Sindac- DF busca inclusão do setor como serviço essencial à população
- 28 de mai. de 2021
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Desde o começo da pandemia muita coisa mudou e diversos empreendimentos tiveram de fechar as portas. Entre eles, as academias, que acumulam prejuízos e perdas empresariais desde então. Um levantamento feito pelo Sindicato das Academias do Distrito Federal, o Sindac DF, nos primeiros meses de fechamento, mostrou que pelo menos 100 empresas fecharam em definitivo e 8 mil pessoas foram demitidas do setor. De acordo com a presidente da entidade, Thais Yeleni, a situação ainda não melhorou e há muitas academias com risco de demissão em massa e encerramento de atividades na capital do país.
Ela aponta que muito desse prejuízo é devido à classificação errônea de que as academias não são essenciais à população. "Nós fornecemos saúde. É comprovado que a atividade física trata e previne inúmeras doenças e que pode ser uma aliada no combate e recuperação pós covid-19", ressalta. Para Thais, que também é profissional de educação física, é de extrema urgência a alteração no serviço.
"Nos preparamos com protocolos rígidos e estamos seguros para atender aos brasilienses. Assim, vamos ajudar não só o praticante de exercício físico, mas também, a diminuir o número de internações por causa da doença".
Exclusão
No começo do mês, o Governo do Distrito Federal, GDF, lançou um pacote com 20 medidas para fortalecer a economia da capital. E para a surpresa de Thais Yeleni, as academias não estão incluídas no Pró-Economia. "Ele poderia ajudar a socorrer o nosso setor que passa por grandes dificuldades. Sentimos uma frustração muito grande ao saber que mesmo com todas as perdas que tivemos durante e pós lockdown e reuniões com solicitações nesse sentido, nada foi levado em consideração e fomos deixados de lado", afirma.
Para ela, essa exclusão causará um impacto direto nas chances de sobrevivência de muitas unidades em todo o Distrito Federal. "Precisamos que o governo entenda que somos essenciais para a manutenção da saúde de todos e podemos sim, combater e ajudar a evitar a piora dos casos de covid", pontua. Thais destaca: "estamos preparados para ajudar, mas também precisamos dessa ajuda, que nos deem ferramentas para continuar sobrevivendo".
Outra forma de facilitar o crescimento da economia do Distrito Federal, que está em análise na Câmara Legislativa do DF, CLDF, e também não inclui as academias, é o adiamento do pagamento Predial e Territorial Urbano, o IPTU e do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores, o IPVA. "O Governo sugere ainda mais benefícios e nós não fomos contemplados. Nosso setor vai sucumbir ainda mais sem esse reforço, sem essa ajuda. Será que não somos importantes para a economia?", questiona Thais.
Ela acrescenta que essas medidas poderiam salvar empreendimentos, já que também propõe a concessão de remissão, anistia e isenção dos mesmos impostos, além da redução da alíquota do ISS de 5% para 2%. "Nós somos parte da solução, mas se o GDF não nos ajudar, não poderemos combater a covid-19 e nem manter/aumentar a economia local", diz a presidente do Sindac DF.
"Ainda não desistimos e estamos buscando ajudar o nosso setor a sair da crise. Por isso, na semana passada tivemos reunião com a Secretaria de Esportes e o jurídico da Casa Civil para viabilizar nossa inclusão nesses pacotes e projetos do GDF", aponta! "Na quarta, falamos com o presidente da Câmara Rafael Prudente e quinta com os Secretários de esporte e de economia e seguimos buscando inclusão. Só assim vamos salvar as academias do DF", complementa.
Aliado à saúde
Estudos comprovam que as academias são ambientes de baixo risco de propagação da Covid-19. Além disso, os espaços fitness desempenham papel essencial na manutenção da saúde da população. Neste cenário pandêmico, esses locais devem ser considerados aliados na luta para combater o vírus, uma vez que a atividade física fortalece o sistema imunológico dos indivíduos. "Estudos comprovam que a incidência de internações em pessoas fisicamente ativas é absurdamente menor, 34% a menos. Nós desenvolvemos protocolos rígidos de distanciamento, higienização e temos um ambiente amplamente controlado", ressalta Anderson Dornelas, coordenador da Bodytech Lago Sul.
Uma pesquisa realizada no Reino Unido mostrou que as academias não são espaços de transmissão intensa da doença. Os pesquisadores da Universidade Sheffield Hallan, analisaram 62 milhões de visitas à academia feitas em 17 países da Europa e identificaram apenas 487 casos de pessoas contaminadas pelo coronavírus, o equivalente a 0,78 a cada 100 mil. Além disso, outro estudo feito na Noruega chegou à mesma conclusão.
Outra equipe de pesquisadores da Universidade de Oslo, liderada pelo professor Michael Bretthauer, pesquisou a transmissão do SARS-CoV-2 e se era atribuída às academias. A partir dessa pesquisa, constataram que não existe ameaça de aumento da propagação da COVID-19 nas instalações fitness, mesmo quando ocorre treinamento intensivo. Sendo assim, os espaços fitness oferecem muito mais vantagens e contribuem para o achatamento da curva de contágio do novo coronavírus.
"Precisamos frisar que o trabalho das academias e profissionais da educação física é levar saúde, física e mental, para as pessoas. Diferentes de outros ambientes e capitaneados pela ACAD (Associação Brasileira de Academias), desenvolvemos protocolos seguros e extremamente rígidos para impedir a proliferação do vírus. Inclusive, em muitos aspectos, atendendo mais do que as recomendações dos decretos estaduais, tudo isso para realmente garantir a saúde e bem-estar da população", finaliza Dornelas.






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