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Ken Loach participa de mesa redonda do Festival de Brasília

  • 15 de dez. de 2020
  • 2 min de leitura

Muito além de prêmios, o filmes do diretor Ken Loach perseguem as histórias que revelam as contradições, injustiças e conflitos da sociedade

Cultuado como uma das principais vozes do chamado de cinema político contemporâneo, o britânico inglês Ken Loach prefere inverter essa classificação para uma compreensão de que “todo cinema é político”. Afinal, a sétima arte seria ferramenta de expressão e linguagem para enfrentar dilemas sociais do nosso tempo. Loach recebe a alcunha de pioneiro deste “gênero” muito mais pelo tom declaratório de suas obras, que tratam de questões trabalhistas (“Kes”, 1969; “Eu, Daniel Blake”, 2016) e revoluções (“Terra e Liberdade”, 1995; “Ventos da Liberdade”, 2006).

Para compreender mais profundamente o estilo e o pensamento do diretor duas vezes laureado com a Palma de Ouro, o 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro apresenta um debate ao vivo e on-line com Loach no canal do YouTube da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec), nesta quarta (16), às 11h.

Com participação do diretor artístico do festival, Silvio Tendler, e mediação da jornalista e documentarista Flávia Guerra, Ken Loach abordará o Cinema como Ferramenta Política. “Dentro deste viés do cinema político, ele e o (diretor) Costa-Gavras são os grandes”, aponta Tendler, ele próprio um diretor militante. “Trazê-lo para esta edição será um momento mágico. Ele traz uma visão de mundo e de cinema que só vai engrandecer o festival, que é conhecido justamente por seu forte tom político”, reconhece o diretor artístico.


Sobre Ken Loach

Muito além de prêmios, o filmes do diretor Ken Loach perseguem as histórias que revelam as contradições, injustiças e conflitos da sociedade. Sempre com um olhar humanista e politizado, Loach retrata os que são vistos como personagens secundários dos sistemas econômicos, políticos e sociais que encurralam os menos poderosos em estruturas excludentes, injustas e muitas vezes violentas. Em seus filmes, ainda que oprimidos, são figuras lutadoras, questionadoras e jamais passivas.

Tendo seu cinema social e político em perspectiva, Loach vai também conversar sobre seu método de criação e trabalho, além de debater a importância da arte e do cinema para o complexo mundo contemporâneo, em que a humanidade enfrenta, em meio a um cenário que já trazia a desconstrução de conquistas sociais essenciais em escala mundial, uma pandemia.

De “Pão e Rosas” (2000) a “Terra e Liberdade” (também premiado em Cannes, pelo júri ecumênico em 1995), passando pelo seu longa mais recente, “Você não Estava Aqui” (que integrou a competição de Cannes 2019), Loach marcou uma era no cinema contemporâneo ao trazer a consciência do cinema como gesto político.

Serviço: O Cinema como Ferramenta Política

Debate com o cineasta Ken Loach. Participação de Silvio Tendler. Mediação de Flávia Guerra.

Quarta (16/12), às 11h, no canal do YouTube da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal:

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