"O Deus da Carnificina", o limite tênue entre civilidade e barbárie (Unip, 12 e 13 de setembro)
- há 6 horas
- 3 min de leitura

A trama de O Deus da Carnificina acompanha o encontro entre dois casais que se reúnem para resolver, de forma civilizada, uma briga entre seus filhos. Mas o que começa como um encontro cordial rapidamente se transforma em um confronto inesperado.
A obra, dos anos 2000, ficou mais conhecida com a adaptação de Roman Polanski, para o cinema, e estrelada por Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly. Nesta nova versão brasileira, a direção é assinada por Rodrigo Portella e tem no elenco Angelo Paes Leme, Bianca Byington, Thelmo Fernandes e Anna Sophia Folch.
Para Rodrigo Portella, a peça explora o limite tênue entre civilidade e barbárie. “É como se os pactos e convenções sociais estivessem sempre por um fio diante da nossa força primitiva, caótica e violenta. Penso em criar uma encenação que explicite essa tensão, valorizando no trabalho dos atores essa desconstrução da compostura social e moral para ir revelando aos poucos toda sujeira, toda a selvageria, como se os personagens e a própria cena fossem se descascando, revelando atitudes de profunda intolerância e horror”, revela.
A atriz e idealizadora do projeto, Anna Sophia Folch, destaca a atualidade do texto. “A peça é um retrato incômodo do nosso tempo. É um texto extremamente provocativo que fala sobre a falência do diálogo, sobre como as pessoas defendem suas próprias narrativas a qualquer custo e sobre a rapidez com que a convivência se transforma em disputa. Os temas passam pela educação e pelas estruturas sociais, mas principalmente pela ideia de que o conceito de civilidade é muito mais frágil do que gostaríamos de admitir”, diz.
Já Felipe Valle, que assina a direção de produção, reforça que essa tragicomédia cria uma espécie de “espelho atemporal das relações sociais em sua forma mais pura e objetiva”. E ainda acrescenta: “A obra provoca uma reflexão sobre a forma como tendemos a simplificar as relações pessoais, muitas vezes dividindo tudo entre extremos. Ao mesmo tempo, evidencia o contraste entre as narrativas e como isso impacta o convívio em sociedade.”.
Ficha técnica:
Texto: Yasmina Reza | Direção: Rodrigo Portella | Tradução: Eloisa Araújo Ribeiro | Elenco: Angelo Paes Leme, Bianca Byington, Thelmo Fernandes e Anna Sophia Folch | Direção musical e trilha sonora original: Federico Puppi | Figurinos: Karen Brusttolin | Cenografia: Rodrigo Portella | Cenotecnia: Rahira Coelho | Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni | Coordenação geral: Anna Sophia Folch e Felipe Valle | Direção de produção: Felipe Valle | Produção executiva: Juliana Trimer | Assessoria de imprensa Brasília: Rodrigo Machado | Produção em Brasília: DECA Produções | Identidade visual: José Américo Mancini e Diego Navarro | Mídias sociais: Enzo Amarelo | Fotos de divulgação: Alê Catan | Fotos de cena: Annelize Tozetto | Patrocínio local: Brasal
Sinopse:
Dois casais se reúnem para resolver, de forma civilizada, uma briga entre seus filhos. Mas o que começa como um encontro cordial rapidamente se transforma em um confronto inesperado. Uma comédia ácida que revela o quão frágil pode ser a nossa ideia de civilidade.
Serviço:
[Tragicomédia] O Deus da Carnificina, de Yasmina Reza
Local: Teatro UNIP (SGAS 913)
Temporada: dias 12 e 13 de setembro
Horários: sábado, às 18h e às 20h, e domingo, às 17h às 19h30
Não é permitida a entrada após o início do espetáculo
Ingressos: a partir de R$25,00 (meia)
Bilheteria: https://bileto.sympla.com.br/event/124251/d/408411 e física, sem taxas, na Belini (113 Sul)
Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
O Teatro UNIP: https://www.teatrounip.com | https://www.facebook.com/TeatroUnip | @teatrounip. Bilheteria: apenas nos dias de apresentação sábado e domingo das 14h até o início do espetáculo. Aceita todos os cartões de débito e crédito. Não aceita cheque. Ar-condicionado e acesso para cadeirantes. Estacionamento gratuito. Capacidade para 500 pessoas.






Comentários