Após reunir mais de 12 mil espectadores em Salvador e Recife, ‘Moraes Musical Moreira’ chega a Brasília, no Teatro Nacional Cláudio Santoro

Depois de reunir mais de 12 mil espectadores em 14 sessões nas temporadas de Salvador e Recife, o espetáculo Moraes Musical Moreira chega a Brasília para dar continuidade à circulação nacional que celebra a trajetória de um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira. Entre os dias 24 e 26 de setembro, a Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro recebe a montagem que transforma em teatro, música e dança a história de Moraes Moreira, artista baiano que ajudou a reinventar a música brasileira e que completaria 79 anos em 2026. Os ingressos já estão disponíveis pelo meubilhete.
A capital federal é a terceira parada da turnê, que começou em Salvador, onde o espetáculo estreou nacionalmente no Teatro Castro Alves, e passou pelo Recife, no Teatro Luiz Mendonça. As duas primeiras temporadas marcaram o início da circulação com casa cheia e levaram ao público uma experiência cênica construída a partir das memórias, das influências e das canções que atravessaram a trajetória de Moraes. Agora, a montagem segue para Brasília antes de chegar ao Rio de Janeiro, última cidade do circuito.
Natural de Ituaçu, na Bahia, Moraes Moreira construiu uma obra que atravessou diferentes gerações e linguagens. Fundador dos Novos Baianos, pioneiro como cantor de trio elétrico e responsável por aproximar diferentes ritmos em sua produção, o artista transitou pelo frevo, choro, rock, samba, forró, MPB e pela poética do cordel. Canções como Pombo Correio, Bloco do Prazer, Chão da Praça e Chame Gente permanecem no repertório popular e ajudam a contar a história de um compositor que levou a música nordestina para diferentes espaços do país.
Dirigido pela atriz e coreógrafa Ana Paula Bouzas, o espetáculo não se limita a reproduzir episódios da biografia do cantor, mas cria uma narrativa poética inspirada em sua personalidade, em sua obra e na relação que estabeleceu com a cultura popular brasileira. Em cena, teatro, música e dança se encontram para apresentar diferentes dimensões de um artista conhecido pela liberdade criativa e pela capacidade de misturar referências.
A narrativa apresenta duas faces de Moraes Moreira: o Poeta-Cantador, interpretado pelo músico e cordelista Rodrigo Sestrem, e o Vaqueiro do Som, vivido pelo ator Cris Meirelles. Os dois personagens percorrem uma jornada em busca da Musa Música, interpretada por Júlia Tizumba, enquanto são acompanhados pelo Bloco do Prazer. O percurso transforma a trajetória do artista em uma espécie de cordel trieletrizado, em que realidade, memória, fantasia e música se misturam.
“Sou ouvinte de Moraes Moreira desde a minha infância. Meu corpo se formou em movimento pela música popular brasileira: em casa, nos auditórios das escolas, nas festas de rua, nos teatros. Entendi que pra viver a riqueza da obra de Moraes no palco – em teatro, dança e música – a gente precisaria trazer, junto com ele, o povo que inspirou e eternizou sua criação, porque Moraes é um artista da massa. Cidadão brasileiro que nos falou de liberdade, democracia, amor e alegria. ‘Moraes Musical Moreira’ é nossa declaração carinhosa a esse assombro criativo que ele é, o nosso desejo de partilhar a presença de um patrimônio musical brasileiro em nossos corpos, celebrar a magnitude de quem viveu em estado constante de inspiração, numa conexão profunda, sincera e refinada entre a sua arte e seu povo”, destaca Ana Paula Bouzas.
A montagem reúne 12 artistas em cena, entre atores, atrizes, cantoras, cantores e multiartistas. Além de Cris Meirelles, Rodrigo Sestrem e Júlia Tizumba, integram o elenco Diana Ramos, Luisa Muricy, Kadu Veiga, Mano Leone, Nana Nevez, Ofámirô, Rapha Gouveia, Sabiá, Saulo Ilogoní e Marcos Lopes. A experiência também é acompanhada pela banda composta por Carla Suzart, Regente e assistente de Direção Musical e pelos músicos, Mistro, Tarcísio Santos, Indira Dourado, Antenor Cardoso e Fredinho, que conduzem ao vivo as canções e os diferentes ritmos presentes na obra de Moraes Moreira.
A identidade artística do espetáculo é construída por uma equipe que reúne diferentes áreas das artes cênicas. A direção de Arte é de Renata Mota, a Direção Musical é assinada por João Milet Meirelles e Ronei Jorge, e a direção de Coreografia conta com Ronei Jorge, além do bailarino e performer Jai Bispo e da professora de danças brasileiras Isis Carla. A direção assistente é de Jaya Batista, com Vinícius Bustani e Edu Coutinho como assistentes de direção. Os figurinos são assinados por Alexandre Guimarães e Diana Moreira.
