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Selo Sesc lança Relicário: Dona Ivone Lara (ao vivo no Sesc 1999)

No quinto lançamento de Relicário, projeto que resgata áudios de shows realizados em unidades do Sesc São Paulo nas décadas de 1970, 1980 e 1990, o Selo Sesc apresenta o registro histórico de Dona Ivone Lara cantando seus maiores sucessos em setembro de 1999, no Sesc Vila Mariana. O lançamento do álbum Relicário: Dona Ivone Lara (ao vivo no Sesc 1999) será no dia 12 de abril com exclusividade no Sesc Digital. O evento de lançamento será no dia 17 de abril no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo, no bairro da Bela Vista.

 

Apelidada de “Primeira Dama do Samba”, Dona Ivone Lara compôs sua primeira canção aos 12 anos de idade, mas só teve a oportunidade de gravar e lançar seu primeiro disco aos 56. Sua obra ainda é tocada no rádio, na televisão e, sobretudo, cantada nas rodas de samba pelo povo. Suas canções foram gravadas pelos maiores intérpretes do país, dos mais diferentes estilos e gerações: Beth Carvalho, Gilberto Gil, Gal Costa, Paulinho da Viola, Fundo de Quintal, Elza Soares, Elizeth Cardoso, Maria Bethânia, Monarco, Caetano Veloso, Clara Nunes, Alcione, Jair Rodrigues, Nana Caymmi e Zeca Pagodinho.Na apresentação de 1999, Dona Ivone Lara entoou alguns clássicos de sua carreira. Das 15 faixas do álbum, 2 são pout-pourris, totalizando 20 músicas.

O repertório da noite foi inspirado no disco Bodas de Ouro, de 1997, que celebrou os 50 anos de carreira da artista. Estava acompanhada por Armando Martinez (teclado), Edson Bastos (contrabaixo), Gilberto Torgano (bateria), Álvaro Barcelos (percussão), Maurício Verde (cavaquinho) e Hélcio Brenha (sax e clarinete).O disco começa com “Liberdade” (parceria com Délcio Carvalho). A letra fala da nostalgia de um amor perdido, assim como a canção seguinte, “Tendência” (dela com Jorge Aragão). Entre os destaques do repertório, aparecem os clássicos das rodas de samba, como “Acreditar” (com Délcio Carvalho), “Sonho Meu”, o primeiro grande sucesso de Dona Ivone Lara, “Alguém Me Avisou”, composição dos versos “alguém me avisou / para pisar nesse chão devagarinho” que parecem descrever a própria trajetória da artista e “Sorriso negro”, de Jorge Portela, Adilson Barbado e Jair Carvalho, lançada por ela em 1981 no disco homônimo, em gravação com a participação de Jorge Ben Jor.

 

Para o biógrafo, jornalista e pesquisador Lucas Nobile (autor do livro Dona Ivone Lara: Primeira Dama Do Samba), a artista é um assunto tão amplo e tão complexo que o Brasil ainda não assimilou a dimensão do fenômeno em sua completude. Para ele, além de ouvirmos uma obra artística reconhecida nacional e internacionalmente, a trajetória de Ivone Lara simboliza, inspira e provoca reflexões e debates sobre muitas das pautas que ainda hoje são necessárias e urgentes.

 

Além das 150 melodias que compôs – sambas de terreiro, valsas, jongos, partidos-altos, choros-canção, sambas de enredo, Dona Ivone Lara também atuou nos enfrentamentos ao machismo, ao racismo, ao etarismo, à gordofobia, à intolerância religiosa. Esteve à frente de lutas como a da saúde mental e assistência social, sendo uma pioneira em diferentes frentes de atuação.

 

Como escreve Kamille Viola, jornalista e pesquisadora musical no texto de apresentação do trabalho, "Ivone só passou a se dedicar integralmente à música em 1977, após se aposentar do trabalho como enfermeira e assistente social, carreira que lhe garantiu estabilidade financeira e na qual também se destacou, tendo atuado com a renomada psiquiatra Nise da Silveira". 

 

Um dos maiores nomes do samba se despediu em 2018, aos 97 anos, deixando um precioso legado de resistência.Para marcar o lançamento do álbum Relicário: Dona Ivone Lara (Ao vivo no Sesc 1999) haverá um bate-papo mediado por Danilo Cymrot, onde memórias sobre a cantora e sua obra perpassam a conversa, bem como o contexto do período da apresentação com participação da gestora cultural e ativista Kelly Adriano e o jornalista e pesquisador Lucas Nobile. 

