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Legado de Gilberto Bailão mantém viva tradição do colecionismo em Brasília

6 de out.
2 min de leitura

Uma moeda de prata recebida ainda na adolescência foi o ponto de partida para uma trajetória de quase três décadas dedicada ao colecionismo. Gilberto Bailão, fundador da Loja do Colecionador, em Brasília, transformou o interesse por moedas, cédulas e selos em profissão e se tornou referência no segmento. Ele morreu em maio deste ano. 

Hoje, o filho, Gilberto Cavalini, dá continuidade ao trabalho iniciado pelo pai e está à frente da loja, fundada em 1996, além de participar da organização do 19º Encontro Nacional de Colecionadores de Brasília, marcado para os dias 6 e 7 de novembro, no Hotel San Marco. 

Segundo Cavalini, o pai começou a colecionar depois de ganhar de um amigo uma moeda de prata. “Ele sempre enxergou o colecionismo de uma maneira muito maior do que simplesmente guardar objetos. Para ele, cada moeda, cada cédula ou selo carregava uma história”, afirma. 

A Loja do Colecionador que fica na Asa Norte surgiu quando Bailão percebeu que o volume de peças mantidas em casa já exigia um espaço próprio. A proposta, desde o início, era reunir tanto colecionadores experientes quanto pessoas que estavam começando no hobby. 

Ao longo de 30 anos, o local se tornou ponto de referência para colecionadores da capital. “Muita gente começou a colecionar depois de entrar na loja, conhecer uma moeda, uma cédula ou conversar com alguém que já estava nesse universo”, diz Cavalini. 

Atualmente, ele é responsável pela operação e pelas principais decisões da loja, mas afirma que a continuidade do negócio está diretamente ligada ao legado deixado pelo pai. 

“Existe uma equipe, existem clientes, parceiros e, principalmente, existe toda uma história construída pelo meu pai durante décadas. Tenho a responsabilidade de conduzir a Loja do Colecionador para o futuro sem perder aquilo que fez ela chegar até aqui”, explica. 

Cavalini cresceu acompanhando o pai em encontros e eventos ligados ao colecionismo e começou a se envolver profissionalmente com o segmento ainda jovem. “No começo, eu era mais um filho acompanhando o pai. Com o tempo, fui me envolvendo cada vez mais e entendendo que aquilo também poderia fazer parte da minha vida profissional”, relata. 

Entre os ensinamentos que permaneceram, ele destaca a relação com os colecionadores, a transparência nas negociações e a importância de incentivar novos públicos. “Meu pai sempre dizia que o futuro do colecionismo está nos jovens”, lembra. 

Para Cavalini, essa visão também orienta a organização dos encontros realizados em Brasília. “Quando organizamos um evento, não pensamos apenas em vender ou expor peças. Pensamos em criar um ambiente onde o colecionador possa encontrar outras pessoas, aprender, trocar informações e se apaixonar ainda mais por esse universo.” 

O 19º Encontro Nacional de Colecionadores de Brasília reunirá cerca de 70 expositores de diferentes regiões do país e terá entrada gratuita. 

Serviço

19º Encontro Nacional de Colecionadores de BrasíliaData: 6 e 7 de novembro de 2026 - Sexta-feira e sábadoLocal: Hotel San Marco – Setor Hoteleiro Sul – Brasília/DFEntrada: gratuitaExpositores: cerca de 70 participantes de diferentes regiões de dentro e fora do BrasilInformações: Gilberto Cavalini – (61) 99333-9413

 

Loja do ColecionadorEndereço: SRTVN Quadra 702, Bloco P, sobreloja 8, Edifício Brasília Rádio Center – Asa Norte – Brasília/DFHorário de funcionamento: segunda a quinta, das 10h às 18h; sexta, das 10h às 17h; sábado, das 9h às 13hContato: (61) 99333-9413 e @lojadocolecionadordfSite: Loja do Colecionador 


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