Abril Laranja alerta para maus-tratos contra animais


No DF, crime é o segundo mais registrado no Disque Denúncia, que soma 4.036 delações em 2021

No Brasil, maltratar um animal é crime previsto em lei. A pena para quem for condenado vai de 2 a 5 anos de prisão, além do pagamento de multa e inclusão do nome no registro de antecedente criminal. Para conscientizar e prevenir maus-tratos aos animais, a Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais (American Society for the Prevention of Cruelty to Animals, em inglês), criou em 2006 a campanha Abril Laranja.

Os números são assustadores. De janeiro a 3 de março deste ano, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) recebeu 1.038 denúncias de maus-tratos a animais domésticos. De acordo com a corporação, o crime é o segundo mais registrado no Disque Denúncia, que soma 4.036 delações em 2021.


O advogado Max Kolbe, do escritório Kolbe Advogados Associados, explica que a lei abrange animais domésticos e silvestres e que além da violência, existem outras ações às quais cabem punição.


“Abandono, manter o animal preso a correntes ou cordas, não levar o animal ferido a um veterinário, manter desprotegido contra sol, chuva ou frio... tudo faz parte do crime de maus tratos”, explica o especialista.


Também em outubro de 2020 foi sancionada a lei que proibiu a utilização de coleira anti-latido com impulso eletrônico, conhecida como coleira de choque. E, desde julho do ano passado, estão proibidas as rinhas entre animais no DF.


Responsabilidade

O desenvolvedor do aplicativo +Pet, plataforma criada no DF que disponibiliza agenda, controle de carteirinha de vacinação e ainda a opção de adotar ou comprar um bichinho, acredita que a responsabilidade é um dos principais critérios na hora de decidir sobre ter um animal em casa.


"O abandono faz parte do crime de maus-tratos. Muita gente acaba comprando ou adotando um pet e esquece que é uma vida. Precisa se alimentar, passear, ter cuidados médicos. Ai a pessoa vê que dá trabalho, que uma consulta é cara e abandona o bichinho na rua. Por isso, é necessário ter responsabilidade. Pensar muito. Pet não é brinquedo", explica Fernando Hoffmeister.


Hoffmeister desenvolveu o aplicativo justamente pensando em como deixar a rotina com o pet mais fácil. Desenvolvido no ano passado, a plataforma já tem mais de 100 mil downloads e está disponível nas plataformas IOS e Android. Após se cadastrar, o usuário tem a opção de colocar a foto do bichinho e salvar a data de nascimento dele.


Na aba "agenda", o dono consegue gerenciar tudo sobre o pet. É possível determinar datas e horários para atividades como: passeios, alimentação, banhos e medicamentos. Além disso, existe a possibilidade de cadastrar as vacinas que o animal recebeu, facilitando a vida do usuário e o bem estar do bichinho.


Além da agenda, o aplicativo + Pet manda lembretes para o usuário sem que ele abra a plataforma, auxiliando nos compromissos sem esquecimento. O dono também tem a opção de compartilhar toda a rotina do animal com outra pessoa.


"Além de facilitar a rotina do usuário a não esquecer os compromissos, também o ajudamos a encontrar clinicas, serviços de petshop e até petwalker. Tudo de acordo com a localização. E o melhor: é tudo de graça ", explica.


Meu animal ideal

Já nessa opção, os pais de pets podem encontrar um novo animal. Caso o usuário queira comprar um bichinho, a plataforma disponibiliza uma lista de criadores - que trabalham com responsabilidade e ética.

Caso a necessidade seja de adoção, o aplicativo disponibiliza uma lista de anúncios, de acordo com a localização do usuário.