top of page

Início do ano exige cuidados contra golpes em boletos de impostos e taxas

O início do ano concentra uma série de despesas obrigatórias para os brasileiros, como IPVA, IPTU, mensalidades escolares e outros tributos, cenário que tem sido amplamente explorado por criminosos para a aplicação de golpes envolvendo boletos falsos. A combinação entre a pressa para evitar o pagamento de juros, a busca por descontos e o uso de sites suspeitos faz aumentar o número de vítimas em todo o país.

Esses golpes costumam ter início a partir de pesquisas simples na internet, como “pagar boleto do IPVA” ou “segunda via do IPTU”. Nos resultados de busca, aparecem páginas fraudulentas que reproduzem fielmente os sites oficiais de órgãos públicos, prefeituras, secretarias da Fazenda e instituições privadas, induzindo quem faz a pesquisa ao erro.

A advogada criminalista Isadora Costa explica que ao preencher dados pessoais nestes sites é gerado um boleto aparentemente legítimo, mas com código de barras que direciona o pagamento para contas controladas por golpistas. “Em geral são links enviados por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens, alertando sobre supostos atrasos, cobranças urgentes ou descontos por pagamento antecipado. É preciso ter bastante atenção para não clicar nestes links para evitar cair em golpes”, alerta.

Isadora Costa diz que a falsa cobrança de impostos, como o IPVA e o IPTU,  está entre os golpes mais recorrentes por serem tributos que são pagos no começo do ano. “Os bandidos também disponibilizam boletos de cobrança falsos das mensalidades escolares, que costumam ser quitadas no período de rematrícula. Também é preciso observar ao baixar pela internet boletos de taxas de condomínio e outras cobranças periódicas, já que elas também estão no radar dos criminosos”, orienta.

A advogada acrescenta que apesar da aparência oficial, os boletos falsos costumam apresentar alguns sinais de irregularidade, como endereços eletrônicos estranhos, erros de escrita e a ausência do domínios como o “.gov.br” ou de outros órgãos públicos. “Uma recomendação ao emitir um boleto pela internet é observar qual banco está vinculado o boleto, pois geralmente os golpistas usam contas de bancos diferentes das utilizados habitualmente pelas instituições públicas. E muitas vítimas só percebem o golpe após o pagamento, quando descobrem que a dívida continua em aberto”, pontua.

Isadora Costa lembra que a melhor forma para evitar prejuízos é sempre baixar boletos de cobrança de impostos e outras cobranças em canais oficiais. “Digitar o endereço oficial diretamente no navegador ou nos aplicativos oficiais de governos e instituições bancárias é fundamental, sempre conferindo antes de confirmar o pagamento o nome do beneficiário do boleto. Essa informação é exibida pelo aplicativo bancário e se ficar na dúvida, a orientação é não efetuar o pagamento”, completa.


Comentários


© 2025 por Rodac Comunicação Criativa

bottom of page