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Fevereiro Roxo reforça a importância do cuidado contínuo ao longo da vida

O mês de Fevereiro Roxo é dedicado à conscientização sobre três doenças crônicas e progressivas que impactam de forma significativa a qualidade de vida da população, sobretudo na terceira idade: Alzheimer, fibromialgia e lúpus. Apesar de diferentes em suas manifestações, as três condições compartilham desafios semelhantes, como o diagnóstico tardio, a necessidade de acompanhamento contínuo e o impacto físico, emocional e social para os pacientes e os familiares. No Hospital Santa Lúcia, a campanha ganha ainda mais força através do programa Cuidar+, projetado para pacientes da terceira idade e que contempla os cuidados em 360º do paciente idoso. Para isso, oferece estrutura completa e especializada, com foco na prevenção e agilidade em exames, bem como assistência integral com profissionais multidisciplinares e encontros mensais educativos para promover a saúde dos idosos.

Embora apresentem sintomas e origens diferentes, especialistas reforçam que o tempo é o fator determinante para o sucesso do tratamento. No caso do Lúpus e da Fibromialgia, por exemplo, o controle inflamatório e o manejo da dor são essenciais para evitar danos severos aos órgãos e garantir a funcionalidade do paciente. Já no campo das doenças neurodegenerativas, a detecção precoce tem ganhado contornos de uma nova era com o avanço da medicina genômica e farmacológica.


“À medida que a expectativa de vida aumenta, crescem também as doenças crônicas que exigem acompanhamento multidisciplinar”, afirma a médica geriatra e coordenadora de Geriatria e do Cuidar+ do Hospital Santa Lúcia, Dra. Priscilla Mussi. Nesse cenário, iniciativas educativas e assistenciais ganham papel estratégico para promover autonomia, funcionalidade e qualidade de vida, principalmente ao paciente idoso. 


Envelhecimento e doenças crônicas: um desafio crescente no Brasil


Dentre as condições pautadas pela campanha nacional do Fevereiro Roxo, as doenças cognitivas apresentam um crescimento acelerado no Brasil, devido ao envelhecimento da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 55 milhões de pessoas vivem com demência no planeta, sendo o Alzheimer responsável por 60% a 70% dos diagnósticos. No Brasil, o número chega a 1,7 milhão de pessoas, com projeções de dobrar até 2050. No Distrito Federal, dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) de 2024 indicam a existência de aproximadamente 48.606 portadores da doença.

“O grande desafio dessas condições é que, muitas vezes, os pacientes chegam aos serviços de saúde em fases avançadas da doença, quando as perdas funcionais já estão instaladas. A conscientização é fundamental para que as pessoas entendam que mudanças persistentes no corpo ou no comportamento não devem ser naturalizadas”, alerta Dra. Priscilla. 


A boa notícia é que 2026 inicia um marco histórico na terapia contra o Alzheimer. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou os medicamentos lecanemabe e donanemabe, que atuam diretamente no mecanismo da doença ao reduzir a proteína beta-amiloide no cérebro. “Diferente de tratamentos anteriores que apenas mascaravam os sintomas, esses fármacos podem retardar a progressão do Alzheimer em estágios iniciais, mudando o prognóstico dos pacientes”, explica a médica geriatra.


Diagnóstico precoce faz toda a diferença

De acordo com a Dra. Priscilla, um dos principais entraves no enfrentamento das doenças relacionadas ao envelhecimento é o atraso no diagnóstico. “Não é normal que o idoso perca habilidades que sempre teve. Dificuldade para aprender algo novo pode acontecer, mas deixar de pagar contas, de se orientar pelos caminhos de rotina ou de realizar tarefas habituais são sinais de alerta”, destaca.


A médica explica que, no caso das doenças neurodegenerativas, a evolução pode se estender por 7 a 17 anos, gerando impacto direto na vida familiar. “Muitas vezes, um familiar precisa deixar o trabalho para assumir os cuidados ou a família precisa contratar ajuda especializada, o que representa um custo elevado e um risco social importante”, afirma.


Nesse contexto, o cuidado multidisciplinar se torna essencial. “O idoso não é apenas um conjunto de doenças. Ele tem história, vínculos, emoções e contexto social. Estimular memória, interação social, atividades lúdicas e cognitivas faz parte do cuidado e ajuda a preservar a funcionalidade”, completa a coordenadora de Geriatria e do Cuidar+ do Hospital Santa Lúcia.


Programa Cuidar+ e ações educativas: Fevereiro 


O Cuidar+ foi estruturado para organizar a jornada do paciente idoso, integrando diferentes especialidades médicas e promovendo ações contínuas de prevenção, educação em saúde e envelhecimento ativo. Os encontros mensais do programa abordam temas variados relacionados à saúde da pessoa idosa, sempre com foco em autonomia, cognição e qualidade de vida.


Nesse mês, o Cuidar+ promove, no dia 26 de fevereiro, um encontro especial no Hospital Santa Lúcia Sul (HSLS), da Asa Sul, reunindo pacientes, familiares e médicos para uma atividade educativa voltada à promoção da saúde do idoso.


"Neste encontro, vamos abordar como manter as atividades laborais e como o idoso pode continuar ativo e produtivo", afirma a médica e coordenadora do projeto.  O programa ainda integra consultas, exames e, se necessário, internação geriátrica, utilizando enfermeiros navegadores para agilizar o atendimento e evitar novas internações. 


“O envelhecimento acontece para todos, mas envelhecer bem é uma escolha. Quando explicamos como o processo funciona e mostramos caminhos práticos para manter atividades, vínculos e propósito, o impacto é muito positivo”, afirma a Dra. Priscilla Mussi. 


SERVIÇO

O que: Encontro mensal programa Cuidar+ 

Quando: 26 de fevereiro de 2026

Local: Hospital Santa Lúcia Sul, da Asa Sul. 

Público: Pacientes, familiares e cuidadores. 

© 2025 por Rodac Comunicação Criativa

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