Fome Silenciosa: Quando a Privação Vira Risco de Convulsão
- Rodrigo Carvalho

- há 1 dia
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A falta de alimento não se resume a um incômodo momentâneo. Quando o corpo passa longos períodos sem receber nutrientes, os efeitos vão muito além da simples sensação de cansaço. O cérebro, que tem na glicose sua principal fonte de energia, sofre diretamente com essa escassez e pode entrar em pane diante da ausência de combustível.
Sem energia suficiente, os neurônios perdem estabilidade elétrica e podem desencadear crises convulsivas. Esse quadro, conhecido como hipoglicemia grave, é uma emergência médica que pode levar à perda de consciência e até ao coma.
A nutricionista clínica e esportiva Thainara Gottardi alerta: “Privar o corpo de alimento por muito tempo não é apenas uma questão estética ou de disciplina. É uma agressão direta ao sistema nervoso, que pode resultar em convulsões e danos irreversíveis”.
Além da glicose, minerais como cálcio, magnésio e sódio também são fundamentais para a condução nervosa. A falta deles, comum em períodos de jejum extremo ou desnutrição, aumenta ainda mais o risco de crises. O corpo humano não foi feito para suportar longos períodos sem alimento. A fome prolongada desregula hormônios, enfraquece o sistema imunológico e compromete funções vitais.
Convulsões decorrentes da privação alimentar não são raridade em casos de transtornos alimentares ou dietas extremas. Elas representam o limite do organismo diante da escassez. “O alimento é mais do que calorias. É a base da vida, da energia e da saúde mental. Negar isso ao corpo é abrir espaço para o colapso”, reforça Thainara Gottardi.
Em resumo, a privação de comida não deve ser romantizada e muito menos usada em provas de resistência. O risco de convulsão é real e pode transformar a busca por controle em uma luta pela sobrevivência.








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