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O Brasília Ska Jazz Club lança seu EP de estréia “Skatarse Ao Vivo” na Infinu nessa quarta-feira

  • 14 de dez. de 2021
  • 2 min de leitura


O Brasília Ska Jazz Club lança seu EP de estréia “Skatarse Ao Vivo” na Infinu nessa 4a feira. “Skatarse ao vivo'' é uma reação à crise sanitária, política e sociocultural vivida pela população brasileira atualmente. Após a destruição, segue a reconstrução. Do sonho retrofuturista às novas tramas no concreto, se arma um novo plano, o de resistência cultural. A música, muito além de registro histórico, é vetor de alegria. O corpo dançante é resistência; a felicidade, o sorriso e os encontros são revolucionários. Tocar ska para celebrar um fim dos tempos sombrios, já que pela música nasce a esperança de que – através de construções coletivas, pela catarse dos encontros e pelas celebrações da vida que ainda pulsa – materialize-se uma nova realidade. Parece ficção mas é só um exercício diário de utopia desse coletivo.


O EP


O Brasília Ska Jazz Club traz, em seu EP de estréia “Skatarse Ao Vivo”, o resultado da mistura musical que envolve épocas, estilos e diferentes sensações melódicas. Traços de jazz, música latina e brasileira pintam as paisagens sonoras em composições autorais que passeiam por diferentes linguagens da música jamaicana.


A música “Babaganoush” abre o EP com uma dança melódica que leva direto às influências 2-tone. Em seguida vem "Cubano Xangô" com uma pegada latina, característica forte no ska tradicional. E então o jazz se funde ao ska na melodia de "Presenza" e logo dá lugar ao dub "Diambano", que conduz à uma sonoridade africana misturando efeitos e percussões num improviso livre. E pra fechar com vontade de carnaval, o ska-frevo toma lugar com o tema "Skoronavac".


A temática instrumental vem forte e elegante com os metais de Bruno Portella ao trombone e Pedro de Castro, saxofone; uma pitada de rebeldia com as linhas de guitarra de Gabriel Martins. O groove do baixista chileno Sebastian Silva é somado ao suingue preciso de Fabrício Paçoca, na bateria. A mistura ainda conta com a malemolência de Gio Paglia, no agbê, em uma das faixas.


Todas as músicas de “Skatarse ao Vivo” foram gravadas durante a pandemia e com todos os cuidados sanitários previstos à época. Para consolidar ainda mais o caráter coletivo do projeto, o local escolhido foi o Infinu - Comunidade Criativa, em Brasília. E contou com André Morale na captação sonora, o paulista Rafael Toloi na mixagem e masterização, Raoni Barros e Renato Fanhu como técnicos de som e iluminação. Ana Carolina Oliveira na captação de imagens, Hellen Aquino na produção do evento e ainda Heitor Toscanini e Bruno Portella na produção executiva do EP.


“Skatarse ao Vivo” traz na arte da capa o projeto Brasília Retrofuturista, do designer brasiliense Thiago Freitas. O trabalho mostra fotos da época da construção da capital com colagens de personagens e objetos típicos de cenários de ficção científica. A narrativa parece se encaixar perfeitamente na linguagem proposta no EP, ressignificando estética visual e sonora nas paisagens que transbordam modernidade.

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