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Férias sem tédio: três atividades que estimulam a criatividade de crianças e adolescentes

  • há 21 minutos
  • 4 min de leitura

“Ai que tédio, não tem nada para fazer!”. Essa é a frase que os pais mais ouvem dos seus filhos durante o recesso escolar. Mês de julho é o período em que os colégios das redes privada e pública dão uma pausa no calendário escolar. Um descanso merecido aos profissionais da Educação e, em contrapartida, um desafio para as famílias que continuam trabalhando e não irão viajar. É a receita perfeita para que as crianças e adolescentes fiquem o dia inteiro nas telas, comportamento típico da geração hiperconectada.

De acordo com Larissa Victório, coordenadora de Tecnologias e Transformação Digital do Colégio Marista de Brasília, as férias representam uma oportunidade para que crianças e adolescentes vivenciem experiências diferentes da rotina escolar, explorando a criatividade, a curiosidade e a autonomia. “Atividades como criar um jogo, produzir um fanzine (revista independente) ou transformar uma peça de roupa estimulam habilidades importantes, como resolução de problemas, planejamento, inventividade , comunicação e realização de um produto real. Além disso, quando pais e responsáveis participam desse processo, mesmo que apenas como incentivadores, fortalecem os vínculos familiares e mostram que aprender também pode acontecer de forma leve, divertida e significativa, muito além das telas passivas”, destaca.

Para fugir dos tradicionais passeios em Brasília, que exigem deslocamento e tempo dos pais, há diferentes opções de atividades que podem ser realizadas em casa. Propostas focadas na cultura maker, na sustentabilidade e no desenvolvimento de soft skills podem ser usadas como alternativas inéditas para transformar as férias em um laboratório de autonomia e expressão artística para o público jovem. 

Além disso, o período de recesso escolar pode ser um momento de fortalecer os vínculos que, por vezes, são enfraquecidos na rotina do dia a dia. Veja dicas de atividades que podem ser intercaladas ao uso de telas e que irão ajudar a promover momentos de convivência com familiares e amigos. E o melhor: sem gastar muito.

Para lembrar a fase da infância da geração Y e Z, os adultos podem propor aos jovens que vivenciem um pouco da diversão da época. Eles deverão explicar sobre as atividades, ajudá-los no que for necessário, mas deixando que os jovens coloquem a mão na massa. Veja o passo a passo:

 

1- Design de jogos analógico

O objetivo é deixar de ser apenas jogado para ser o criador do próprio jogo. Os pais entram como os primeiros "testadores" da mecânica do jogo.

Materiais necessários: caixas de papelão (para a base), papel sulfite, canetinhas, dados de jogos antigos (ou um app de dados no celular) e tampinhas de garrafa ou bonequinhos de Lego para os peões.

Como os pais podem conduzir:

1º Passo: peça a criança para escolher um tema ou um jogo que ele goste.

2º Passo: incentive-o a desenhar o caminho no papelão e criar "casas especiais". Exemplo: "Caiu na casa 10? Volte duas casas porque faltou água no planeta".

3º passo: chegou a hora de jogarem juntos. Essa é a hora de testar se as regras fazem sentido e sugerir ajustes se o jogo estiver fácil ou difícil demais.

 

2- Escrita Criativa e "fanzines"

O objetivo dos fanzines (publicações artesanais e independentes) é ajudar a dar voz aos pensamentos dos adolescentes sem a cobrança de um texto escolar perfeito.

Materiais necessários: folhas de papel sulfite (brancas ou coloridas), revistas antigas para recorte, jornais, tesoura, cola e caneta esferográfica preta ou hidrocor. Pode ser feita uma confecção digital no site Canva ou outro de preferência.

Como os pais podem conduzir:

1º Passo: Faça o clássico truque de dobrar uma única folha A4 em oito partes e fazer um corte no meio para transformá-la em um livrinho de 8 páginas sem precisar de grampo. Caso opte pela versão digital, basta escolher o modelo de revista ou jornal.

2º Passo: Incentive o jovem a escolher um assunto (sua banda ou artista favorito, uma história de ficção ou colagens conceituais). Vale misturar manchetes recortadas de jornal com desenhos próprios.

3º passo: Para dar a sensação de publicação real, leve o zine original a uma copiadora para fazer 5 ou 10 cópias em xerox preto e branco (bem estética anos 90) para o filho distribuir entre os amigos ou primos. 

 

3- Moda Sustentável

Em vez de comprar roupas novas, o desafio é customizar e ressignificar o que já existe, estimulando a coordenação motora e o estilo próprio.

Materiais necessários: roupas velhas que seriam descartadas (jeans e camisetas brancas são ótimos), tesoura de tecido, tintas para tecido, retalhos, botões soltos e cola para tecido (caso não queiram usar agulha e linha).

Como os pais podem conduzir:

1º passo: façam juntos um "limpa" no guarda-roupa atrás de peças manchadas, rasgadas ou sem uso.

2º passo: ajude nos cortes mais difíceis (transformar uma calça jeans velha em um short desfiado ou uma bolsa de ombro). Deixem que os filhos comandem a arte: fazer tie-dye com tinta de tecido, colar patches de retalhos ou pintar frases e desenhos autorais nas costas de uma jaqueta.

3º passo: criem um momento para registrar o resultado, incentivando o adolescente a tirar fotos do visual "antes e depois" para exercitar a curadoria estética.

 

Saiba mais:

O Colégio Marista de Brasília faz parte da rede de colégios e escolas do Marista Brasil, que está presente em 21 estados brasileiros, atendendo cerca de 100 mil crianças, jovens e adultos em 97 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em: maristabrasil.org/.


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