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Mostra Todd Haynes entra em seus últimos dias no CCBB Brasília com sessões especiais e debate sobre cinema queer

  • há 2 horas
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 A Mostra Todd Haynes, em cartaz no CCBB Brasília, chega ao seu último fim de semana com uma programação que reúne algumas das obras mais marcantes do cineasta norte-americano Todd Haynes e um debate dedicado às reverberações de seu trabalho no cinema contemporâneo. Até domingo, 22 de março, o público ainda pode assistir gratuitamente a filmes fundamentais da filmografia do diretor e a títulos em diálogo com seu universo estético e político. A retirada dos ingressos é 1h antes do início de cada sessão ou atividade na bilheteria do CCBB Brasília. Veja a classificação indicativa na programação.

A programação de sexta-feira (20) começa às 17h com Vento seco, longa do diretor brasileiro Daniel Nolasco que se tornou uma referência recente do cinema queer nacional. Ambientado no interior de Goiás, o filme acompanha o cotidiano de um trabalhador de uma fábrica de fertilizantes cuja rotina é atravessada por desejos, encontros e tensões afetivas. Em seguida, às 19h, será exibido Velvet Goldmine, obra cult de Todd Haynes inspirada na cena glam rock dos anos 1970 e em figuras como David Bowie e Iggy Pop, combinando música, identidade e performance em uma narrativa fragmentada e provocadora.

No sábado (21), às 17h, a mostra promove o debate “O legado de Todd Haynes para os novíssimos cinemas queer”, reunindo o cineasta Mike Peixoto e a pesquisadora Marisa Arraes, com mediação da curadora Camila Macedo. A conversa propõe discutir como as experimentações formais e as abordagens políticas presentes na obra de Haynes continuam influenciando novas gerações de realizadores. A atividade contará com tradução em Libras. Logo após, às 19h, será exibido Mal do século, conhecido no Brasil como Mal do Século, filme estrelado por Julianne Moore que investiga as fragilidades da vida suburbana e as ansiedades ambientais e sociais dos anos 1990.

No domingo (22), a programação de encerramento começa às 16h com The Velvet Underground, documentário em que o diretor revisita a história da influente banda nova-iorquina The Velvet Underground, explorando sua relação com a arte de vanguarda e a contracultura dos anos 1960. Às 18h15, a mostra se despede com Não estou lá, ousada cinebiografia inspirada na trajetória de Bob Dylan, interpretado por diferentes atores — entre eles Cate Blanchett — em uma estrutura narrativa que fragmenta e reinventa a ideia de identidade artística.

SERVIÇO

Mostra Todd HaynesCuradoria: Carol Almeida e Camila MacedoProdução: Caprisciana ProduçõesData: até 22 de março (domingo)

Local: CCBB BrasíliaEndereço: Asa Sul Trecho 2 – Asa Sul, Brasília – DFTel: (61) 3108-7600Website: https://ccbb.com.br/brasilia/Instagram: @ccbbbrasilia

Ingressos: Entrada gratuita. Retirada 1h antes do início de cada sessão ou atividade, presencialmente, na bilheteria do CCBB Brasília.Classificação: Ver programaçãoHorários: Ver programação.

 

PROGRAMAÇÃO:

20 de março 2026 (sexta-feira)17h00 - Vento seco (Vento seco, Daniel Nolasco, 2020, 110 minutos, BRA, digital) - 18 anos19h00 - Velvet Goldmine (Velvet Goldmine, Todd Haynes, 1998, 123 minutos, GBR / EUA, digital) - 18 anos

21 de março 2026 (sábado)17h00 - Debate 2: O legado de Todd Haynes para os novíssimos cinemas queer, com Mike Peixoto, Marisa Arraes e mediação de Camila Macedo (com LIBRAS) - 16 anos19h00 - Mal do século (Safe, Todd Haynes, 1995, 119 minutos, EUA / GBR, digital) - 14 anos

22 de março 2026 (domingo)16h00 - The Velvet Underground (The Velvet Underground, Todd Haynes, 2021, 121 minutos, EUA, digital) - 16 anos18h15 - Não estou lá (I'm not there, Todd Haynes, 2007, 135 minutos, EUA / ALE, digital) - 12 anos

FILMES:



Vento seco


Vento seco, Daniel Nolasco, 2020, 110 minutos, BRA


Sinopse: No mês de julho, o vento seco e a baixa umidade do ar ressecam a pele dos moradores de uma pequena cidade no interior de Goiás. Sandro divide seus dias entre o clube da cidade, o trabalho, o futebol com amigos e as festas locais. Ele tem um relacionamento com Ricardo, seu colega de trabalho. Mas a sua rotina começa a mudar com a chegada de Maicon, um rapaz que desperta o seu interesse e do qual todos sabem muito pouco.



Velvet Goldmine


Velvet Goldmine, Todd Haynes, 1998, 123 minutos, GBR / EUA


Sinopse: Já se passaram 10 anos desde que o astro do glam-rock Brian Slade forjou sua própria morte e desapareceu dos holofotes. Agora, cabe ao repórter investigativo Arthur Stuart, que na sua juventude viveu intensamente o surgimento do glam rock e a emergência de seus grandes ícones, localizar essa lenda viva e descobrir a verdade por trás de seu desaparecimento. Uma releitura poética e não-autorizada que Haynes faz da trajetória de lendas da música como David Bowie, Iggy Pop e Lou Reed.



Mal do século


Safe, Todd Haynes, 1995, 119 minutos, EUA / GBR


Sinopse: Carol White, uma dona de casa de Los Angeles que vive a tranquila vida de esposa-troféu, começa a ter aquilo que, num primeiro momento, parece ser reações alérgicas graves a produtos químicos cotidianos. Isso vai transformar a segurança de sua existência em um terror da vida diária. Após inúmeras consultas de diagnósticos inconclusivos, ela parte para o Novo México para um tratamento “alternativo”, onde Carol, talvez pela primeira vez, precisará reconhecer a si mesma.



The Velvet Underground


The Velvet Underground, Todd Haynes, 2021, 121 minutos, EUA


Sinopse: O legado da icônica banda de rock no primeiro grande documentário a contar sua história. Dirigido com o espírito vanguardista da época, esta história oral caleidoscópica combina entrevistas exclusivas - entre elas conversas com os membros sobreviventes da banda, John Cale e Maureen Tucker - com imagens de arquivo deslumbrantes que acompanham a história da banda desde sua formação até o fim da formação original no início dos anos 1970.



Não estou lá


I'm not there, Todd Haynes, 2007, 135 minutos, EUA / ALE


Sinopse: Seis personagens – um menino negro, um poeta, um ator, um fora-da-lei, um cantor em crise com seus fãs e o protagonista de um documentário – remontam livremente a trajetória de Bob Dylan em pequenas passagens que se misturam ao longo do filme, numa contra-biografia menos interessada em fatos, e mais atenta a capturar as narrativas poéticas ao redor do famoso compositor. 

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