Janeiro em 1971, onde vence o 4º Festival Universitário de Música Popular Brasileira com a canção “Na Hora do Almoço” e lança o primeiro disco. No ano seguinte, “Mucuripe”, em parceria com Fagner, estoura nacionalmente na voz de Elis Regina. Em seguida, Belchior, finalmente conhece o sucesso nacional com o álbum Alucinação (1976), disco que traz inúmeros hits como “Apenas um Rapaz Latino-Americano”, “Como Nossos Pais” e “Velha Roupa Colorida”. Daí em diante prosseguiu com uma carreira de sucesso e tornou-se um dos garndes ícones da MPB.


Em 2008 Belchior deixou de fazer shows e abandonou seus bens pessoais em São Paulo. Enfrentou processos e, sem dinheiro, o cantor foi para o Rio Grande do Sul, onde morou em hotéis, casas de fãs e em uma instituição de caridade.


Em 2009 a mídia divulgou seu suposto desaparecimento, mas o cantor concedeu entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, declarando que não havia desaparecido e que estava preparando um disco de canções inéditas, além do lançamento de todas as suas canções em espanhol.


Em 2012 Belchior novamente desapareceu, desta vez no Uruguai. Deixou para trás uma dívida em diárias, além de objetos pessoais. Ao ser identificado passeando por Porto Alegre afirmou que as notícias sobre a dívida no Uruguai não seriam verdadeiras.

Belchior morreu em 30 de abril de 2017, aos 70 anos, na cidade de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul por conta da ruptura de um aneurisma.

 

Ficha Técnica:

SANDRA PÊRA 

Voz e roteiro 

AMORA PÊRA 

Direção e roteiro 

MIMI LESSA 

Direção musical e guitarra 

LOURIVAL FRANCO 

Teclado 

PEDRO PERES 

Baixo 

FLAVIO SANTOS 

Bateria 

FLÁVIA SOUZA LIMA 

Coordenação de produção 

JACKSON MARQUES 

Técnico de som 

RUBENS GONZAGA 

Técnico de luz 

TATO COMUNICAÇÃO

Assessoria de imprensa

DRINKSOUL

Produção local

 

SERVIÇO:

Sandra Pêra em Belchior

Local: CLUBE DO CHORO DE BRASÍLIA

Abertura da casa: 19h

Horário do show: 20h30

Data: 15 de março de 2024

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 80 minutos aproximadamente

Acessibilidade: LIBRAS, audiodescrição, acesso PCD, monitor de neurodiversidade 

Ingressos: 50,00 (inteira), 25,00 (meia) e 39,00 (vale cultura)

Informações: 61 3226.3969 / 61 99956.7368

 

Vendas:  Bilheteria Digital ou bilheteria física no Clube do Choro

 


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