Anti Status Quo Companhia de Dança lança site com acervo online e gratuito
- 27 de fev.
- 4 min de leitura

A Anti Status Quo Companhia de Dança, uma das mais longevas e influentes companhias de dança contemporânea do Brasil, propõe uma viagem no tempo com: o lançamento de um site dedicado ao seu acervo. A plataforma, que chega ao público no dia 28 de fevereiro de 2026, é resultado de um projeto contemplado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e contribui com a preservação e difusão da memória artística da dança da cidade e do país.
Com 37 anos de trabalho ininterrupto, a companhia fundada e dirigida por Luciana Lara convida o público para um lançamento online dia 28 de fevereiro (sábado), às 16h. O evento contará com a presença da diretora e da pesquisadora Carolina Hofs, que apresentarão o processo de pesquisa e a estrutura do site, seguida de um bate-papo. Para participar, interessados devem enviar um e-mail para: antistatusquociadedanca@gmail.com.
Um arquivo digital patrimônio artístico agora ao alcance de todos
Mais do que uma vitrine artística de seus trabalhos, o site se consolida como um espaço para o público entrar em contato com um pensamento de dança em construção e os contextos em que ele se insere. Um arquivo vivo de memória, de pesquisa e criação em dança que promove perspectivas para perceber a relação de cada criação com seu tempo, suas referências e as subjetividades que a produzem. A iniciativa nasce da necessidade de organizar, proteger e compartilhar o vasto material que conta a história do trabalho da companhia ao longo de quase quatro décadas. São registros fotográficos, matérias de jornal, diários de bordo, peças gráficas, entrevistas, publicações e outros documentos que atravessam a história da dança no Distrito Federal e projetaram a Anti Status Quo no cenário nacional e internacional.
A pesquisa contou com a curadoria da antropóloga e bailarina Carolina Hofs, integrante da companhia desde 2002, e com a colaboração dos diretores Luciana Lara e Marconi Valadares, também responsáveis também pela concepção e organização do conteúdo.
"Ao tornar público esse material, a Anti Status Quo dá acesso público a um legado, que é a história do nosso fazer e criar arte. A dança é tão efêmera e somando aos tempos líquidos e velozes que vivemos, olhar para trás para o que já fizemos nos dá força e base para seguirmos em frente. Gostaríamos que estudantes, pesquisadores, artistas e o público em geral pudessem conhecer mais e multiplicar as perspectivas de seus olhares pro nosso trabalho, além de viajar com a gente no tempo por meio das nossas criações. Quem sabe assim, cada visitante possa se inspirar nessa trajetória e somar com a gente nas contribuições para a história da dança contemporânea no DF e, assim, para um capítulo da dança brasileira", destaca Luciana Lara.
Acessibilidade e inclusão como pilares
Pensado para ser um espaço plural, o site foi desenvolvido com recursos de acessibilidade digital, incluindo a compatibilidade com softwares de leitura de tela, garantindo a navegação de pessoas com deficiência visual. O design funcional e a organização do conteúdo facilitam a imersão nos materiais, que refletem a natureza "indisciplinar" da companhia, conhecida por romper fronteiras entre dança, artes visuais, filosofia e ciências sociais.
Uma trajetória de risco e reinvenção
Desde sua fundação, em 1988, a Anti Status Quo se notabilizou por uma postura questionadora e pela pesquisa de linguagem. Seus trabalhos, como as emblemáticas obras De Carne e Concreto, Cidade em Plano e Camaleões, projetaram a companhia para além das fronteiras do DF, participando de festivais de renome no Brasil e no exterior, como o MITsp (SP), Panorama (RJ), Cena Contemporânea (DF), Bienal SESC de Dança (SP), além de mostras em Portugal, Eslovênia, Sérvia e Bolívia.
Com mais de 16 criações que incluem instalações coreográficas, intervenções urbanas, obras site-specific e trabalhos online, a companhia mantém ainda o Núcleo de Formação ASQ, voltado para a capacitação técnica e artística de artistas locais.
O acervo como ferramenta de formação e identidade cultural
A criação do site representa uma contribuição inestimável para o enriquecimento do capital simbólico e artístico do Distrito Federal. Ao reunir e dar visibilidade a esse material, o projeto não apenas preserva a memória, mas também alimenta o presente e o futuro da criação em dança no país. Artistas em formação, pesquisadores e educadores encontram ali uma fonte rica de consulta, análise e inspiração.
"Há um tanto de lembrança, um tanto de fato e um tanto de ficção como toda memória e toda realidade. Ao compartilhar esse acervo, queremos provocar novas perguntas, novas perspectivas e novas danças", complementa Carolina Hofs.
O site estará disponível a partir do dia 28 de fevereiro no endereço: www.antistatusquociadedanca.com.br
Lançamento do site com acervo da Anti Status Quo Companhia de DançaData: 28 de fevereiro de 2026 (sábado)Horário: 16hParticipantes: Luciana Lara e Carolina HofsAcessibilidade: Intérprete de LIBRASInscrições para link de acesso: antistatusquociadedanca@gmail.com
Ficha técnica do siteDesign do site: Marconi Valadares e Luciana LaraDesenvolvimento do site: Seven TechResponsável técnico: Renato ValadaresCoordenadora de pesquisa e curadoria do acervo: Carolina HofsIntérprete em Libras: Tatiana ElizabethAssistente de comunicação: Amanda de Oliveira Gomes
Realização: Projeto "Manutenção Anti Status Quo nas telas" com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.







Comentários