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Gregório Duvivier no Cena Contemporânea

29 de ago. de 2025
16 min de leitura

A celebração dos 30 anos do CENA CONTEMPORÂNEA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA continua até o dia 07 de setembro, trazendo um elenco de espetáculos consagrados. Graças ao patrocínio exclusivo da Petrobras, o festival está realizando uma edição memorável, que tem lotado os teatros de Brasília.

Os palcos do CENA têm sido atravessados por questões que refletem o cenário atual de um mundo em convulsão. Espetáculos abordam temas como desigualdade social, preconceito racial e de gênero, e muitas vezes buscam pistas para um futuro mais acolhedor. Também há espaço para saudar a língua portuguesa que nos configura como nação, chamar atenção para a desigualdade social (que também nos configura), rir de si mesmo e dos absurdos da sociedade, voltar aos mitos gregos para tocar em assuntos eternos e falar do isolamento pessoal causado pela vida nas metrópoles. Um festival de teatro para abrir mentes e corações, alimentar e provocar reflexão. Isso torna as pessoas melhores.

O CENA CONTEMPORÂNEA tem direção geral de Guilherme Reis. O festival é apresentado pela Petrobras, com realização do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e conta com o apoio cultural da CAIXA.

 

SINOPSES

(por ordem de data de apresentação)

 

01 e 02/09, 20h

Espaço Multicultural Casa dos Quatro

VALVARIUS, A FRAUDE

Teatro Caleidoscópio (DF)

Nova montagem do coletivo Caleidoscópio, inspirada no teatro do absurdo. É uma aventura non-sense, repleta de ambiguidades e inconveniências, em que os personagens simulam identidades falsas e travam relações absurdas. A peça escrita pelo espanhol Rafael Sánchez Montojo convida o espectador a conhecer o filósofo Jaroslaw, anfitrião de uma casa que não parece sua e que recebe convidados para um suposto aniversário que não parece seu. Mas sua mãe bebeu toda a vodka da casa e controla, a chacoalhadas, o árbitro, que não apita nada. Uma advogada é chamada para resolver um suposto caso de adultério. Dois peregrinos parecem saídos de um shopping. Será Shiva a figura esculpida no cadeado? A única coisa certa – parece – é o amigo Manuek. “É isso, embora não seja”, diz Emil, um acidente naquela casa.

TEATRO CALEIDOSCÓPIO – Projeto independente de pesquisa teatral fundado, desenvolvido e dirigido pelo ator e diretor André Amahro, que toma emprestadas as dinâmicas do caleidoscópio para orientar o trabalho do ator e da encenação. Nasceu em 1994, como projeto de extensão da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, em Brasília, dando origem ao chamado Coletivo Caleidoscópio. O projeto rendeu frutos: um teatro de bolso, três livros publicados, 25 espetáculos encenados, prêmios e indicações em festivais e o Prêmio Brasília 60 anos, conferido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF.

FICHA TÉCNICA

Criação Coletiva: Teatro Caleidoscópio

Dramaturgia: Rafael Sánchez Montojo

Direção Geral: André Amahro 

Elenco: André Amahro, Elias Santos, Fabiana Tenório, Flavia Neiva, Raquel Aló, Sandra Regina e Vanessa Di Farias

Iluminação: Claudio Lago

Produção: Grupo Caleidoscópio

Direção de Arte: Claudio Lago e André Amahro

Trilha Sonora Original e Direção Musical: Elias Santos

DURAÇÃO: 80 min

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos

 

 

01, 02 e 03/09, 20h30

Teatro Galpão Hugo Rodas (Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul)

RESIDÊNCIA PETROBRAS - VOO LIVRE HISTÓRIA

companhia brasileira de teatro (PR)

