Favela Sounds lança programação da edição de 10 anos: Gaby Amarantos, Kyan, Puterrier, Valesca Popozuda e outros artistas integram a lineup do Baile
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Celebrando uma década de história, o festival Favela Sounds transforma mais uma vez o Museu Nacional da República em ponto de encontro para a música que movimenta e conecta as periferias brasileiras às culturas urbanas mundo afora. Nos dias 31 de julho e 1º de agosto de 2026, o público do maior festival de cultura de favela do Brasil acompanha 19 shows na programação do Palco Petrobras, gratuita e inédita, marcada por artistas do rap, trap, tecnobrega, rock doido, singeli, samba e do funk brasileiro em todas as suas vertentes. Os ingressos podem ser retirados gratuitamente através do Sympla.
Criado em Brasília, em 2016, o Favela Sounds chega à marca de uma década reunindo experiências que unem música, formação e capacitação para o mercado criativo das periferias. Ao longo desse período, o festival reuniu público de cerca de 197 mil pessoas e apresentou, muitas vezes de forma inédita, 184 artistas do Brasil e de outros 13 países. No campo da formação e capacitação, com a conferência Favela Talks, foram realizadas 52 oficinas, 68 debates e diferentes laboratórios e residências artísticas em todo o DF.
“O Favela Sounds é um projeto robusto e relevante, que nos chegou em nossa última seleção pública, na qual recebemos mais de 8.000 inscrições de todo o país. Essa nova parceria reforça a presença da Petrobras no Distrito Federal e o compromisso da companhia com a diversidade, o acesso à cultura e o desenvolvimento da economia criativa”, afirma Milton Bittencourt, gerente de Patrocínio Cultural da Petrobras.
O festival chega à nona edição com uma curadoria que olha para a pista de dança como território de revolução criativa. Com artistas que marcaram a cultura pop brasileira, novos nomes das cenas urbanas e grandes referências da música de Uganda e Tanzânia, a música eletrônica dá o tom do Palco Petrobras. “Apesar de seus criadores se distanciarem dessa nomenclatura, a música de favela é muito eletrônica e o DJ é o epicentro dessa produção. Nesta edição, mais do que nunca, quisemos coroar estes profissionais que são os maiores difusores da cultura periférica”, avalia Guilherme Tavares, diretor artístico do festival.
Apresentado pelo Ministério da Cultura e a Petrobras, o Favela Sounds 2026 tem lineup encabeçada pela cantora paraense Gaby Amarantos. A artista, que ajudou a projetar nacionalmente a sonoridade do tecnobrega, nascida nas festas populares da Amazônia, lança no DF o show de seu premiado álbum “Rock Doido", inspirado na energia dos bailes paraenses e na relação entre música e cultura digital.
Na mesma linha de artistas pop de renome, Valesca Popozuda embarca pela primeira vez no festival. Figura das mais emblemáticas da história do funk carioca, Valesca construiu uma trajetória atravessada por hits de conexão direta com trajetórias femininas e LGBTQIA+. Na ocasião, ela renderá tributo a Mr. Catra, padrinho do Favela Sounds, primeiro artista a conhecer e endossar o projeto, e grande parceiro artístico da cantora.
Do ABC Paulista, a rapper Stefanie chega para celebrar mais de duas décadas no hip-hop, trazendo seu “BUNMI”, premiado álbum lançado em 2025, que simboliza suas trajetórias e a maturidade conquistada. Da Zona Oeste paulistana, DJ Cia, lendário integrante do grupo RZO, traz um set que reflete seus 37 anos participando ativamente da construção do rap nacional, mostrando toda sua técnica e um repertório que atravessa gerações.
Estas grandes referências do pop e do hip-hop dividem o palco com uma juventude que tem moldado a cultura urbana, com a programação marcada por encontros geracionais. “No Favela Sounds temos a missão de conectar passado, presente e futuro dos estilos periféricos, evidenciando a lógica produtiva da música de favela e as transformações desses gêneros musicais ao longo do tempo”, avalia Amanda Bittar, diretora geral do festival.
Entre os destaques da nova geração, o carioca de Del Castilho, Puterrier, traz sua mistura de funk, grime e drill, com uma linguagem marcada pelo deboche e uma apresentação encabeçada por hits como “Vou investir em você” e “Marolento”. Também do Rio, do Morro do Urubu, Carlos do Complexo leva ao Palco Petrobras sua pesquisa que aproxima o funk carioca do eletrônico, R&B, dancehall e dembow jamaicanos.
