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Enem 2021: psicóloga dá dicas para controlar a ansiedade na reta final

  • 1 de nov. de 2021
  • 2 min de leitura

Agora é hora da revisão alinhada com boas horas de sono, alimentação balanceada e autoconfiança

Na reta final para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021, muita gente fica confusa sobre como se preparar para as provas, que vão acontecer nos dias 21 e 28 de novembro. De acordo com informações do Ministério da Educação (MEC), ao todo, 3.109.762 pessoas confirmaram a inscrição no exame. Dessas, 3.040.871 realizarão as provas impressas. Já na modalidade digital, que teve 101.100 vagas ofertadas durante o período de inscrições, foram confirmados 68.891 participantes. As duas versões serão aplicadas nas mesmas datas e terão itens de prova iguais, além do mesmo tema de redação.


Mas como aliar esforço, concentração e conter a ansiedade nesses últimos dias? Neste momento, a dica dos especialistas é priorizar as revisões, exercícios, simulados, treinar a redação e estabelecer uma rotina que englobe alimentação balanceada e boas horas de sono. Conhecer bem o edital da prova e ver como é estruturado o exame, ajuda o candidato a organizar melhor o tempo para não se perder nos estudos. Além disso, é importante respeitar também o bem-estar físico. O Enem não é só uma prova de conhecimento, é também uma prova psicológica e de resistência.


Para a professora do curso de Psicologia do Centro Universitário IESB, Karen Domingues, a ordem agora é não se desesperar e evitar sobrecargas. “É importante dividir bem o horário do estudo e as tarefas, dentro de uma proporção que não gere ansiedade. Ou seja, não ficar supervalorizando seu tempo, no sentido de aumento de horas e de conteúdo. Faça tudo dentro da sua própria medida, e não na medida do outro”, orienta a psicóloga.


Karen explica que os exercícios físicos também são uma boa pedida para os estudantes que estão se preparando para o Enem, mas sem muita intensidade. “Na adolescência, normalmente, temos alterações hormonais profundas, que naturalmente, levam a um estado de ansiedade maior ou, às vezes, estados depressivos, que são bem normais. Então, os cuidados se redobram. Atividade física, do agrado do jovem, seja caminhada, skate, natação, pode ajudar, mas nada muito intenso agora. Uma vez que a atividade física se torna uma preocupação maior e pede mais disciplina do estudante, pode se tornar uma sobrecarga neste momento”, diz.


De acordo com Karen, o apoio da família também é importante. “É preciso observar que é um momento de estresse do sistema, e não do jovem. Então, os pais e irmãos devem cobrar, criticar menos e fazer coisas que harmonizem o sistema familiar. Algumas verdades, confrontos e críticas devem ser evitados, com a consciência de que esse momento, de provas, não se deve tentar resolver problemas que até então não foram resolvidos”, completa a professora do IESB.

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