Apresentação do resultado da residência desenvolvida durante o Cena Contemporânea pelos artistas e produtores Márcio Abreu, Cássia Damasceno, Felipe Storino, Key Sawao, Nadja Naira e José Maria e com artistas previamente selecionados, durante 11 dias de encontros presenciais e 80 horas de trabalho, debruçados sobre o tema HISTÓRIA e as possíveis relações entre história íntima e história coletiva. A atividade é ligada à plataforma de criação artística VOO LIVRE, articulada pelo diretor Márcio Abreu, da companhia brasileira de teatro, para ressignificar processos criativos e propor novas perguntas sobre como seguir fazendo arte no mundo de hoje. A primeira ação da VOO LIVRE ocorreu em 2023, a partir de três movimentos: Arte, Tempo e Futuros, gerando, cada um deles, obras criadas em interlocução com o público. No ano passado, a partir do livro O Oráculo da Noite, do escritor e neurocientista Sidarta Ribeiro, criou-se VOO LIVRE (Sonho Manifesto). Agora, a ideia é refletir sobre como cada pessoa, individualmente, pode interferir na grande História e como ela determina diversos aspectos das nossas próprias vidas. A primeira etapa da plataforma VOO LIVRE: HISTÓRIA aconteceu recentemente em Paris.

A residência Voo Livre - História é realizada pela companhia brasileira de teatro com patrocínio da Petrobras por meio da Lei Rouanet e Ministério da Cultura do Governo Federal. Parceria com o Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília.

FICHA TÉCNICA:

Direção: Márcio Abreu

Cocriação: Cássia Damasceno, Felipe Storino, Key Sawao, Nadja Naira e José Maria

Colaboração e consultoria teórica: Maud Chirio

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos

Entrada Franca

 

 

02/09, 17h e 20h

CAIXA Cultural

CLAUSTROFOBIA

Rogério Corrêa, César Augusto e Márcio Vito (RJ)

O cotidiano de um prédio empresarial de uma metrópole do Brasil espelhado em três monólogos entrelaçados: um ascensorista migrante nordestino, uma executiva ambiciosa e um porteiro que sonha em ser policial, todos interpretados pelo mesmo ator. Com texto de Rogério Corrêa, a peça discute questões atuais como a vida dos migrantes econômicos, a posição da mulher no desigual mercado de trabalho, a falta de perspectivas, a questão da mobilidade social na sociedade brasileira e, sobretudo, a alienação urbana das grandes cidades e as relações entre seus habitantes, cada vez menos pessoal e mais desumana.

Indicado ao Prêmio Shell Atuação (Márcio Vito) e vencedor na categoria Cenografia (Beli Araújo e Cesar Augusto), está indicado ao Prêmio APTR nas categorias Atuação, Direção e Iluminação.

Rogério Corrêa – Roteirista pela Universidade Goldsmiths, em Londres, com seu trabalho de escritor e produtor, cria uma ponte entre o Brasil e o Reino Unido. Possui dois prêmios Player Playwrights e foi finalista duas vezes do Prêmio Brasil em Cena.

César Augusto - Integra a Cia dos Atores desde a sua formação como ator, diretor e, eventualmente, cenógrafo há 35 anos e mantém, há 15 anos, com seus parceiros, a Sede da Cia Dos Atores, onde atua como diretor artístico. Dirige o TEMPO_FESTIVAL há 10 anos.

Márcio Vito – Ator premiado no cinema, por filmes como No Meu Lugar, de Eduardo Valente, e 5X Favela, e com larga experiência na televisão. No teatro, atuou e coescreveu as peças Antes que tudo acabe, dirigida por Renato Rocha, e o que eu gostaria de dizer, com a companhia brasileira de teatro, sob direção de Marcio Abreu. Destacam-se ainda atuações na peça Incêndios, com Marieta Severo, dirigida por Aderbal Freire Filho, e em Two Roses for Richard III, coprodução da BufoMecânica com a Royal Shakespeare Company.

