Audiovisual como ferramenta de inclusão: agência amplia acesso de talentos diversos ao mercado
- Rodrigo Carvalho

- há 2 horas
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Em um mercado audiovisual historicamente marcado por barreiras de entrada e pouca diversidade, o hub de produção audiovisual Meraki vem consolidando um modelo de atuação que trata a inclusão como cultura e estratégia de atuação. Fundado há quase dez anos pelos irmãos Danilo e Jaqueline Rowlin, a empresa pretende ampliar o acesso de talentos sub-representados, como profissionais da periferia, artistas independentes e corpos dissidentes, a oportunidades reais de trabalho e visibilidade no setor.
Com um modelo de trabalho horizontal, criativo e acolhedor, a Meraki reúne em uma mesma estrutura agenciamento artístico, produção e direção de elenco e produção geral. Essa integração permite reduzir gargalos do mercado tradicional, conectar talentos a projetos profissionais e fortalecer narrativas plurais, tanto em produções para grandes marcas quanto em projetos independentes.
Esse compromisso também se reflete na curadoria e no acompanhamento de digitais influentes que são referência em seus segmentos. Atualmente, a Meraki cuida da carreira de três criadores de conteúdo homens trans, todos com mais de 100 mil seguidores, ampliando sua inserção no mercado audiovisual e publicitário de forma ética, estruturada e sustentável.
A atuação da Meraki junto a comunidades historicamente sub-representadas parte de um princípio fundamental: essas pessoas fazem parte da realidade da empresa. A diversidade não é tratada como tendência ou recorte isolado, mas como reflexo dos corpos, trajetórias e vivências que constroem o dia a dia da Meraki. Ao mesmo tempo, o hub atua com todos os perfis de talentos e profissionais, conectando diferentes narrativas, estéticas e experiências ao mercado de forma ampla e profissional.
A inclusão na Meraki não se dá por meio de ações pontuais ou campanhas sazonais, mas como prática contínua incorporada aos processos de criação, seleção de equipes e desenvolvimento de projetos. Um dos exemplos dessa atuação é o TransFree, projeto pioneiro no setor e estruturante, voltado à ampliação de oportunidades para pessoas trans no audiovisual, que integra a política da empresa de promover acesso, formação de redes e visibilidade a esses profissionais de forma responsável.
“O audiovisual desempenha um papel crucial na forma como a sociedade se vê e se reconhece. Este meio de comunicação é uma poderosa ferramenta para moldar e refletir os imaginários coletivos, influenciando percepções, valores e identidades culturais”, defende Danilo Rowlin.
Além de fomentar ambientes de trabalho mais diversos, a empresa mantém o compromisso com a valorização profissional, condições dignas de produção e relações éticas com equipes e talentos. Entre os públicos impactados por esse modelo estão pessoas da periferia, profissionais LGBTQIAPN+ e artistas independentes que historicamente encontram obstáculos para acessar o mercado audiovisual formal.
Meraki
A Meraki é um hub de produção audiovisual fundado pelos irmãos Danilo e Jaqueline Rowlin, com atuação baseada em um modelo de trabalho horizontal e integrado, que conecta talentos diversos a projetos profissionais para marcas e produções independentes. Desde a sua fundação, a empresa já realizou mais de 700 trabalhos em seu portfólio, consolidando-se como uma estrutura que alia produção audiovisual, agenciamento artístico e desenvolvimento de narrativas contemporâneas.








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