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Janeiro Roxo reforça alerta para hanseníase e diagnóstico precoce no DF

A campanha do Janeiro Roxo, dedicada à conscientização sobre a hanseníase, reacende o alerta para uma doença infecciosa crônica que ainda desafia a saúde pública no Brasil e exige diagnóstico precoce para evitar sequelas. No mundo, 172.717 novos casos foram notificados em 2024, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o cenário segue de alta carga: foram detectados 22.773 casos novos em 2023, ou seja, uma taxa de detecção de 10,68 por 100 mil habitantes, patamar classificado como alto pelos parâmetros oficiais.


A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e atinge principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo também comprometer olhos e vias aéreas superiores, com destaque para o nariz, explica a dermatologista Dra. Lúcia Helena Sampaio de Miranda, do Hospital Santa Lúcia. “No meu dia a dia como dermatologista, observo que ela acomete principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo também atingir os olhos e as vias aéreas superiores”, afirma.


A doença ainda é considerada um problema relevante no Brasil porque muitos casos continuam sendo identificados tardiamente, mantendo a cadeia de transmissão e aumentando o risco de incapacidades físicas evitáveis. “Isso mantém a cadeia de transmissão e aumenta o risco de sequelas físicas evitáveis, o que reforça a importância da vigilância, da informação e do diagnóstico precoce”, diz a médica.


No Distrito Federal, os dados epidemiológicos também reforçam a necessidade de atenção contínua. Entre 2020 e 2024, foram notificados 1.018 casos de hanseníase no DF; sendo 72,2% (735) classificados como casos novos. Em 2024, foram registrados 113 casos novos, com taxa de detecção de 3,53 por 100 mil habitantes, parâmetro de média endemicidade, segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES/DF).


Atenção para os sintomas!


Um dos principais desafios é reconhecer cedo os sinais que muitas vezes não causam dor e, por isso, são ignorados. A orientação é observar manchas na pele que não coçam e não doem, mas apresentam alteração de sensibilidade, além de dormência, formigamento, perda de força em mãos ou pés, “caroços” e feridas que demoram a cicatrizar. “Esses sinais nunca devem ser ignorados. A perda de sensibilidade é um dos achados mais característicos e costuma indicar comprometimento dos nervos. De forma simples: a pessoa pode deixar de perceber toque, dor ou temperatura em áreas do corpo, o que eleva o risco de lesões e complicações. “A diminuição ou perda da sensibilidade ao toque, à dor ou à temperatura é um dos sinais mais característicos da hanseníase”, afirma.


Sobre a transmissão, a dermatologista do Hospital Santa Lúcia destaca que o contágio ocorre principalmente pelas vias respiratórias, em situações de contato próximo e prolongado com pessoas não tratadas — e o maior risco costuma estar no convívio domiciliar quando o diagnóstico ainda não foi feito. Ela também chama atenção para um ponto que reduz medo e estigma: após iniciar corretamente o tratamento, o paciente tende a deixar de transmitir a doença. “Após o início do tratamento adequado, o paciente deixa de transmitir a doença rapidamente. Ele pode manter sua vida social, familiar e profissional normalmente em poucos dias”, diz.


A médica também combate um mito frequente: a hanseníase não é transmitida por objetos. “O simples compartilhamento de roupas, toalhas, lençóis, talheres ou outros fômites não justifica tratamento medicamentoso nem caracteriza contato de risco”, explica. Em geral, higiene habitual com água e sabão é suficiente; não há necessidade de descartar roupas ou utensílios.


Quando há um caso confirmado, a atenção se volta aos contactantes de risco — especialmente pessoas que vivem no mesmo domicílio ou mantêm convivência íntima e prolongada antes do início do tratamento. “A conduta inclui avaliação dermatológica completa, orientação e vigilância clínica, e, quando indicada, vacinação com BCG conforme presença de cicatriz vacinal. Em situações elegíveis, pode ser considerada a quimioprofilaxia pós-exposição (PEP) com dose única de rifampicina, de acordo com critérios clínicos e normativos”, afirma Dra. Lúcia. 


O diagnóstico, na prática dermatológica, é principalmente clínico: avaliação das lesões, testes de sensibilidade e exame de nervos periféricos. Em alguns casos, podem ser solicitados exames complementares, como baciloscopia ou biópsia de pele, para apoiar a definição do caso.


Já o tratamento dura, em geral, de seis a doze meses, conforme a forma clínica, e é altamente eficaz quando seguido corretamente, levando à cura completa. Quanto mais cedo identifica a doença, maiores as chances de evitar lesões irreversíveis, deformidades e incapacidades permanentes na pele do paciente.


No Hospital Santa Lúcia, a Dermatologia atua com atendimento especializado para casos suspeitos e confirmados, com foco em diagnóstico preciso. “Oferecemos atendimento especializado, acompanhamento contínuo e uma abordagem multidisciplinar quando necessário, sempre com foco em cuidado humanizado e segurança ao paciente”, explica a dermatologista.


Para quem ainda sente medo ou vergonha de procurar ajuda, a mensagem da campanha é direta: hanseníase tem cura, e o preconceito é um fator que atrasa o cuidado e aumenta o risco de sequelas. “Procurar ajuda médica especializada é um passo fundamental de cuidado consigo mesmo e com quem está ao seu redor”, conclui Dra. Lúcia Miranda.



SERVIÇO GRUPO SANTA (UNIDADES DISTRITO FEDERAL): 


HOSPITAL SANTA LÚCIA SUL

Endereço: SHLS Quadra 716 Conjunto C, Setor Hospitalar Sul – Brasília/DF 

Telefone: (61) 3445-0000


HOSPITAL SANTA LÚCIA NORTE

Endereço: SHLN Quadra 516 Conjunto G, Lote 7, Asa Norte – Brasília/DF 

Telefone: (61) 3448-9100


HOSPITAL SANTA LÚCIA GAMA

Endereço: Qd 16, Área Especial 16, Lado Oeste, Setor Central – Gama/DF 

Telefone: (61) 3203-9400


UNIDADE AVANÇADA SANTA LÚCIA TAGUATINGA

Endereço: QS 05, Lote 22, Avenida Areal – Taguatinga/DF  

Telefone: (61) 3013-9800

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