FICHA TÉCNICA

Direção Artística, Ambientação Cenográfica e Figurino: Cesar Augusto

Dramaturgia: Rogério Corrêa

Elenco: Márcio Vito

Assistente de direção: João Gofman

Desenho de Luz: Adriana Ortiz

Preparação Corporal: Andrea Maciel

Ambientação Cenográfica e Figurino: Beli Araújo

Direção Musical e Trilha Sonora: André Poyart

Produção: Malu Costa

DURAÇÃO: 60 min

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 anos

 

 

02 e 03/09, 20h30

Sala Martins Penna (TNCS)

O CÉU DA LÍNGUA

Gregório Duvivier (RJ)

Comédia poética que estreou em Lisboa no contexto das comemorações pelos 500 anos de nascimento de Luís de Camões e que, segundo o autor/ator fica “na esquina do poema com a piada”. Apontada pela crítica Suzana Verde, do jornal português Observador, como “uma ode à língua portuguesa e ao poder da palavra”, a peça ressalta a presença quase invisível da poesia no cotidiano. Apaixonado por poesia, Gregório Duvivier ressalta, com humor, as qualidades do objeto de seu encanto, provando que a poesia não tem nada de hermética e que tropeçamos nela diariamente. No espetáculo, um monólogo no qual tem a companhia da irmã Theodora Duvivier, nas projeções, e o músico Pedro Aune, na ambientação musical, Gregório comenta as reformas ortográficas, a ressurreição de palavras esquecidas, analisa outras inventadas e repetidas à exaustão (como “atravessamento” e “disruptivo”) e revela a poesia presente em expressões como “céu da boca” e “pisando em ovos”. Para o artista, foi a língua que nos pariu como povo e como humanidade.

GREGORIO DUVIVIER – Um dos mais conhecidos nomes do humor no Brasil, é ator, roteirista, escritor e poeta, com trajetória reconhecida no cinema, teatro e televisão brasileiros. Um dos fundadores do célebre canal Porta dos Fundos, do YouTube, é formado em Letras pela PUC – Rio de Janeiro. Apaixonado por poesia, lançou, em 2008, seu primeiro livro do gênero, A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora. Seguiram-se Ligue os pontos - Poemas de amor e Big Bang, Put Some Farofa, Tudo Que Faço Quando Não Sei O Que Fazer e Sonetos de amor e sacanagem. Em 2023, estreou na literatura infantil com João Pestana e com Em Busca do Famoso Peixarinho. Assinou coluna semanal na Folha de S. Paulo e manteve, de 2017 a 2024, o programa de sátira política Greg News, exibido pela HBO.

FICHA TÉCNICA

Interpretação e Texto: Gregorio Duvivier

Direção e Dramaturgia: Luciana Paes

Assistência de Direção e projeções: Theodora Duvivier

Direção Musical e Execução da Trilha: Pedro Aune

Cenografia: Dina Salem Levy

Figurino: Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente

Iluminação: Ana Luzia de Simoni

Técnico de Iluminação: Lelê Siqueira

Técnico de Som e Microfonista: Dugg Mont

Diretor de Palco: Reynaldo Thomaz

Visagismo: Vanessa Andrea

Produção Executiva: Lucas Lentini

Direção de Produção: Clarissa Rockenbach e Fernando Padilha

Produção: Pad Rok

DURAÇÃO: 85 min

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos

 

 

02 e 03/09, 19h

Sala Multiuso (Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul)

OVELHA DOLLY

Micheli Santini (DF)

Espetáculo que transforma a história da primeira mamífera clonada em uma comédia provocativa. A protagonista, uma Ovelha, é uma sub-subcelebridade, “Quase Artista” e uma “coach” às avessas – ácida e bufona – que compartilha sua trajetória única. Dolly narra suas vivências e reflexões sobre ser diferente em um mundo onde a conformidade é a norma. Indomesticável, a ovelha desafia seu destino como animal de sacrifício e questiona seu lugar nos rebanhos. À beira do abate final, no paredão de fuzilamento, Dolly enfrenta a morte rebelando-se, bufando, refletindo, insultando, exigindo o posicionamento dos presentes e convocando à desobediência.

