Estudante de Brasília cria site colaborativo para mapear contaminação por isopor no Lago Paranoá

Tom Silva Nunes, estudante da Escola das Nações de Brasília, criou o Isopor no Paranoá, um site de ciência cidadã que permite a qualquer pessoa contribuir para mapear a contaminação por isopor no lago. Confira o site: https://isopor-paranoa.vercel.app/ .
A iniciativa nasceu de um módulo desenvolvido e construído pelo estudante, o protótipo foi moldado em impressora 3D e utiliza lentes e leds que fazem com que possíveis micropartículas de isopor existentes nas amostras de água reajam e brilhem quando misturadas ao componente químico Rodamina B.
Esse sistema é integrado a uma IA de inteligência artificial treinada com imagens de partículas previamente confirmadas como isopor. A rede identifica as partículas nas imagens, classifica-as como isopor ou outros materiais e estima o tamanho daquelas classificadas como isopor.
Em diversos testes com amostras de água do Lago Paranoá, o sistema detectou partículas classificadas como isopor, motivando a criação do site para ampliar o levantamento com a participação de outras pessoas.
Pela plataforma é possível informar o tamanho do isopor encontrado, a região do lago e se são pedaços maiores ou micropartículas, além de ter a opção de enviar fotos. As contribuições ficam reunidas em um mapa público. Não é necessário ter o equipamento para participar; quem encontra pedaços de isopor também pode registrar suas observações.
Para organizar o levantamento, o projeto divide o Lago Paranoá em nove regiões, das quais cinco começaram a ser exploradas com os primeiros registros publicados no site.
“O Isopor no Paranoá busca evidenciar a contaminação e apoiar a preservação do lago, mobilizando a população para enfrentar o problema do isopor que pode se fragmentar em partículas cada vez menores na água e somar esforços na preservação desse espaço que faz parte da vida da capital”, destaca Tom Silva Nunes.





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