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Doação de sangue no TJRJ ajuda a reforçar estoques do Hemorio

há 5 horas
2 min de leitura

Há dez anos, a prima de Tamara Rosa precisou de doações de sangue durante um tratamento contra o câncer. A mobilização dos parentes para ajudá-la despertou em Tamara a consciência sobre a importância do gesto. Desde então, a secretária, que trabalha há quatro anos na Secretaria-Geral de Tecnologia da Informação (SGTEC) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), passou a ser doadora. Nesta quarta-feira (16/9), ela foi uma das pessoas que compareceram ao térreo da Lâmina III, do Fórum Central, para participar da campanha de doação de sangue promovida pelo TJRJ em parceria com o Hemorio.


“Penso que todo mundo deveria fazer o mesmo, tanto a doação de sangue quanto a de medula, para ajudar o próximo de todas as formas possíveis”, disse.


A coleta foi realizada das 11h às 16h. A iniciativa, promovida pela Secretaria-Geral de Sustentabilidade e Responsabilidade Social (SGSUS), foi aberta a magistrados, servidores, colaboradores e demais interessados que passaram pelo local. A chefe de serviço da Divisão de Execução de Ações Sociais (Diaso), da SGSUS, Vânia Batista dos Santos, destacou que iniciativas de solidariedade e cidadania também contribuem para aproximar o TJRJ da sociedade.


“O Tribunal de Justiça não serve apenas para resolver litígios. A intenção é trazer a sociedade para dentro do Tribunal e ajudar a população em geral”, explicou.


Doadora frequente nas campanhas realizadas no Fórum Central, Viviane Pacielo participou da ação pela terceira vez. Trabalhando há oito anos no TJRJ, ela resumiu de forma simples o motivo que a leva a doar sangue. “Temos que fazer nossa parte para salvar vidas. Toda vez que participo me sinto maravilhada, muito feliz em poder ajudar ao próximo”, considerou Viviane. 


Uma doação, quatro vidas

A médica Renata Esteves, responsável pela coleta externa do Hemorio, explicou que uma única bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas. “O impacto da doação não se limita a essas quatro pessoas; ele é muito maior. Devemos considerar que cada pessoa salva tem uma família e uma presença dentro da sociedade. Portanto, a doação atinge toda a família e até a comunidade que se relaciona com aquele paciente”, acredita.


Segundo a médica, ainda existe um desequilíbrio entre a necessidade de sangue e o abastecimento. Nos grandes centros urbanos, fatores como violência e trânsito aumentam a demanda, que também é influenciada pelo envelhecimento da população. Por isso, levar a coleta até os locais de trabalho é uma estratégia para facilitar a participação de novos e antigos doadores. “Em vez de exigir que o doador vá ao hemocentro, a coleta vai até o seu local de trabalho para facilitar a contribuição e ajudar a equilibrar a oferta e a demanda”, finalizou Renata Esteves.


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