MICHELI SANTINI - Atriz e pesquisadora cultural, formada pela Universidade de Brasília e com mais de 20 anos de experiência, é integrante e fundadora do Teatro do Concreto, com o qual desenvolve pesquisas sobre processos colaborativos, performance e atuação no espaço urbano. Integrou o CPT - Centro de Pesquisa Teatral do Sesc SP, participou de trabalhos no audiovisual, conquistou prêmios de atuação e desenvolve pesquisas e cursos na área de palhaçaria e atuação.

FERNANDO DE CARVALHO - Dramaturgo, diretor e bufão de teatro, realizou mais de 20 obras teatrais encenadas em São Paulo, Brasília, Salvador, Manaus, Rio de Janeiro, Lisboa e Cabo Verde. É integrante fundador do Grupo Liquidificador e dirigiu, juntamente com Zé Celso, a peça “FAUSTO”, no Sesc Pinheiros/SP (2022), com quem também traduziu o texto “Heliogábalo”, de Antonin Artaud, publicado pela editora n-1.

FICHA TÉCNICA

Direção e Texto: Fernando de Carvalho.

Atuação: Micheli Santini

Direção de Movimento: Gisele Rodrigues

Figurino e Maquiagem: Yasmin Daltrozo

Consultoria de Cenário e Figurino: Marley Oliveira

Trilha Sonora Original: Ricardo de Alcântara

Vídeos: Lux Delfino

Iluminação: Higor Filipe

Direção técnica: Daniel Lacourt

DURAÇÃO: 50 minutos

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 anos

 

 

05 e 06/09, 20h30

Sala Martins Penna (TNCS)

A FORÇA DA ÁGUA

Pavilhão da Magnólia (CE)

Até quando aceitaremos o discurso da seca como fatalidade? Com dramaturgia e direção de Henrique Fontes, a peça traça o caminho historiográfico da seca no Ceará. Desde as promessas feitas por Dom Pedro, passando pelo genocídio nos campos de concentração e no Caldeirão até o tempo presente quando descobrimos que a água não é um direito constitucional. Na linha do teatro documental e de forma bem-humorada, trata de fatos apagados da história do Brasil em torno da indústria da seca. Os relatos e documentos denunciam aquilo que nos impede de ter acesso à água potável e de qualidade. Até quando? Quando deixaremos nossas águas transbordarem?

PAVILHÃO DA MAGNÓLIA - Com 20 anos de trajetória, o grupo investe em diversificados caminhos de criação, em diálogo com diferentes criadores da cena e uma atenção a experimentações de linguagens que ampliem os limites do que se compreende como teatro para adultos e para as infâncias. Seu repertório inclui 18 espetáculos, apresentados em mais de 80 cidades e participação em importantes festivais e mostras de teatro e arte do país.

FICHA TÉCNICA

Elenco: Denise Costa, Eliel Carvalho, Jota Junior Santos, Nelson Albuquerque e Silvianne Lima

Dramaturgia e Direção: Henrique Fontes

Pesquisadora-colaboradora: Cydney Sergman

Direção de Movimento: Ana Claudia Viana

Oficina Rasaboxes: Julia Sarmento

Desenho de Luz: Wallace Rios

Operação de Luz: Jão Rios

Cenografia: Rodrigo Frota

Adereços: Beeethoven Cavalcante

Figurino: Ruth Aragão

Sonoplastia: Ayrton Pessoa Bob e Eliel Carvalho

Preparação Vocal: Thiago Nunes

Ilustrações: Raisa Christina

Designer Gráfico: Carol Veras

Fotos: Luiz Alves // Sérgio Lima

Foto Projetada e Edição de Vídeo (Deepfake): Allan Diniz

Produção Executiva: Som e Fúria Produções

Coordenação de Produção: Jota Jr. Santos e Silvianne Lima

DURAÇÃO: 70 min

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS

 

