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Dia Mundial dos Animais: atuação pública é essencial para garantir bem-estar e dignidade

6 de out. de 2025
2 min de leitura

Planejada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a transferência dessa atividade para a iniciativa privada pode gerar conflitos de interesse, fragilizando o controle e a aplicação das normas de bem-estar. Hoje, os auditores fiscais federais agropecuários inspecionam o cumprimento de normas que exigem a insensibilização dos animais antes do processo de abate.

 

Além disso, para o Anffa Sindical, a proposta de privatização representa um risco direto à saúde pública, uma vez que, com ela, a qualidade da carne e de outros produtos de origem animal estará sujeita a possíveis flexibilizações. O impacto também se estende à credibilidade internacional do Brasil, que é um dos maiores exportadores de proteína animal do mundo e depende da confiança de seus mercados parceiros.

 

Os auditores fiscais federais agropecuários também desempenham um papel essencial na orientação de pecuaristas sobre as melhores práticas de manejo, bem-estar animal e sanidade dos rebanhos. Por meio de ações educativas e técnicas, ajudam a garantir que a produção pecuária brasileira siga padrões de qualidade e segurança reconhecidos internacionalmente. Essa atuação preventiva fortalece a cadeia produtiva, promove sustentabilidade e contribui para o cuidado com a vida animal em todas as suas dimensões.

 

“O trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários veterinários é indispensável para assegurar que os animais recebam tratamento digno e humanitário em todo o processo produtivo. A inspeção realizada por servidores públicos independentes é a única forma de garantir que o bem-estar animal seja priorizado acima de interesses comerciais”, afirma Janus Pablo Macedo, presidente do Anffa Sindical.

 

Neste contexto, a Animal Equality, organização internacional de proteção, realizou duas investigações que expuseram o que acontece com os animais na ausência de fiscalização pública e isenta. Diante disso, a diretora-executiva da entidade no Brasil, Carla Lettieri, destaca a capacidade de um animal sentir e perceber o mundo ao seu redor, experimentando sensações físicas como dor e emoções como medo e sofrimento.

 

“Proteger os animais não é dever de um único setor, mas um compromisso compartilhado entre fiscalização, organizações, consumidores e sociedade. No Dia dos Animais, lembramos que a ciência confirma sua senciência, e isso exige de todos nós um olhar mais ético e cuidadoso”, afirmou. 

A relação dos auditores fiscais federais agropecuários com os animais vai muito além da pecuária e da inspeção em frigoríficos. Em aeroportos, por exemplo, esses profissionais atuam em parceria com cães de detecção, treinados para identificar produtos de risco que podem comprometer a sanidade agropecuária. Essa cooperação entre servidores públicos e os animais reforça a importância do trabalho integrado em defesa da saúde coletiva e da proteção da produção nacional.

 

Neste 4 de outubro, o Anffa Sindical reforça seu compromisso com a defesa dos animais e da sociedade, reafirmando que a presença dos auditores fiscais federais agropecuários é essencial para a manutenção de padrões éticos, sanitários e de bem-estar que projetam o Brasil como referência mundial de produção e exportação de alimentos.


 
 
 

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