Exposição “É Pau, É Pedra…” apresenta panorama inédito da obra de Sergio Camargo
- Rodrigo Carvalho

- há 1 dia
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Em cartaz até 6 de março no foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro, a exposição “É Pau, É Pedra…” reúne cerca de 200 obras de Sergio Camargo (1930–1990), um dos escultores mais influentes da arte brasileira. A mostra apresenta, pela primeira vez na capital, um panorama amplo e raro da produção do artista, com esculturas, relevos, maquetes e objetos de ateliê que evidenciam sua investigação poética sobre materiais como madeira, mármore, gesso e pedra. Com entrada gratuita, a exposição integra arte e arquitetura em um espaço recém-revitalizado da cidade.
Realizada pelo Metrópoles e com apoio institucional da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, a mostra tem curadoria de Marcello Dantas – nome que transformou a prática curatorial contemporânea no Brasil, ao unir arte, arquitetura, tecnologia e narrativa histórica em projetos de enorme impacto.
“Camargo é o grande escultor brasileiro”, afirma Dantas. “É o artista que cria uma linguagem imediatamente reconhecível, que transforma a luz em volume e o volume em respiração”, completa o curador.
A seleção de obras permite ao público acompanhar o desenvolvimento do artista desde seus primeiros passos figurativos até a consolidação de seu nome no cenário internacional, passando por processos experimentais e investigações espaciais que raramente foram expostas.
O evento é organizado em núcleos, que apresentam diferentes ideias, conceitos e razões materiais que sustentam a pesquisa e o trabalho do escultor.
Foyer do Teatro Nacional
Fechado há mais de 10 anos, o Teatro Nacional volta à cena ao receber o público brasiliense, que pode revisitar um espaço icônico, integrado ao jardim e à obra de Athos Bulcão.
A mostra foi pensada para que o local e a obra se completassem. Assim, a arquitetura representa não apenas um cenário, mas parte constitutiva da experiência. “Ao fim do percurso, esperamos que o visitante saia com outra medida do olhar — aquela em que a matéria volta a ser origem”, salienta Dantas, que compara o encontro histórico entre a cidade e Sergio Camargo. “A obra dele opera em uma frequência muito semelhante à de Brasília: é feita de ordem, mas não é rígida; é geométrica, mas não é fria; é moderna, mas profundamente humana. Há respiro entre as formas, há silêncio entre os cortes, há luz entre as sombras”, aponta o curador.
Exposição “É pau, é pedra…” | Sérgio Camargo10 de dez. de 2025 a 6 de mar. de 20269h às 22hFoyer da Sala Villa-Lobos | Teatro Nacional Cláudio Santoro (Brasília/DF)Acesso gratuito | Classificação livre










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