Leitura nas férias: como criar o hábito sem transformar o livro em obrigação
- Rodrigo Carvalho

- há 4 horas
- 2 min de leitura

As férias escolares representam uma oportunidade valiosa para estimular o hábito da leitura entre crianças e adolescentes, longe da pressão de provas, avaliações e listas obrigatórias. Quando apresentada de forma leve e alinhada aos interesses do aluno, a leitura pode se tornar uma aliada no desenvolvimento cognitivo, emocional e criativo. Segundo Ana Camila Oliveira, gerente de marketing, do Colégio Sigma, o período de descanso é ideal para aproximar os estudantes dos livros de maneira espontânea. “Nas férias, a leitura deve ser vista como prazer, não como tarefa. Quando o aluno escolhe o que ler, no seu tempo e do seu jeito, a relação com os livros se torna muito mais positiva”, explica.
De acordo com Ana Camila, respeitar a fase de desenvolvimento e os interesses de cada criança é fundamental para criar vínculo com a leitura. Para os menores, livros ilustrados, histórias curtas e narrativas repetitivas ajudam a despertar a curiosidade e a imaginação. Já para crianças em fase de alfabetização, textos com linguagem simples, personagens cativantes e temas do cotidiano facilitam o engajamento.
Para adolescentes, a recomendação é apostar em gêneros que dialoguem com seus interesses, como fantasia, aventura, mistério, ficção científica, biografias ou livros que abordem questões emocionais e sociais. “Não existe leitura ‘melhor’ ou ‘pior’. O importante é que o jovem leia algo que faça sentido para ele”, reforça.
Ambiente e exemplo fazem diferença
Outro ponto destacado por ela é a criação de um ambiente favorável à leitura. Ter livros acessíveis em casa, reservar momentos tranquilos do dia e demonstrar interesse pelas histórias contribuem para fortalecer o hábito. “O exemplo dos adultos é essencial. Quando a criança vê pais e responsáveis lendo, ela entende que a leitura faz parte da rotina”, afirma a educadora.
A escola também orienta que os responsáveis evitem cobranças excessivas ou comparações. “Transformar a leitura em obrigação pode gerar rejeição. O ideal é convidar, incentivar e celebrar pequenas conquistas, como terminar um livro ou comentar uma história”, destaca.
Leitura como aliada do desenvolvimento
Conforme Oliveira, a leitura vai além do desempenho escolar. “Ler amplia o vocabulário, estimula o pensamento crítico, desenvolve a empatia e fortalece a criatividade. Quando esse hábito é construído de forma positiva, ele acompanha o aluno por toda a vida”, conclui.










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