Mineira de Poços de Caldas, radicada em São Paulo, a rapper Ciça chega ao Favela Sounds como uma das apostas do rap nacional. Com rimas afiadas e hits potenciais como “Mina Quente” e “Tranquila & Calma”, ela tem 18 anos, traz influências fortes do boombap e é filha dos rappers Bárbara Sweet e Slim Rimografia, sendo este também DJ em seus shows.
Diretamente de Praia Grande, Baixada Santista, o cantor Kyan traz sua mistura de rap, trap e funk que traduzem a identidade funkeira atual. Com seis álbuns lançados, sendo três ao lado do parceiro MU540, o artista começou no funk em 2014 e vem se consagrando no rap e trap desde 2019, acumulando hoje mais de 3 milhões de ouvintes mensais só no Spotify.
Também do litoral paulista, Bonekinha Iraquiana chega com um set de funk nos estilos “submundo” e “bruxaria”, inspirado em bailes como Dz7, Helipa e outros movimentos que tem se fortalecido na noite das periferias paulistas. Também do contexto “bruxaria” vem a DJ e produtora th4ys. Cria do Grajaú, ela já se apresentou em festivais como Primavera Sound (Barcelona), Lollapalooza Brasil e Montreux Jazz Festival (Suíça).
Representando o Sul, Bia Soull vem do Paraná com um funk provocador que tensiona moralismos a partir do humor e da sexualidade. Seu álbum de estreia, lançado em maio de 2026, rapidamente viralizou e vem encontrando um bom lugar entre os charts. Da região Norte – e garantindo tecnobrega em dose dupla nesta edição do festival – DJ Méury desembarca diretamente do Pará para um set alucinante, marcado pela cultura das festas de aparelhagem e o rock doido.
Nascida no maior quilombo urbano do país, o bairro da Liberdade em São Luís do Maranhão, Enme volta ao Favela Sounds para o show de lançamento de seu álbum mais recente, “CONEXÃO JAMAICA BRASILEIRA, VOL. 1”, em que mergulha de cabeça no funkhall, a fusão entre o funk brasileiro e o reggae jamaicano. A artista esteve no festival na edição de 2019 e gravou live para o evento diretamente de sua terra, em 2021.
Na festa de 10 anos do Favela Sounds, a presença de África não poderia ser deixada de lado. As relações do festival com a música do continente se desenvolvem desde a primeira edição, sendo o Palco Petrobras, também, uma vitrine do que bomba nas pistas de dança daquele por lá. Diretamente de Uganda, o DJ Faizal Mostrixx apresenta uma fusão entre música eletrônica africana, polirritmos tradicionais, amapiano e beats contemporâneos, trazendo sonoridades que conectam diferentes países da África Oriental.
Da Tanzânia, o DJ Travella apresenta a Brasília o singeli, ritmo eletrônico acelerado surgido nas zonas rurais da Tanzânia e difundido nas periferias e ruas de Dar es Salaam. O singeli tornou-se a principal referência cultural tanzaniana atual, e uma das cenas mais inventivas da música eletrônica global, sendo Travella o principal nome por trás do estilo hoje.
Travella começou a produzir aos 15 anos, lançou o álbum “Mr. Mixmondo” em 2022, logo o apresentou no Primavera Sound e dali passou a integrar as lineups dos principais festivais do mundo. A apresentação do DJ é fruto de parceria estabelecida entre o Favela Sounds e o Nyege Nyege, o maior festival e selo de música eletrônica da África, realizado anualmente em Uganda.
Como não poderia faltar, o DF também ocupa espaço na edição de 10 anos. Cantor, compositor e percussionista, Breno Alves representa a força do samba candango, com uma trajetória ligada a rodas de samba, grupos e projetos que ajudam a contar a história recente do gênero no DF. Além de Breno, Novin Yarp, New Nay e Zapatta mostram diferentes leituras da música urbana feita a partir de Brasília.
Radicado em Campinas, Novin Yarp é nascido e criado entre o Guará e a Ceilândia e mostra por que é um dos principais DJs do funk “submundo” hoje. A DJ New Nay vem construindo uma pesquisa open format marcada por afrobeats, amapiano, funk, pop, hip-hop, R&B, rock e música eletrônica. Zapatta, por sua vez, mistura funk, rock doido, pagodão baiano e referências afro-brasileiras.
