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Arte, olhar e percepção nas conversas sobre a mostra “Na cidade mora um rio”, de Lino Valente

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Como parte da programação da mostra “Na cidade mora um rio”, de Lino Valente, serão realizadas, em janeiro, duas conversas abertas ao público. Os encontros abordarão temas relacionados à paisagem e à arte, com foco na ampliação da percepção do sutil e do olhar nas artes visuais. No dia 9 de janeiro, às 16h, a historiadora da arte e curadora Renata Azambuja conduzirá a conversa “A meditação em movimento”, que trata do aspecto meditativo na obra de Lino Valente. Já no dia 23 de janeiro, também às 16h, a artista Helena Lopes apresenta a fala “Efemeridade da passagem, deslocamento do olhar”. As conversas acontecem na Galeria 3 do Museu Nacional da República, com entrada gratuita e livre para todos os públicos.

 

Em sua primeira individual institucional, Lino Valente parte da questão ambiental para desenvolver uma série de fotografias criadas a partir de frames de filmes. Imagens indefinidas, de cores saturadas, desdobram-se em impressões sobre chapa de metal, videoprojeções, videoinstalações e backlights. A exposição, concebida como um conjunto coerente e interligado, incorpora essa perspectiva ao articular afetos e memórias que não se fixam na materialidade das coisas, mas habitam o espaço fluido entre o visível e o invisível. Seu olhar transgressor desestabiliza percepções e conduz o público a outras formas de sentir, convidando-o a atravessar limites sutis entre presença e ausência.

 

Essa pesquisa se desdobra na compreensão da paisagem como algo em constante transformação. O artista aborda a passagem do tempo e a natureza transitória dos espaços urbanos, ampliando a noção de paisagem ao revelar camadas de vozes, memórias e imaginários que compõem as cidades. Ao borrar territórios e fronteiras, explora zonas liminares entre real e lembrança, pertencimento e deslocamento.

 

Segundo o curador Bené Fonteles, Lino registra vestígios dos rios a partir da janela de um carro em movimento, percorrendo ruas e avenidas que poderiam pertencer a Brasília ou a qualquer cidade do mundo. Mais do que acompanhar o deslocamento dos veículos, o artista realiza uma verdadeira arqueologia sensível, trazendo à tona tanto as águas ocultas das cidades quanto memórias abafadas pelo ritmo urbano.

 

Realizada com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), a mostra permanece em cartaz até 15 de fevereiro de 2026, com visitação de terça a domingo, das 9h às 18h30. A exposição conta com interpretação em LIBRAS nas rodas de conversa, audiodescrição das obras por QR Code, legendas em português nos vídeos e folder em Braille. O Museu Nacional da República está localizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).Instagram: @museunacionaldarepublica e @linovalente_

 

Sobre as palestrantes

Helena Lopes é pintora, gravadora e professora, especialista em gravura. Graduada em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília (UnB), participou da fundação do Ateliê de Gravura da UnB, posteriormente denominado Núcleo de Gravura do Instituto de Artes. Realizou o projeto Fonte Geradora de Imagens em Gravura em Metal (1980) e participou de inúmeras exposições nacionais e internacionais ao longo de mais de 40 anos de carreira. Atualmente, explora as possibilidades da arte digital e desenvolve cursos de formação artística em seu ateliê, em Brasília.

 

Renata Azambuja é historiadora da arte, curadora e arte-educadora. Licenciada em Artes Plásticas pela UnB, é mestre em Teoria e História da Arte Moderna e Contemporânea pelo City College of New York (CUNY) e doutora em Teoria e História da Arte pela UnB, com pesquisa voltada aos modos de produção de conhecimento em curadoria, tendo a residência artística como foco.

 

Sobre o artista

Artista visual e cineasta autodidata, Lino Valente desenvolve uma poética que funde fotografia e vídeo como linguagens híbridas e expandidas. Sua pesquisa nasce do desejo de dissolver fronteiras entre o real e o imaginário, a memória e a invenção. O Cerrado, território afetivo que o atravessa, é o solo simbólico de onde brotam suas narrativas sensoriais, enquanto a cidade surge como espelho de ausências e deslocamentos.

 

Seu trabalho transita entre cinema, fotografia e instalação, propondo modos sensíveis de ver, habitar e reinventar territórios e o tempo. Participou de exposições no Museu Nacional da República e em galerias de sua cidade. Suas obras integram acervos e coleções brasileiras. Em 2025, foi indicado ao Prêmio PIPA, e seu filme Eternidade Agora integrou a Bienal de Havana e passou a compor o acervo do MAM São Paulo. Vive em Brasília e trabalha entre São Paulo e Belo Horizonte.

 

Sobre o curador

Bené Fonteles nasceu em 1953, em Bragança (PA), e vive e trabalha em Salvador (BA). Artista plástico, jornalista, editor, escritor, poeta e compositor, iniciou sua carreira em 1971, no 3º Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará. Seu trabalho transita entre arte e artesanato, explorando a transformação de materiais simples, naturais ou pouco industrializados.

 

Participou cinco vezes da Bienal de São Paulo, com destaque para a 32ª edição, com o projeto Ágora: OcaTaperaTerreiro, além do Panorama da Arte Brasileira no MAM-SP e de exposições no MAC-USP. Foi diretor do Museu de Arte da UFMT e do Museu de Arte de Brasília, e recebeu a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura e da Presidência da República.

 

Serviço

Conversas sobre “Na cidade mora um rio”

Com Renata Azambuja + Lino ValenteA meditação em movimento

09/01, às 16hGaleria 3 – Museu Nacional da RepúblicaEntrada gratuitaInterpretação em LIBRAS

 

Com Helena Lopes + Lino ValenteEfemeridade da passagem, deslocamento do olhar23/01, às 16hGaleria 3 – Museu Nacional da RepúblicaEntrada gratuita Interpretação em LIBRAS

 

Na cidade mora um rioArtista | Lino ValenteCuradoria | Bené FontelesLocal | Galeria 3 – Museu Nacional da RepúblicaVisitação | até 15/02/2026Horário | terça a domingo, das 9h às 18h30Entrada | gratuitaClassificação | livreExpografia | Studio TavaresProdução | Incentivem Soluções CulturaisAcessibilidade | LIBRAS, audiodescrição por QR Code, legendas e folder em BrailePatrocínio | Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF)

Informações para a imprensaAgenda KB ComunicaçãoContato: Luiz Alberto Osórioluiz.alberto@agendakb.com.br(61) 98116-4833


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