 

05 e 06/09, 20h

Espaço Multicultural Casa dos Quatro

UM LAPSO DE OURO E VINHO

Os Áuspices – James Fensterseifer (DF)

Primeira encenação de um dos textos mitopoéticos do diretor e dramaturgo, James Fensterseifer, autor de O labirinto sem fio de Dédalo (2021), Mitos menosprezados Vol. 1 (2022) e Mitos menosprezados Vol. 2 (2023), que trazem à tona histórias mitológicas pouco conhecidas. Nas florestas da Arcádia, o sátiro Sileno, tutor de Dioniso, se recolhe para descansar e é capturado por soldados que o levam até o Rei Midas. Ao não responder a um questionamento de Midas, o sátiro é encarcerado. Mas Dioniso sente falta do tutor e cancela qualquer festa até que encontrem seu amigo. Na prisão, Sileno é reconhecido pelo carcereiro que o salva revelando ao Rei Midas a proximidade do sátiro com o deus Dioniso. Interessado numa recompensa, Midas devolve o sátiro ao deus do vinho que lhe concede um desejo. Midas escolhe o dom de transformar em ouro tudo que toque. Com a volta de Sileno, os festejos recomeçam na Arcádia.

JAMES FENSTERSEIFER - Iluminador, diretor teatral e dramaturgo. De 2000 a 2020, foi diretor e dramaturgo da Cia. Brasilienses de Teatro, transmutando clássicos para os palcos, como: O barão nas árvores, O cavaleiro inexistente O visconde partido ao meio, de Ítalo Calvino; Uma criatura dócil, de Fiódor Dostoiévski; A hora da estrela, de Clarice Lispector; Macbeth, Otelo e Conto de inverno, de Shakespeare; Medeia, a neta do sol, de Eurípides, entre outros. A partir de 2022, passa a dirigir óperas com a Cia. de Cantores Líricos de Brasília, nas montagens de Carmem (2022), de Bizet, e Fosca (2023), de Carlos Gomes. Ainda em 2022, publica o livro Cia. Brasilienses de Teatro 20 anos – um histórico memorável

FICHA TÉCNICA:

Texto e encenação (direção, iluminação, figurino, maquiagem e cenografia): James Fensterseifer

Elenco: Bárbara Lima, Daniel Landim, Denis Camargo, Hugo Leonardo e Iury Persan

Arranjo musical: Daniel Landim

Fotografias: Adla Marques

Produção: Os Áuspices

DURAÇÃO: 60 minutos

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos

 

 

05 e 06/09, 20h30

Teatro Galpão Hugo Rodas (Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul)

A BAILARINA FANTASMA

Plataforma - Estúdio de Produção Cultural (SP)

Peça-instalação criada a partir da icônica e polêmica escultura A Bailarina de 14 Anos, do pintor e escultor francês Edgar Degas (1834-1917), em fricção com os relatos autobiográficos da bailarina brasileira Verônica Santos. Com encenação e instalação cênica de Wagner Antônio e dramaturgia de Dione Carlos, o espetáculo revela um corpo fraturado por violências físicas e simbólicas e também por tentativas de apagamento da visibilidade de uma bailarina clássica negra. A montagem propõe uma espacialidade imersiva e tece uma articulação simbólica e material entre bronze, cera e carne. Expondo os abismos entre imagem e história, a performer e a dramaturga ritualizam de forma íntima, diante do público, um plano de vingança subjetivo e poético contra o colonialismo.

Vencedor do XII Prêmio Estadual Denilto Gomes de Dança 2024 (Cooperativa Paulista de Dança) na categoria “Melhor Espetáculo de Dança de 2024”.