A dramaturgia de Fábio Espírito Santo conduz essa viagem pelo universo do artista a partir da diversidade que marcou sua produção. Moraes não foi apenas cantor e compositor: também produziu livros, escreveu crônicas, poemas e cordéis. Por isso, a narrativa incorpora diferentes elementos de sua produção artística e utiliza a literatura de cordel como uma das referências para construir a trajetória do personagem em cena.
“A dramaturgia foi pensada para colocar em cena toda diversidade musical do Moraes Moreira, na verdade não só sonora, porque Moraes também produziu livros, foi cronista, poeta, cordelista… Então essa multiplicidade guiou de certa forma a escrita, a estrutura narrativa e a seleção das músicas. E parto também, como mote inicial, de uma canção do disco ‘SerTão’, de 2018, onde tem a faixa ‘De Cantor Pra Cantador’, um cordel onde ele narra a passagem dele de uma função para a outra. Então, brinco com isso de maneira invertida: imagino que Moraes agora é um experiente Cantador e, na praça de Ituaçu, canta um cordel sobre o Vaqueiro do Som, um personagem que capta, laça as melodias… inspirado nele mesmo, mas dentro do universo onírico que a literatura de cordel permite, um gênero que Moraes também tem uma forte produção. Então, digo que é uma realidade fantasiada, um cordel trieletrizado onde o eixo é a diversidade musical do Moraes!”, afirma Fábio Espírito Santo.
No palco, a diversidade sonora é acompanhada por uma cenografia alegórica, figurinos e visagismo que transitam entre o real e o fantástico. As danças populares brasileiras também têm papel central na construção da narrativa, ampliando a experiência do público e estabelecendo um diálogo entre os diferentes territórios culturais presentes na obra do compositor. A proposta coreográfica parte justamente do encontro entre a música de Moraes, os movimentos de cada artista e as manifestações populares brasileiras.
A força da obra também aparece na recepção do público desde o início da circulação. Antes mesmo da estreia, a montagem mobilizou 250 inscritos nos testes para o elenco, demonstrando o alcance do nome de Moraes Moreira e a permanência de sua obra no imaginário cultural brasileiro. Depois da estreia, as temporadas em Salvador e Recife reuniram 12 mil espectadores em 14 sessões, consolidando as primeiras etapas da turnê e preparando o espetáculo para chegar a novas regiões do país.
Para a Coordenadora Geral do espetáculo, Fernanda Bezerra, a circulação reforça a proposta de apresentar a obra de Moraes para públicos de diferentes gerações e localidades. “A passagem por Salvador e Recife confirma a força e a atualidade da obra de Moraes Moreira. Ver o público se reconhecendo nas músicas, nas histórias e nessa mistura de linguagens que marcou a trajetória dele é muito significativo para todos nós. O espetáculo nasceu no Nordeste, mas foi pensado para circular pelo Brasil e apresentar diferentes gerações a esse legado. Agora, seguir para Brasília e Rio de Janeiro amplia essa homenagem e nos aproxima ainda mais das comemorações dos 80 anos de nascimento de Moraes, em 2027”, afirma.
A temporada em Brasília integra ainda as comemorações que antecedem os 80 anos de nascimento de Moraes Moreira, em 2027. A homenagem é realizada pela Maré Produções Culturais, responsável por iniciativas relacionadas à memória do artista, e dá continuidade a um projeto que busca manter viva sua contribuição para a cultura brasileira. Depois da capital federal, a montagem segue para o Rio de Janeiro, cidade onde Moraes viveu por quase meio século e que será a última parada da primeira circulação nacional.
Após Brasília, a turnê segue para o Rio de Janeiro, com temporada de 5 a 29 de novembro, no Teatro Carlos Gomes. Ao final das quatro etapas, o espetáculo terá passado por quatro cidades e 33 sessões, ampliando para diferentes públicos a homenagem a um dos artistas que ajudaram a construir a música brasileira contemporânea.
O espetáculo Moraes Musical Moreira é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela BB Seguros, com produção da Maré Produções Culturais e patrocínio da BB Seguros. Projeto realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
[Turnê nacional do ‘Moraes Musical Moreira’]
BRASÍLIA
Quando: 24 a 26 de setembro, de quinta a sábado;
Horários: quinta e sexta-feira às 20h e no sábado às 16h e às 20h.
Onde: Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Cláudio Santoro, SCTN - Plano Piloto, Brasília;
Ingressos: a partir de R$ 25,00;
Clientes BB Seguros: 45% de desconto sobre o valor da inteira utilizando o cupom BBSEGUROSMORAESMUSICAL;
Clientes Banco do Brasil: 20% de desconto no pagamento com cartões Banco do Brasil;
Descontos não cumulativos.






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