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Ian Coury, músico de Brasília, se une a Igor Souza em novo álbum

  • há 55 minutos
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Chega às plataformas nesta sexta-feira, dia 28, o álbum “Novos Caminhos”, primeiro da parceria de Igor Souza (violão 7 cordas) e Ian Coury (bandolim 10 cordas), dois dos principais representantes da nova geração da música instrumental brasileira.

 

Todos os temas são de autoria de Igor e Ian, à exceção de “Tá Escrito” (Xande de Pilares / Gilson Bernini e Carlinhos Madureira), única faixa cantada do projeto instrumental, que contou com as participações de Xande de Pilares nos vocais e Pretinho da Serrinha na percussão. O álbum, que chega às plataformas via Biscoito Fino, explora o diálogo entre o bandolim de 10 cordas e o violão de 7 cordas, transitando entre tradição, improvisação e liberdade criativa.

 

A sintonia entre os dois músicos se deu logo no primeiro encontro, em 2024, como conta Igor Souza: “Tinha ido à Brasília gravar um programa quando vi nas redes sociais que o Ian, que já fazia mestrado na Berklee, em Boston, estava de férias na cidade. Eu já acompanhava o trabalho do Ian e decidi mandar uma mensagem para ele. Eu só tinha uma tarde livre antes de voltar para o Rio, então combinamos de nos encontrar: desde o primeiro segundo, começamos a tocar sem parar. Foi uma conexão imediata entre duas pessoas que não se conheciam pessoalmente. Na ocasião, o meu produtor, Pedro Coda, gravou vários vídeos e eles ganharam milhares de views e reproduções nas plataformas, nas redes sociais. Ali decidimos construir um trabalho juntos”.

 

Neste primeiro álbum, Ian e Igor propõem novos olhares para o choro e para o samba, sem perder a essência dos gêneros.  Sobre a escolha do repertório, Ian Coury detalha: “A gente queria fazer um álbum com o máximo possível de músicas autorais, justamente para mostrar o nosso trabalho, a nossa visão. Acabamos escolhendo músicas que nos permitissem desenvolver uma sonoridade própria. O nosso produtor, Daniel Santiago, foi nos ajudando a fazer um filtro das coisas que a gente já tinha e assim fomos criando os arranjos, em conjunto. Queríamos também fazer uma releitura com um grande artista para fechar o álbum com chave de ouro: acabamos conseguindo fazer essa gravação com o Xande de Pilares e o Pretinho da Serrinha, que ficou ainda melhor do que a gente imaginou”.

 

Sobre Igor Souza e Ian Coury

 

Igor Souza tem 25 anos e é violonista de 7 cordas, arranjador, produtor musical e professor. Mestre em Ensino de Práticas Musicais pela UNIRIO, atualmente doutorando em Música, Igor vem se destacando como um dos jovens nomes mais atuantes da cena brasileira. Já dividiu trabalhos e palcos com artistas como Esperanza Spalding, Caetano Veloso e Xande de Pilares, além de desenvolver uma trajetória marcante no samba e no carnaval carioca.

 

A primeira referência musical de Igor Souza foi o seu professor, Afonso Mendes, que lhe apresentou o violão de sete cordas quando ele tinha nove anos, e o colocou para tocar nas serestas que fazia, no Rio de Janeiro. “Fui descobrindo outras influências ao longo do caminho. Acho que a minha inspiração no violão de sete cordas foi o Carlinhos Sete Cordas. Claro que Raphael Rabello e Dino Sete Cordas estão num plano mágico desse instrumento maravilhoso, também! Dori Caymmi, para mim, é um ídolo. Filó Machado, Djavan, Rosa Passos, Gal Costa, Romero Lubambo, muita gente boa. E hoje eu ouço músicos internacionais, como George Benson, Pat Metheny, Keith Jarrett. Dois artistas que sempre fizeram parte da minha formação e que ninguém saberia, eu vou contar agora: Elton John e Bee Gees!”

Aos 24 anos, Ian Coury possui trajetória internacional consolidada, com apresentações no Brasil, Panamá e Estados Unidos, ao lado de nomes como Paquito D'Rivera, Hamilton de Holanda e Toninho Horta. É formado em Contemporary Writing and Production e mestre em Performance Contemporânea pelo Berklee Global Jazz Institute, da Berklee College of Music.

 

Ian cresceu tocando choro, em Brasília, sob inspiração dos mestres Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazaré, além de Hamilton de Holanda e do baiano Armandinho Macedo, que foi quem o fez escolher o bandolim como instrumento. Gilberto Gil, Milton Nascimento, Chico Buarque, Djavan, Tom Jobim, Chico Science, Legião Urbana, Cássia Eller, Wayne Shorter, Joe Coltrane, Danilo Pérez e Thelonious Monk estão entre as muitas influências musicais do eclético bandolinista. “Para mim, quando a música é boa, independe do gênero. Se é bem-feita, se emociona, tá valendo”. 


Repertório - “Novos Caminhos1- GABA (IAN COURY)2- SERTÃO DO CORAÇÃO (IAN COURY)

3- MEXIDINHO (IAN COURY)

4- BAIÃO CANSADO (IGOR SOUZA)

5- PRO TRIO (IAN COURY)

6- CHORO SINCOPÁTICO (IAN COURY)

7- VIVENDO E APRENDENDO (IAN COURY)


8- TÁ ESCRITO (XANDE DE PILARES / GILSON BERNINI / CARLINHOS MADUREIRA)Feat. XANDE DE PILARES e PRETINHO DA SERRINHA


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