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Com indígenas e refugiados, 24ª Parada do Orgulho LGBT é realizada neste domingo (9) em Brasília

  • 9 de jul. de 2023
  • 3 min de leitura

O festival Brasília Orgulho fecha os 16 dias de evento com o momento mais esperado: a 24ª Parada do Orgulho LGBT. A marcha terá concentração no Congresso Nacional a partir das 14h, com a presença de quatro trios elétricos, sendo um deles exclusivo para o Núcleo das Lésbicas. Diversos momentos foram preparados para serem inéditas no Brasil e na América Latina nesta 24ª Parada do Orgulho LGBT em Brasília.

O percurso inclui ida na Torre de TV e via N1, com término no Museu da República por volta das 22h. Cada vez mais plural, a caminhada será aberta exclusivamente por um grupo formado por indígenas LGBTs, algo inédito no Brasil em eventos do gênero. Haverá ainda ala de pessoas LGBTs refugiadas, com o apoio da Agência ONU para Refugiados (ACNUR), braço da ONU que trata da dignidade e da vida de pessoas refugiadas.

A marcha fará homenagem ao dramaturgo, jornalista e ativista LGBT+ Alexandre Ribondi, que morreu em 11 de junho deste ano. Ele foi um dos fundadores do grupo Beijo Livre, em 1979, o primeiro coletivo de ativismo gay do DF e um dos pioneiros no Brasil. Esta é a terceira Parada do Orgulho LGBT mais antiga do Brasil, que ocorre desde 1998, e ainda é a responsável pela maior pintura do arco-íris feita no Viaduto da Galeria dos Estados, de 230 metros. Em 2022, a parada chegou a ter 100 mil participantes.

Primeira parada zero carbono da América Latina

A sustentabilidade ecológica também será uma pauta presente. Esta será a primeira Parada do Orgulho LGBT zero carbono da América Latina. Um coletivo ambiental irá calcular todo o carbono emitido por conta da realização do evento, incluindo estimativas de geração de gás no deslocamento do público para ir e voltar da parada. Ao final, será dado o número exato de sementes que o Brasília Orgulho deverá plantar no Distrito Federal para compensar o dano ambiental causado.

A organização assume esse compromisso inédito, e, ao mesmo tempo, pede para que os participantes usem transportes coletivos, deem carona e até mesmo que se desloquem de bicicleta, na medida do possível, para que os danos ambientais sejam diminuídos.

Horário do metrô ampliado no domingo (9)

Uma importante ajuda virá do Metrô-DF, que estendeu o horário de funcionamento da Estação Central até às 22h30 no dia da 24ª Parada do Orgulho LGBT. O horário de funcionamento para todas as estações, com embarque e desembarque continua o mesmo: de 7h às 19h. Após às 19h, o embarque ocorrerá somente na Estação Central (estação mais próxima do evento) até às 22h30.

Cidade Orgulho

Desde 2021, as ações do Brasília Orgulho são um grande marco para o ativismo não só brasileiro como também latinoamericano. O Cidade Orgulho é o primeiro, e até agora único, projeto de intervenção artística urbana LGBT da região. Por meio de iluminação, pintura, adesivagem, decoração e instalação de obras em diversos materiais, o projeto colore de arco-íris espaços públicos da capital federal. Com isso, esses locais são ressignificados e a relação da população com o lugar em que vive também muda.

População LGBTQIA+ no Distrito Federal:

A Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD), feita em 2021 pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), mostrou os resultados do perfil sociodemográfico de pessoas LGBTQIA+ do DF. O levantamento aponta que, em 2021, 87.920 pessoas se identificaram na sigla, o que equivale a 3,8% da população com 18 anos ou mais, sendo 1% transgênero e 3% lésbicas, gays, bissexuais e outros. Na educação, 44% das pessoas que se enquadram na sigla e tenham 25 anos ou mais têm superior completo, contra 34% entre a população hétero-cis-normativa. Já no mercado de trabalho, 65% dos LGBTQIA+ declararam estar trabalhando.

SERVIÇO

Parada do Orgulho LGBT

Dia 9 de julho (domingo)

A partir das 14h

Concentração no Congresso Nacional


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