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Fechamento de mercado | por Luiz Felipe Bazzo, CEO do transferbank

O Ibovespa Futuro operou com queda na quarta-feira (10) após a divulgação dos dados de inflação nos EUA. O índice de preços ao consumidor (CPI) em março subiu 0,4%, acima da expectativa de 0,3% e do mesmo valor de fevereiro. 

 

Nos doze meses encerrados em março, o CPI registrou um aumento de 3,5%, acima da expectativa de alta de 3,4% e dos 3,2% de fevereiro. Também chamou a atenção o rebaixamento da perspectiva da China pela Fitch para negativa, embora tenha mantido a classificação A +, prevendo desaceleração do crescimento econômico.

 

Já na quinta-feira (11), o Ibovespa operou em queda, enquanto as Bolsas de Nova York mantinham-se em alta. Durante a tarde, o principal referencial da B3 cedeu 0,66%, ficando em 127.214,60 pontos, oscilando entre uma máxima de 128.051,34 pontos e uma mínima de 127.069,43 pontos.

 

Hoje sexta-feira (12) no início da tarde, os contratos da commodity perderam força e o índice ampliou o movimento de baixa, buscando a mínima do dia por volta dos 126.500 pontos. Desta forma, às 13h44 o Ibovespa recuava 0,62% aos 126.601 pontos, enquanto o dólar avançava 0,84% aos R$ 5,13 e as taxas dos contratos de juros futuros (DI) operam próximas da estabilidade, divergindo dos Treasuries, que operam em queda.

 

Câmbio

 

O dólar operava no maior patamar desde outubro de 2023, nesta sexta-feira (12), atingindo R$ 5,1471 na máxima do dia. Na semana, a moeda norte-americana registrou uma alta de 1,43%. 

 

Temos dois fatores os quais vem contribuindo para a alta do dólar. O primeiro deles, e o mais relevante, diz respeito a política monetária norte-americana. Os últimos dados de CPI (inflação ao consumidor) vieram ruim e acima das expectativas de mercado. Com isso, tivemos esta semana uma forte pressão de alta das curvas de juros futuros indicando um cenário de menos corte de juros para 2024. Com efeito, a economia dos EUA atrai mais capitais fazendo que países emergentes venham a registrar depreciação de suas moedas locais, como foi o caso do Brasil.

 

O segundo fator é interno. Ele está relacionado às incertezas referentes ao cumprimento das metas fiscais de resultado primário para 2024 e 2025. Este mês de abril é importante para a definição dessas metas fiscais na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).


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