O Favela Sounds 10 anos é apresentado pelo Ministério da Cultura e a Petrobras. Com apoio do Museu Nacional da República e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, é uma realização da Um Nome - Agência Criativa e Fundação Nacional das Artes - Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Noites de showcases do Favela Talks tem Nelson Rufino, DJ540, Travella, Japão (Viela 17) e outros sete artistas do DF
A conferência Favela Talks, que acontece em paralelo ao festival Favela Sounds, caminha para sua quinta edição entre 29 e 31 de julho, com programação de debates, LAB de Mentorias, Rodadas de Negócios e Showcases para artistas da música periférica do DF. As noites de Showcases apresentam 12 artistas do DF, do Brasil e do mundo no Ordinário Bar, quarta-feira (29.07), e na Birosca do Conic, quinta-feira (30.07), ambas com entrada franca.
A primeira noite programa o cantor e compositor baiano Nelson Rufino, um dos mais importantes autores da história do samba, responsável por verdadeiros clássicos, como “Todo Menino é um Rei” e “Vazio”, gravados por nomes como Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal, Jorge Aragão e Roberto Ribeiro. Ele será acompanhado pelo prata da casa Breno Alves, que traz mais de duas décadas de trajetória dedicadas ao samba e ao choro no DF.
Na mesma noite acontece uma apresentação da DJ Jess Ullun e os showcases de Bárbara Silva e Deejay Ketlen, duas entre os sete artistas selecionados pela convocatória do Favela Talks para apresentar seus trabalhos diante dos convidados do mercado musical e do público geral.
A programação segue na quinta-feira (30/07), na Birosca do Conic, com uma noite dedicada às sonoridades urbanas contemporâneas. O line-up é encabeçado pelo DJ MU540, paulista da Baixada Santista e um dos principais nomes da cena do funk e trap no Brasil atual, e pelo DJ Travella, fazendo um warm-up para o Baile do Favela Sounds.
Entre os showcases confirmados para a segunda noite estão Japão, fundador do grupo Viela 17 e uma das vozes mais emblemáticas do rap do Distrito Federal, além de Fehlix, Negraflow, Prince Belofá e DJ Jazz, expoentes da nova geração da música periférica candanga, também selecionados pela convocatória pública do projeto, que teve 63 artistas inscritos.
Confira a lineup do festival por dia
29 de julho, no Ordinário Bar, a partir das 17hNoite de Abertura do Favela Sounds 10 anos + Favela Talks - Noite de ShowcasesNelson Rufino (BA)Breno Alves (DF)DJ Jess Ullun (DF)Bárbara Silva (DF) – showcaseDeejay Ketlen (DF) – showcase
30 de julho, na Birosca do Conic, a partir das 19hFavela Talks - Noite de ShowcasesMu540 (SP)DJ Travella (Tanzânia)Japão (Viela 17) (DF) – showcaseNegraflow (DF) – showcasePrince Belofá (DF) – showcaseDJ Jazz (DF) – showcaseFehlix (DF) – showcase
31 de julho, no Museu Nacional da República, a partir das 18hFavela Sounds - O Baile (Palco Petrobras)Gaby Amarantos (PA)Puterrier (RJ)DJ Travella (Tanzânia)ENME (MA)Bonekinha Iraquiana (SP)Novin Yarp (DF)Faizal Mostrixx (Uganda)Breno Alves (DF)Zapatta (DF)
1º de agosto, no Museu Nacional da República, a partir das 18hFavela Sounds - O Baile (Palco Petrobras)Kyan (SP)Valesca Popozuda (RJ)DJ Cia (SP)Stefanie (SP)th4ys (SP)Carlos do Complexo (RJ)Ciça (MG/SP)DJ Méury (PA)Bia Soul (PR)New Nay (DF)
SERVIÇO - Favela Sounds 10 anos - O BaileData: 31 de julho e 1º de agosto de 2026Horário: 18h às 03h30Onde: Praça do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios)Entrada francaIngressos: LINK EM BREVEClassificação indicativa: 18 anos
Mais informações: favelasounds.com.brInstagram: instagram.com/favelasoundsFacebook: facebook.com/favelasoundsX: x.com/favelasoundsYouTube: youtube.com/favelasounds






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