Plataforma – Estúdio de Produção Cultural - Tem como propósito a criação, produção e difusão de projetos de diversidade e libertação sociocultural em suas dimensões artísticas, simbólicas e cidadãs. Também realiza cursos, curadorias e orienta produções e artistas para o desenvolvimento de projetos em dança e teatro. Verônica Santos é bailarina, intérprete, coreógrafa e arte-educadora. Seus trabalhos consistem em uma ampla pesquisa e discussão sobre o corpo negro feminino.

Idealização: Fernando Gimenes, Plataforma – Estúdio de Produção Cultural

Encenação e instalação cênica: Wagner Antônio

Atuação: Verônica Santos

Dramaturgia: Dione Carlos

Pianista: Natália Nery

Voz em off: Dione Carlos

Diretora Assistente: Isabel Wolfenson

Mediação Artística-Psicanalítica: Rafael Costa

Pianista e compositora: Natália Nery

Equipe técnica performativa: Laysla Loyse, Lucas JP Santos, Guilherme Zomer

Coordenação técnica: Laysla Loyse

Desenho de som: Guilherme Zomer

Direção de Produção: Fernando Gimenes

Assistente de produção: Bruno Ribeiro

Fotografias: Helton Nóbrega, Noelia Nájera

Social Media: Jorge Ferreira

DURAÇÃO: 75 minutos

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 anos

 

 

06 e 07/09, 19h

Sala Multiuso (Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul)

MES HORIZONS | A COLUNA QUEBRADA | CHENN

Cie Demka, Le Coin de La Danse e Compagnie Chriki'z (Guiana/França)

O Centro Nacional de Desenvolvimento Coreográfico (CDCN) Touka Danses, da Guiana Francesa, traz ao Brasil, no âmbito da Temporada França-Brasil 2025, três coreografias de artistas apoiados pela instituição, apresentadas em sequência em um único programa. O Touka Danses é a primeira entidade ultramarina vinculada à rede nacional francesa de CDCN’s.

As coreografias, por ordem de apresentação, são as seguintes:

MES HORIZONS – Primeiro trabalho da Cie Demka. A coreógrafa e intérprete Gladys Demba decidiu refletir sobre sua própria identidade para falar da identidade de seu país. A obra parte das diferentes paisagens da Guiana para questionar: o que sou eu como guianense? Como me posiciono na sociedade em relação à forte cultura que a Guiana possui? O que moldou a dança que me caracteriza hoje?

CIE DEMKA - Fundada em 2018 por Gladys Demba, é uma companhia de dança contemporânea que busca ser eclética. Este nome remete à identidade da criadora e à sua cultura através do simbolismo do KA, um tambor tradicional da Guiana Francesa, que permanece como fonte de poder rítmico e possui uma forma de espiritualidade na conexão entre o corpo e a intensidade do som.

Intérprete dançarina: Shaona Legrande

Técnico de luz e sonoplastia: Sam Moffat

Direção artística e coreografia: Gladys Demba

DURAÇÃO: 15 min

 

A COLUNA QUEBRADA – Título de uma das pinturas criadas por Frida Kahlo em 1944 e que integra o espetáculo Frida Danse, criado pela coreógrafa Jussandra Sobreira. Aqui, ela permanece apegada ao seu corpo dolorido, que a aprisionou por muito tempo. Ela supera a vida apesar de reconhecer sua fragilidade. A coluna se rompe em uma explosão final de brilho artístico. Vibrante, porém solitária, ela testemunha a força do corpo e da mente.

LE COIN DE LA DANSE – Criada por Jussandra Sobreira, bailarina e coreógrafa brasileira radicada há mais de uma década na Guiana Francesa. Jussandra participa de projetos como "Opérapprentis" da Opera de Paris. Ela também criou peças como "Frida Danse" em 2018, "La valse de Camille" em 2022 e "Les amants" em 2023, inspirando-se nos artistas visuais Frida Kahlo, Camille Claudel e René Magritte.

