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“A DIVA, A MUSA E O MAESTRO” leva história da música no Brasil às escolas do Guará

  • há 6 horas
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Janette Dornellas, Márcia Tauil e Cristovão Bastos se encontram no palco em “A Diva, a Musa e o Maestro”, espetáculo que aproxima o canto lírico e a música popular para contar, de forma leve e bem-humorada, parte da história da música no Brasil.

Janette Dornellas e Márcia Tauil cantam e conduzem o espetáculo a partir de uma brincadeira com os estereótipos da soprano, vista como a “diva” do canto lírico, e da cantora popular, apresentada como a “musa”. A partir desse encontro, as duas conversam sobre a voz, as maneiras de cantar e as diferenças entre o canto lírico e o canto popular.

Ao piano está Cristovão Bastos, um de nossos grandes músicos e compositores, nascido no Rio de Janeiro. Sua presença completa a narrativa musical e estabelece pontes entre os períodos e estilos apresentados pelas cantoras.

A narrativa parte da formação e das transformações da música no Brasil e dialoga também com referências da música internacional que influenciaram diferentes períodos e estilos. O espetáculo aborda as influências europeias, o surgimento do samba, a música regional, a era do rádio, a Bossa Nova, os grandes festivais, o Tropicalismo, a Jovem Guarda e a construção da identidade vocal de grandes intérpretes.

O repertório reúne obras brasileiras e internacionais que ajudam a percorrer diferentes momentos dessa trajetória, com músicas como “Ó Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga; “Bachianas Brasileiras nº 5”, de Heitor Villa-Lobos; “Ave Maria no Morro”, de Herivelto Martins; “Todo Sentimento”, de Chico Buarque e Cristovão Bastos; “O mio babbino caro”, de Giacomo Puccini; e “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, de Tim Maia, entre outras.

O espetáculo também mostra como a forma de cantar foi mudando ao longo do tempo. Antes do microfone, o cantor precisava projetar a voz para alcançar toda a plateia. Com a chegada do rádio e, depois, das novas tecnologias de amplificação, surgiram outras possibilidades de emissão vocal e de interpretação.

A proposta é apresentar aos estudantes essas transformações por meio da música ao vivo e de uma conversa que relaciona história, canto e cultura. A música brasileira foi sendo construída a partir do encontro de culturas, regiões, ritmos e formas distintas de cantar e de se relacionar com o público.

Com direção de cena de Hyandra L., artista cênica que tem dirigido óperas nos últimos anos, “A Diva, a Musa e o Maestro” aproxima os estudantes da história da música brasileira por meio da música ao vivo, do humor, da informação e do diálogo entre diferentes formas de cantar.

Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.


AGENDA DE APRESENTAÇÕES

19 de agosto de 2026

CEM 01 QE 07 – Guará I

Sessões às 10h30 e 16h25

Local: Ginásio de Esportes


20 de agosto de 2026

Centro de Ensino Especial – QE 20 Guará I

Sessões às 10h30 e 14h30

Local: Ginásio de Esportes


21 de agosto de 2026

CED 03 – Centrão – QE 17/19 Guará II

Duas sessões no período da manhã

Local: Teatro


FICHA TÉCNICA

Espetáculo: A Diva, a Musa e o Maestro

Cantoras: Janette Dornellas e Márcia Tauil 

Direção Artística: Márcia Tauil 

Pianista: Cristovão Bastos 

Direção de cena: Hyandra L.

Produção: Instituto Cultural Janette Dornellas 

Assessoria de Imprensa: Marizan Fontinele

(61) 98148-2990


A DIVA

Janette Dornellas é doutora em Artes pela UnB, formada em Canto pela Universidade de Brasília, mestre em Música pela Universidade de Goiás e licenciada em Música pela Universidade Católica. Atualmente, cursa Bacharelado em Artes Cênicas na UnB.

Reconhecida intérprete de ópera, atuou nos principais teatros brasileiros em papéis como Tosca, Carmen, Turandot, Lady Macbeth, Santuzza, Amneris, Nedda, Leonora, Dido, Fosca, Suor Angelica e Elettra, entre outros, sob a regência de importantes maestros brasileiros e estrangeiros. Apresentou-se também nos Estados Unidos e na América Latina, incluindo temporadas e recitais na Bolívia e atuação na Califórnia.

Além de cantora lírica, destaca-se como diretora de ópera, cenógrafa e figurinista, tendo dirigido obras como O Barbeiro de Sevilha, Dido e Eneas, Madame Butterfly, O Elixir do Amor, Lucia di Lammermoor, A Flauta Mágica, Tosca, Gianni Schicchi, Così fan tutte e Don Pasquale. É autora do pasticcio As Divas e O Maestro.

