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Mercado global de pecuária de precisão deve atingir R$ 67 bilhões até 2030

  • há 18 minutos
  • 2 min de leitura

Produzir mais leite já não depende apenas de genética, alimentação e manejo. Sensores, automação e análise de dados passaram a desempenhar um papel cada vez mais importante na produtividade das fazendas brasileiras. Não é por acaso que dados indicam que o mercado global de pecuária de precisão deve alcançar US$ 12,12 bilhões até 2030 (cerca de R$ 67 bilhões/MarketsandMarkets).

"A fazenda está cada vez mais próxima do conceito de uma indústria conectada. Sensores acompanham a temperatura dos animais, sistemas monitoram equipamentos em tempo real, softwares antecipam falhas e etiquetas inteligentes organizam milhares de ativos espalhados pela propriedade”, avalia Marcos Stoppa, diretor da Reymaster Materiais Elétricos.

Essa transformação ficou evidente durante a 52ª Expoleite, em Arapoti (PR), onde soluções de infraestrutura elétrica e automação dividiram espaço com máquinas agrícolas e tecnologias para o campo.

"O produtor já entende que tecnologia não serve apenas para automatizar tarefas. Ela reduz falhas, facilita a manutenção, melhora a rastreabilidade e evita perdas que, no fim do mês, representam dinheiro. Foi exatamente essa mudança de visão que vimos durante a feira", afirma Marcus, promotor das marcas Brother e Telemecanique na Reymaster.

Segundo ele, um dos destaques foi o interesse pelas rotuladoras industriais Brother e pelas etiquetas laminadas utilizadas na identificação de painéis elétricos, máquinas e ativos industriais. Embora pareçam soluções simples, elas exercem papel importante na organização dos processos de manutenção.

"Quando um equipamento está corretamente identificado, a manutenção é mais rápida, os erros diminuem e toda a operação ganha eficiência. Em plantas industriais e cooperativas, isso significa menos tempo parado – que pode ter um alto custo para a operação – e mais produtividade”, explica.

A busca por eficiência também passa pelo monitoramento constante do ambiente onde os animais permanecem. Hoje, sensores conseguem acompanhar temperatura, ventilação, luminosidade e outras variáveis que influenciam diretamente o conforto térmico e, consequentemente, a produção de leite.

"Cada vez mais, o produtor percebe que pequenos desvios ambientais podem comprometer toda a produtividade do rebanho. A tecnologia permite enxergar esses fatores antes que eles se transformem em prejuízo, tornando as decisões muito mais rápidas e precisas", explica Rafael Martins de Oliveira, promotor de iluminação técnico de edificações da Reymaster.

Além do bem-estar animal, a digitalização conecta equipamentos, sistemas de manutenção, dispositivos de automação e plataformas de gestão em uma única operação. O resultado é uma propriedade que funciona cada vez mais como uma indústria, baseada em indicadores e dados em tempo real.

Essa mudança também altera o perfil dos profissionais envolvidos na cadeia leiteira. Durante a Expoleite, o público que buscou as soluções da empresa foi formado principalmente por engenheiros, equipes de manutenção, profissionais de Planejamento e Controle da Manutenção (PCM) e especialistas em tecnologia da informação, todos interessados em soluções para aumentar a confiabilidade operacional.

"Existe uma percepção de que inovação no campo significa apenas máquinas maiores ou equipamentos mais sofisticados. Dessa forma, boa parte dos ganhos acontece na infraestrutura que ninguém vê e, assim, uma identificação correta, um sensor instalado no lugar certo ou um sistema de automação bem projetado podem evitar horas de parada, reduzir custos de manutenção e aumentar significativamente a disponibilidade da operação. É esse tipo de tecnologia que está redefinindo a competitividade da pecuária leiteira”, conclui Stoppa.



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