Doença renal cresce de forma silenciosa e atinge cerca de 1 em cada 7 adultos no mundo
- Rodrigo Carvalho
- há 2 horas
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A doença renal crônica (DRC) cresce de forma silenciosa no Brasil e no mundo, afetando milhões de pessoas, muitas das quais ainda não sabem que têm comprometimento da função dos rins. A doença já é a nona principal causa de morte no mundo, responsável por cerca de 1,5 milhão de óbitos por ano.
Os dados são de um novo estudo histórico, publicado em novembro de 2025 na revista científica The Lancet, que quantificou a extensão do impacto global da DRC, uma condição associada a problemas de saúde de longo prazo e, em alguns casos, morte prematura. Cerca de 14% dos adultos apresentam algum grau de doença renal, com variações regionais, e que o número de casos tem aumentado nas últimas décadas.
“A doença renal é frequentemente silenciosa: ela progride sem sintomas óbvios até que a função renal esteja muito comprometida. Isso significa que muitos pacientes só descobrem o problema quando a doença já está avançada”, afirma o nefrologista Dr. Mendell Lemos, coordenador da NefroSanta, centro completo de Nefrologia, localizado no Hospital Santa Lúcia Sul.
No Brasil, as estimativas oficiais e estudos epidemiológicos apontam para milhões de pessoas vivendo com DRC, embora muitos desconheçam o diagnóstico e apenas uma fração esteja sob acompanhamento especializado. A maioria dos casos é associada a fatores de risco modificáveis, como hipertensão arterial e diabetes, que são as principais causas de comprometimento renal no país e no mundo.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de atendimentos relacionados à DRC na atenção primária à saúde cresceu mais de 150% entre 2019 e 2023, refletindo tanto o aumento de casos quanto a maior detecção em unidades de saúde.
A DRC é caracterizada pela perda progressiva da capacidade dos rins de filtrar o sangue e eliminar toxinas, uma condição que pode ser assintomática nas fases iniciais e só se tornar evidente quando a função renal está muito comprometida. Diagnósticos tardios aumentam o risco de complicações graves e de necessidade de terapia renal substitutiva, como diálise ou mesmo transplante.
O médico ressalta que, embora a DRC seja mais prevalente em adultos mais velhos, os jovens também estão cada vez mais expostos a fatores de risco que aceleram a perda da função renal, como automedicação, obesidade, dieta rica em sódio e uso abusivo de substâncias como esteróides anabolizantes.
Ele enfatiza que condições como hipertensão e diabetes devem levar à avaliação da função renal já no momento do diagnóstico dessas doenças, não apenas quando surgem sintomas inespecíficos ou complicações. “A avaliação precoce com nefrologista permite identificar alterações que ainda podem ser tratadas, evitando ou retardando a progressão da doença”, afirma Dr. Mendell.
Especialistas apontam que sinais de alerta que costumam ser ignorados, como pressão arterial descontrolada, alterações na urina, inchaço nas extremidades ou cansaço excessivo, merecem atenção e investigação clínica. No entanto, muitas vezes esses sintomas só aparecem em fases mais avançadas da DRC, dificultando a intervenção precoce.
Prevenção e cuidados cotidianos
A prevenção e o retardo da progressão da doença renal dependem, em grande medida, de mudanças nos hábitos de vida e controle rigoroso dos fatores de risco. Entre as principais recomendações dos nefrologistas estão o controle adequado da pressão arterial, o manejo da glicemia em pacientes com diabetes, ajustes dietéticos com redução de sódio e alimentos ultraprocessados, prática regular de atividade física e cessação do tabagismo.
“Controlar fatores de risco e adotar hábitos de vida saudáveis são as melhores estratégias para preservar a função renal ao longo da vida”, explica o Dr. Mendell. Ele lembra que a creatinina sérica, um exame frequentemente utilizado na avaliação da função renal, é um marcador tardio e, por isso, não deve ser o único parâmetro considerado na triagem de risco renal.
O acompanhamento médico regular com nefrologista é indicado especialmente para pessoas com histórico de hipertensão, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares ou histórico familiar de doença renal. “Examinar a urina e estimar a taxa de filtração glomerular (TFG) são ferramentas importantes para rastreio e monitoramento da doença”, explica o coordenador da NefroSanta.