Entre seus trabalhos recentes, destacam-se a direção, cenografia e figurinos de Dido e Eneas (2024), a participação na produção de Fosca, de Carlos Gomes, e no XXVI Festival Amazonas de Ópera, no papel de Marcellina em As Bodas de Fígaro. Em 2025, realizou ainda turnê nacional com A Diarista e o Soldado e apresentou o espetáculo cênico-musical de sua autoria Amor e Vida de Uma Mulher, inspirado no ciclo Frauenliebe und Leben, de Schumann. Em março de 2026, voltou a interpretar Suor Angelica.

Janette recebeu o Terceiro Lugar no VI Concurso Internacional de Canto Carlos Gomes, foi finalista do Ellen Fall Gordon Competition, nos Estados Unidos, e é Comendadora da Ordem do Mérito Cultural de Brasília.

É professora de Canto Lírico da Escola de Música de Brasília e Diretora Artística do Instituto Cultural Janette Dornellas – Casa da Cultura Brasília.

A MUSA

Márcia Tauil é cantora, compositora, produtora e professora de canto, mineira de Guaxupé e radicada em Brasília. Com uma trajetória consolidada na música brasileira, atuou ao lado de nomes como Roberto Menescal, Eduardo Gudin, Paulo César Pinheiro, Danilo Caymmi, Emílio Santiago, Miúcha, Vânia Bastos, Cristovão Bastos e Jane Duboc, entre outros.

Lançou seu primeiro álbum, Águas da Cidade, em 1999, seguido por Sementes no Vento (2003), editado no Brasil e no Japão. Ao longo da carreira, lançou diversos trabalhos autorais e parcerias, entre eles Música do Bem, Melhor Agora, Pro Menesca e os EPs Pro Cristovão e Pro Cristovão Vol. 2, além de inúmeros singles com importantes artistas da música brasileira.

Como compositora, foi a primeira mulher a vencer o Festival Viola de Todos os Cantos, em 2007, e a primeira bicampeã da competição, em 2009. Em 2017, venceu o Festival da Rádio Nacional como Melhor Intérprete. Sua composição Colheita integrou a trilha sonora do programa Lazinho com Você, da TV Globo.

Reconhecida por sua trajetória, recebeu o Troféu Grão de Música em 2019 e, em 2025, foi eleita Melhor Cantora e Melhor Compositora no Prêmio Profissionais da Música. Também teve seu nome atribuído a um troféu para novos talentos vocais em Mococa (SP).

Professora de canto, ministra aulas particulares e leciona presencialmente no Clube do Choro de Brasília. Sua produção recente inclui parcerias com Cristovão Bastos, Roberto Menescal, Rildo Hora, Vânia Bastos, Jane Duboc, Misael da Hora, João Donato e Nelson Faria, reafirmando sua presença como uma das intérpretes e compositoras de destaque da música brasileira contemporânea.

O MAESTRO

Cristovão Bastos é compositor, pianista, arranjador, diretor musical e professor, com mais de cinco décadas dedicadas à música brasileira. Nascido no Rio de Janeiro, iniciou sua carreira ainda adolescente, como acordeonista e pianista, e integrou a primeira formação da Banda Black Rio, participando do histórico álbum Maria Fumaça (1976).

Um dos grandes nomes da música brasileira, é parceiro de compositores como Chico Buarque, Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Luciana Rabello e Abel Silva. Com Chico Buarque, compôs clássicos como “Todo o Sentimento” e “Tua Cantiga”. Com Aldir Blanc, criou mais de 20 canções, entre elas “Resposta ao Tempo” e “Suave Veneno”, conhecidas nacionalmente por integrarem trilhas de produções da TV Globo.

Como arranjador e diretor musical, trabalhou com alguns dos principais intérpretes da música brasileira, entre eles Nana Caymmi, Edu Lobo, Elza Soares, Emílio Santiago, Fafá de Belém, Miúcha, Gal Costa, Nelson Gonçalves, Paulinho da Viola, Ângela Maria e Chico Buarque. Suas composições também foram gravadas por grandes artistas brasileiros e pela cantora norte-americana Barbra Streisand, que registrou a versão de “Raios de Luz” em seu álbum A Love Like Ours (1999).

Ao longo da carreira, Cristovão Bastos recebeu 18 prêmios, incluindo Prêmio Sharp, Prêmio Tim, Prêmio da Música Brasileira, Prêmio Ernesto Nazareth e Prêmio Profissionais da Música. Seus trabalhos também receberam indicações ao Latin Grammy, entre eles Cristovão Bastos e Rogério Caetano e Choro Negro, com Mauro Senise.

Entre seus principais álbuns estão Avenida Brasil, Gafieira Suburbana, Bons Encontros (com Marco Pereira), Espelho (com Maury Buchala), Cristovão Bastos e Rogério Caetano, Choro Negro (com Mauro Senise), Varandão (com João Lyra), Lembrando Garoto (com Romero Lubambo e Mauro Senise), Acariciando (com Ilana Volcov) e Amizade (com Áurea Martins).

Reconhecido por sua excelência como compositor, pianista e arranjador, Cristovão Bastos é uma referência fundamental da música popular brasileira, transitando com singularidade pelo samba, choro, gafieira e pela canção brasileira.


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