Direção, coreografia e interpretação: Jussandra Sobreira

DURAÇÃO: 10 min

 

CHENN - Chenn (ou corrente), um laço que tanto une como confina. Há a sombra de um passado colonial, que questiona esta geração sobre como construir sua identidade dentro de uma história que não é tão distante, mas que, para alguns, parece distante da sua. Os dançarinos, num espaço definido por bolas brancas, veem sua dança assumir histórias do passado, do presente, desejos de liberdade e de quebrar barreiras. As bolas se tornam objetos de raiva e chaves para o apaziguamento. Chenn é ambivalência.

COMPAGNIE CHRIKI'Z - Fundada em 2011, na cidade de La Rochelle/França, a companhia realiza um trabalho criativo contemporâneo que explora os gestos do hip-hop. Os coreógrafos e diretores Amine Boussa e Jeanne Azoulay desenvolvem uma linguagem que mescla a tradição dos gestos do hip-hop com movimentos contemporâneos. No palco, os performers personificam um equilíbrio entre controle e desapego, brincando com os códigos do break dance, hip-hop e krump.

Intérpretes dançarinos: Yoghan “Hope” Tacita e Francis “Madak” Saint-Albin

Assistência de coreografia: Laurent Pareti

Direção artística e coreografia: Amine Boussa

DURAÇÃO: 30 min

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos

 

 

07/09, 17h

Sala Martins Penna (TNCS)

OGROLETO

Pavilhão da Magnólia (CE)

Uma criança descobre que não é igual às outras e tem que aprender a aceitar e a lidar com essa diferença, com a dificuldade de adaptação, o sentimento de inadequação e a frustração que envolvem esta descoberta. Ser aceito pelos demais parece não ser fácil. Nessa árdua tarefa, ele conta com a ajuda da sua mãe. A peça da autora canadense Suzanne Lebeau trata de temas presentes na infância, como medos, dúvidas e diferenças. Com mais de 35 anos de experiência de escrita para crianças, a atriz e escritora Suzanne tornou-se uma das vozes mais importantes da arte dramática para o público jovem no mundo, tendo recebido as principais honrarias do universo da cultura no Canadá. Em mais de 25 obras originais para teatro, muitas delas traduzidas para diversos idiomas, ela tem sido capaz de empurrar os limites do que se pode dizer às crianças.

PAVILHÃO DA MAGNÓLIA - Com 20 anos de trajetória, o grupo investe em diversificados caminhos de criação, em diálogo com diferentes criadores da cena e uma atenção a experimentações de linguagens que ampliem os limites do que se compreende como teatro para adultos e para as infâncias. Seu repertório inclui 18 espetáculos, apresentados em mais de 80 cidades e participação em importantes festivais e mostras de teatro e arte do país.

FICHA TÉCNICA

Texto: Suzanne Lebeau

Tradução: Jorge Bastos

Direção: Miguel Vellinho

Elenco: Nelson Albuquerque e Silvianne Lima

Músico: Eliel Carvalho

Sonoplastia: Airton Bob Pessoa

Figurinos: Yuri Yamamoto

Caracterização: MR Retrô

Iluminação: Wallace Rios

Cenografia: Carlos Alberto Nunes

Produção: Som e Fúria Produções

Parceria: TIC, PRODECOM, Grupo Expressões Humanas, Cia Prisma de Artes e Grupo Bagaceira

DURAÇÃO: 60 min

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: A PARTIR DE 7 ANOS

 

CELEBRAÇÃO 30 ANOS DO CENA

 

04/09, 19h-22h, entrada franca

Teatro Galpão Hugo Rodas (Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul)

COM ORQUESTRA ALADA TROVÃO DA MATA - Grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (DF)

Uma enfeitada procissão que utiliza a linguagem cênica (dança, teatro, batuque, canto) para levar ao público o universo fantástico das sagradas figuras do Mito do Calango Voador (misteriosamente escrito por Tico Magalhaes), brincado e manifestado pelo Grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro. Com uma batida singular, o Samba Pisado, a Orquestra Alada encarna a velha tradição dos cortejos de rua, para trazer ao mundo as fabulosas figuras de nosso encantado cerrado.