TRACKLIST: 1- Liberdade2- Tendência3- Sorriso de Criança4- Samba de Roda Pra Salvador5- Enredo do Meu Samba6- Mas Quem Disse Que Eu Te Esqueço7- Pra Afastar A Solidão8- Se O Caminho É Meu/ Nos Combates Dessa Vida/ Sereia Guiomar9- Resignação10- Candeeiro da Vovó11- Acreditar/ Sonho Meu/ Alguém Me Avisou/ Tiê12- Pagode De Pai Joaquim13- Axé de Ianga14- Aquarela Brasileira15- Sorriso NegroFICHA TÉCNICA 

Gravado em 4 de setembro de 1999 no Sesc Vila MarianaMixado e masterizado por Gustavo LenzaSERVIÇO Relicário: Dona Ivone Lara (Ao vivo no Sesc 1999) Bate-papo que marca o lançamento do álbum digital Relicário: Dona Ivone Lara (Ao vivo no Sesc 1999) que traz o show na íntegra da cantora, realizado em 1999 no Sesc Vila Mariana. As memórias sobre a artista e sua obra perpassam a conversa, bem como o contexto do período da apresentação com participação da gestora cultural e ativista Kelly Adriano e o jornalista e pesquisador Lucas Nobile.

Dia 17/04. Quarta, 19h30.

Local: Centro de Pesquisa e Formação Sesc (CPF).Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andarBela Vista - São Paulo.Classificação: LIVREInscrições no site: sescsp܂org܂br/cpfTransporte gratuito para os participantes das atividades, do CPF Sesc à estação metrô Trianon-Masp, de terça a sexta às 21h40, 21h55 e 22h05.

 SOBRE RELICÁRIORelicário é um projeto permanente que reverbera a memória do Sesc São Paulo com registros do acervo da instituição que há mais de 70 anos tem na ação cultural o instinto de estimular a autonomia pessoal, a interação e contato com expressões e modos diversos de pensar, agir e sentir. A primeira etapa do projeto apresenta áudios de shows históricos realizados em unidades do Sesc em São Paulo nas décadas de 1970, 1980 e 1990, remasterizados e formatados como álbuns digitais. A série também oferece o contexto histórico de cada registro, através de textos, vídeos e fotografias. Saiba mais no siteLink

 

A estreia do projeto aconteceu com o álbum Relicário: João Gilberto (Ao vivo no Sesc 1998), depois foi a vez de Relicário: Zélia Duncan (Ao vivo no Sesc 1997), em seguida Relicário: João Bosco (Ao vivo no Sesc 1978) e por último Relicário: Adoniran Barbosa (Ao vivo no Sesc 1980).

 

SOBRE O SELO SESCDesde 2004 o Selo Sesc traz a público obras que revelam a diversidade e a amplitude da produção artística brasileira, tanto em obras contemporâneas quanto naquelas que repercutem a memória cultural, estabelecendo diálogos entre a inovação e o histórico. Em catálogo, constam álbuns em formatos físico e digital que vão de registros folclóricos às realizações atuais da música de concerto, passando pelas vertentes da música popular e projetos especiais. Entre as obras audiovisuais em DVD, destacam-se a convergência de linguagens e a abordagem de diferentes aspectos da música, da literatura, da dança e das artes visuais.

Os títulos estão disponíveis nas principais plataformas de áudio,Sesc Digital eLojas Sesc. Saiba mais em:Link


SOBRE O SESC SÃO PAULO  

Com 77 anos de atuação, o Sesc – Serviço Social do Comércio conta com uma rede de 42 unidades operacionais com atendimento presencial e 4 unidades operacionais com atendimento não presencial no estado de São Paulo e desenvolve ações com o objetivo de promover bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio, serviços, turismo e para toda a sociedade. Mantido pelos empresários do setor, o Sesc é uma entidade privada que atua nas dimensões físico-esportiva, meio ambiente, saúde, odontologia, turismo social, artes, alimentação e segurança alimentar, inclusão, diversidade e cidadania. As iniciativas da instituição partem das perspectivas cultural e educativa voltadas para todas as faixas etárias, com o objetivo de contribuir para experiências mais duradouras e significativas. São atendidas nas unidades do estado de São Paulo cerca de 30 milhões de pessoas por ano. Hoje, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais do campo das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas. Mais informações,clique aqui. 


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