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Espetáculo apresenta os encontros e desencontros de uma história de amor

  • 23 de mar.
  • 2 min de leitura

O que resta de nós quando o amor se torna ruído? "Os nós desafinados..." acompanha João, um poeta atravessado pela culpa e pelo luto, e Felipe, um músico em crise com o passado. O reencontro entre os dois, à beira de uma ponte, se torna o ponto de partida para uma travessia emocional onde o amor e a dor se confundem, o afeto se mistura ao medo e a arte surge como última tentativa de sobrevivência. A dramaturgia não linear mistura tempo e memória, revelando como as feridas da infância e da violência moldam a forma de amar e de existir. A trilha sonora original atua como fio condutor; um um acorde que já foi harmônico, mas que o tempo fez desafinar.



Escrito e interpretado por Rafael Salmona e Lucca Marques, com direção de Áurea Liz, o espetáculo costura música, poesia e traumas numa experiência íntima e sensorial. Entre a culpa e o desejo, a poesia e a música, os personagens - também interpretados por Rafael Salmona e Lucca Marques - tentam compreender onde a harmonia se perdeu e se ainda é possível recomeçar uma canção interrompida. O reencontro é um mergulho nas feridas da memória, nas marcas do luto e nos ruídos das relações humanas.


"Mais do que uma história de amor, o espetáculo é uma reflexão sobre saúde mental, masculinidades, culpa e pertencimento, tocando em temas como autoextermínio, abuso e silêncio, sempre de modo sutil e poético", contam os dramaturgos. O espetáculo é inspirado por estudos psicanalíticos e pelo conceito do “efeito Papageno”, e transforma a dor em arte e a arte em resistência. Um manifesto sobre o poder da escuta e da possibilidade de recomeço.



Com estética sensível e potente, "Os nós desafinados..." convida o público a atravessar, junto com os personagens, a ponte entre o passado e o presente, entre o amor e a perda. Um convite para olhar de perto o que se quebra e descobrir o que ainda pode soar.



TRAJETÓRIA – "Os nós desafinados sempre tocam uma nova melodia" teve estreia internacional em outubro de 2025 no TEARTI – Festival Internacional de Teatro do Atlântico, em Cabo Verde, na África, e seguiu viagem para apresentações na cidade de Sintra, em Portugal, e Madri e Barcelona na Espanha. Rafael Salmona e Lucca Marques também ofereceram algumas oficinas artísticas por onde passaram. Em janeiro, o Coletivo Levante estreou o espetáculo para Brasília, cidade onde ele foi criado, e agora o apresenta em Águas Claras, no Teatro dos Ventos, para descentralizar sua circulação em um espaço de fácil acesso com o metrô.



As apresentações serão neste sábado às 20h e domingo às 19h, no Teatro dos Ventos, em Águas Claras. Os ingressos estão disponíveis no Sympla. 



SERVIÇO


Os nós desafinados sempre tocam uma nova melodia

Sábado, 28/03, às 20h

Domingo, 29/03, às 19h

Teatro dos Ventos - Rua 19 Norte, 06; Águas Claras

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada)


FICHA TÉCNICA

Direção: Áurea Liz


Dramaturgia e atuação: Lucca Marques e Rafael Salmona


Iluminação: Caio Maciel


Operação de luz: Luiz Lemes


Trilha sonora original: Andrei Machado, Fábio Gesteira e Lucca Marques


Designer e produção executiva: Rafael Salmona


Colaboração Artística: Irina Buss e Vinicius Ávlis


Produção: Casa dos Quatro e Coletivo Levante


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