Atuação Multiprofissional
Diante desse cenário, a NefroSanta — centro completo de nefrologia, localizado no Hospital Santa Lúcia Sul, da Asa Sul, destaca-se como um serviço único do Distrito Federal ao oferecer atendimento integrado a uma grande rede hospitalar, e que funcione dentro de uma estrutura completa, articulado com áreas essenciais como UTI, pronto atendimento, hemodinâmica, cirurgia vascular, cardiologia, endocrinologia e infectologia.
A unidade conta ainda com um acesso exclusivo para pacientes que buscam mais privacidade e comodidade. Além disso, serviços especiais de transfer e navegação assistencial, oferecem mais conforto ao reduzir deslocamentos, evitar fragmentação e acelerar o atendimento em situações de risco.
“A integração com as demais especialidades médicas, a estrutura de uma grande rede, como o Santa Lúcia, e o treinamento contínuo das equipes oferecem segurança e qualidade de tratamento que vão além da terapia renal substitutiva tradicional”, afirma Dr. Lemos.
Outro diferencial do serviço é sua atuação multiprofissional, com fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e psicólogos atuando em conjunto com os nefrologistas. Essa abordagem permite que o paciente seja acompanhado de forma holística, considerando aspectos clínicos, nutricionais e psicossociais que impactam diretamente sua qualidade de vida.
A fisioterapia, por exemplo, é oferecida integralmente durante as sessões de hemodiálise, contribuindo para a manutenção da força muscular e para tornar o processo menos cansativo. A nutrição é adaptada às necessidades específicas de cada paciente, com orientações também para hábitos no domicílio. Já o suporte psicológico e social auxilia na compreensão da condição clínica, na adesão ao tratamento e na garantia de direitos dos pacientes com DRC.
“A atuação multiprofissional garante que o paciente seja visto em sua complexidade — não apenas pela doença, mas como um indivíduo com contexto social, emocional e nutricional que influencia diretamente sua qualidade de vida”, destaca o coordenador da NefroSanta, Dr. Mendell Lemos.
“Olhar para a saúde dos rins com a mesma atenção que damos ao coração ou ao controle do diabetes é garantia de uma vida mais saudável. Os rins cuidam do equilíbrio de todo o organismo — quando eles não estão bem, todo o corpo sofre as consequências”, conclui o médico.
Principais destaques da NefroSanta (estrutura e serviço):
12 poltronas de diálise em salas amplas, climatizadas e divididas por perfil assistencial;
Máquinas de última geração para realização de hemodiafiltração on-line;
Áreas de isolamento e sala de emergência equipada;
Consultórios, sala de prescrição médica e posto de enfermagem centralizado;
Ambientes de apoio ao conforto de pacientes, acompanhantes e equipe;
Fluxo direto com UTIs, enfermarias e serviços diagnósticos do HSLS.
Sistema informatizado com rastreabilidade de dados assistenciais e revisão de parâmetros de qualidade de diálise;
Monitoramento em tempo real e equipamentos com detecção automática de falhas;
Controle rigoroso da qualidade da água de diálise;
Estrutura de “backup” para garantir continuidade do tratamento;
Acesso exclusivo à unidade e transfer para pacientes (sob demanda);
Integração física e de processos com pronto atendimento 24h, UTI, hemodinâmica e centros cirúrgicos.
Linha de cuidado completa: do ambulatório de nefrologia à terapia renal substitutiva e ao transplante;
Planos terapêuticos individualizados, acompanhados continuamente por nefrologistas e equipe multiprofissional;
Concierge assistencial e enfermeiros navegadores para coordenar consultas, exames e procedimentos dentro da NefroSanta;
Protocolos baseados nas melhores diretrizes internacionais para DRC e diálise;
Avaliação constante de indicadores de qualidade e discussão individual de casos excepcionais;
Fluxo de comunicação direta com UTIs e enfermarias para respostas rápidas em intercorrências;
Medidas de analgesia e conforto durante as sessões, com atenção nutricional individualizada e acompanhamento psicológico;
Atuação multiprofissional (nefrologia, enfermagem, nutrição, psicologia, serviço social e fisioterapia);
Foco em prevenção e diagnóstico precoce da DRC no ambulatório, com manejo de comorbidades (hipertensão, hiperglicemia, obesidade e tabagismo), visando retardar a progressão da doença;
Educação do paciente e da família para adesão ao tratamento e autocuidado.