A Orquestra Alada Trovão da Mata surgiu em 2013 para celebrar a sagrada figura do Calango Voador e outras histórias do Cerrado. Exalta os símbolos marcantes da cidade e das matas, povoando o imaginário popular com figuras fantásticas. Formada por mais de 70 brincantes, entre batuqueiros e figureiros, a Orquestra abre caminhos para a alegria e para o encantamento, tocando tambores, almas e corações. 

TICO MAGALHÃES – Nascido em Recife, tem como formação o Teatro Popular e a Música Tradicional. Com mestras e mestres da Cultura Popular, aprendeu a tocar, atuar e contar histórias. Escreveu o Mito do Calango Voador, depois de visitar a Chapada dos Veadeiros em Goiás. Em 2004, já radicado em Brasília, criou o Grupo Seu Estrelo, com o qual desenvolveu o ritmo musical Samba Pisado, além de conceber o Teatro de Terreiro. Em 2014, fundou o Centro Tradicional de Invenção Cultural, uma escola onde transmite seu aprendizado.

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: Livre

 

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CENA CONTEMPORÂNEA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA

Direção geral: Guilherme Reis

Coordenação administrativo-financeira: Michele Milani

Direção de produção: Gui Angelim e Nathalie Amaral

Curadoria: Guilherme Reis

Colaboração curadoria: Daniele Sampaio, Alaôr Rosa e Débora Staiff

Assistência da direção geral: Carmem Moretzsohn

Coordenação Atividades Formativas: Kenia Dias, Julia Guimarães e Valmir Santos

Coordenação de produção (TNCS): Nathalie Amaral

Coordenação de logística: Clara Nugoli

Coordenação de produção (E.C. Renato Russo): Nalva Sysnandes

Coordenação de produção (Caixa Cultural): Alaor Rosa

Produção: Paty Del Rey, Kika de Moraes, Rose Nugoli, Dani Vasconcelos, Gustavo Haeser

Assistente de produção: Luiza Nugoli, Anna Ju, Camyla Bastos

Acessibilidade: William

Coordenação de comunicação: Carmem Moretzsohn

Gestão de publicidade: Michele Milani

Assessoria de imprensa: Objeto Sim Projetos Culturais

Gestão de redes sociais: Um Nome – Agência Criativa: Guilherme Tavares, Amanda Bittar, Bianca Lima, Lucas Damascena, Dorival Júnior e Pedro Godoy

Coordenação técnica geral: Marcelo Augusto

Coordenação técnica do E.C. Renato Russo: Rodrigo Lelis

Técnicos de Luz: Aroldo Lopes, Brisa Light, Damião dos Santos, Francinaldo Jacaúna, Gabriel Martins, Giovani dos Santos, Lemar Rezende, Manu Maia, Mari Marras, Michel Araújo, Rodrigo Lélis, Shirley Araújo e Zé Raimundo

Técnicos de Som: Tom Serralvo, João F., Max Paulo Lima, Leo Lima (Roadie)

 

Apresentado por PETROBRAS

Realização: Ministério da Cultura, Governo Federal União e Reconstrução

Apoio cultural: CAIXA

 

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SERVIÇO

Data: 26 de agosto a 07 de setembro de 2025

Locais: Sala Martins Penna (Teatro Nacional Cláudio Santoro), Espaço Cultural Renato Russo, Teatro da CAIXA Cultural, Espaço Multicultural Casa dos Quatro, Espaço Cultural Venâncio e Teatro Sesc Ary Barroso 504 Sul

Horários: ver programação

Ingressos: de R$ 15,00 até R$ 100,00, disponíveis para venda a partir do dia 15/08 através do site


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