Nova Acrópole promove diálogos de Filosofia Japonesa à Mitologia
- Rodrigo Carvalho

- há 1 hora
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Janeiro marca não apenas o retorno das férias, mas também o momento em que muitos traçam metas e planos para o ano que começa. Mais do que objetivos materiais, cresce a necessidade de olhar para dentro e cultivar valores que tornem os seres humanos melhores, capazes de viver com mais consciência, equilíbrio e sentido. Nesse movimento, cada vez mais pessoas buscam na Filosofia um caminho de realização.
No Distrito Federal existem atualmente 14 escolas de filosofia da Nova Acrópole, que promovem cultura e voluntariado. Em Águas Claras, por exemplo, todas as semanas de janeiro contam com um ciclo de palestras sobre Filosofia Japonesa. No Lago Norte, os encontros de sábado abordam Mitologia; no dia 24, o tema será “Teseu e o Minotauro: Coragem e Astúcia para Encontrar a Saída no Labirinto da Vida”.
No Sudoeste, dia 27, o tema será “Filosofia Estoica: uma gestão prática da vida e do tempo”. Em Planaltina, no dia 28, às 20h, acontece o encontro “Lições Estoicas para um ano com propósito”. Nesse mesmo dia, as escolas do Gama, Santa Maria e Valparaíso realizam aula inaugural gratuita com o tema “2026: um ano a mais ou um ano com sentido?”. Em Taguatinga, também no dia 28, será abordado “Chaves filosóficas para construir um mundo novo”. Já em Sobradinho, no dia 5 de fevereiro, a reflexão proposta será “Por que nem todos querem sair da caverna?”.
A filósofa Lúcia Helena Galvão, professora voluntária da Nova Acrópole há 38 anos, explica que a Filosofia não é algo distante, abstrato ou restrito a livros antigos e discussões sem relação com a vida prática. Ao contrário, nasce da necessidade humana de viver melhor, compreender o sentido da existência, agir com lucidez e alcançar uma vida mais feliz e realizada. “Não é luxo intelectual, é um exercício diário de perguntar a si mesmo o que merece meu tempo, minha energia, minha atenção, qual ser humano quero ser”, esclarece.
Para adultos, o Curso de Filosofia para Viver tem duração média de cinco meses. Não há pré-requisito de escolaridade, e as aulas presenciais acontecem uma vez por semana. O programa, validado em mais de 50 países, apresenta conteúdos que abrangem tradições filosóficas orientais e ocidentais, com linguagem acessível e atual.
Já para adolescentes e jovens, a partir de 14 anos, o curso utiliza uma linguagem ainda mais adaptada, com diálogos e atividades artísticas, esportivas, ecológicas, sociais e de defesa civil. Entre as habilidades trabalhadas estão técnicas de estudo, oratória, administração do tempo, gestão de relacionamentos e resolução de conflitos. “O objetivo é despertar nos jovens a consciência de seu papel no mundo, incentivando a responsabilidade social”, explicam os coordenadores do Programa Janos – Filosofia para Jovens da Nova Acrópole.
A Nova Acrópole é formada por escolas de filosofia que cultivam Cultura e praticam voluntariado. Todas funcionam como centros culturais, oferecendo, além dos cursos, atividades para as comunidades locais. Em diversos países e estados, eventos de grande porte são organizados ao longo do ano, como as Semanas da Terra, da Arte e da Filosofia. Em 2026, o tema será “Ciência e Filosofia”.
“Os grandes filósofos não queriam formar especialistas em conceitos. Sócrates não escrevia livros, caminhava pelas ruas ajudando as pessoas a pensarem melhor sobre suas próprias vidas. Marco Aurélio governava um império lembrando-se, todos os dias, de que não poderia governar o mundo sem antes governar a própria alma”, cita a professora Lúcia Helena. Para ela, filosofar é aprender a escolher melhor, dar sentido à vida, encontrar serenidade em meio ao caos e transformar conhecimento em caráter e caráter em ação. “Não controlamos tudo o que nos acontece, mas somos sempre responsáveis pela maneira como respondemos às circunstâncias da nossa vida”, reforça.
Mais informações sobre a Nova Acrópole estão disponíveis em acropole.org.br.










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