O que acontece depois que uma embalagem de defensivo agrícola deixa a fazenda? DNCL mostra ciclo que já destinou mais de 900 mil toneladas
- 7 de ago.
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O que acontece com uma embalagem de defensivo agrícola depois que ela é devolvida pelo produtor rural? Da unidade de recebimento à reciclagem e ao retorno do material ao ciclo produtivo, esse caminho envolve agricultores, canais de distribuição, indústria e poder público e está no centro da 22ª edição do Dia Nacional do Campo Limpo (DNCL).
Celebrada nacionalmente em 18 de agosto, a data terá neste ano 223 ações em 21 estados e mais de 100 municípios, reunindo agricultores, estudantes, educadores, parceiros e comunidades em uma mobilização que evidencia como a atuação integrada dos diferentes elos da cadeia transformou o Brasil em referência mundial na logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas.
Em Brasília, a programação especial será realizada no dia 17 de agosto, no auditório do Sistema CNA/SENAR, com a presença prevista de lideranças do agronegócio e autoridades. Um dos destaques será o lançamento de um tour virtual que permitirá acompanhar as etapas percorridas pelas embalagens após a devolução, mostrando de forma visual como funciona essa cadeia de logística reversa.
Os números ajudam a dimensionar o alcance desse trabalho. Desde o início da operação, em 2002, o Sistema Campo Limpo já garantiu a destinação ambientalmente correta de mais de 900 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas.
Somente em 2025, foram destinadas 75.996 toneladas, o maior volume anual já registrado pelo Sistema Campo Limpo e um crescimento de 11% em relação ao ano anterior. Atualmente, 100% das embalagens devolvidas recebem destinação ambientalmente correta e 92% são encaminhadas para reciclagem, retornando ao ciclo produtivo na forma de novas embalagens ou de 38 artefatos homologados utilizados em diferentes setores da economia.
Da propriedade rural à reciclagem
Depois de devolvida pelo agricultor em uma unidade de recebimento, a embalagem passa por etapas de inspeção e separação. Na sequência, o material é preparado para transporte e encaminhado à destinação ambientalmente correta.
As embalagens aptas à reciclagem podem dar origem a novas embalagens ou ser transformadas em artefatos homologados para diferentes aplicações, como tubos para esgoto e conduítes. Os materiais que não podem ser reciclados seguem para outras formas de destinação ambientalmente adequada.
Esse percurso é resultado do princípio da responsabilidade compartilhada, que orienta o Sistema Campo Limpo e estabelece responsabilidades para agricultores, canais de distribuição, indústria fabricante e poder público.
A campanha deste ano do Dia Nacional do Campo Limpo reforça justamente essa mensagem: quando cada elo faz a sua parte, o ciclo se completa e contribui para um destino melhor.
“Para mim, o Dia Nacional do Campo Limpo representa muito mais do que uma data. É a oportunidade de mostrar que o agro cuida da terra, da água e das pessoas. A destinação correta das embalagens faz parte desse compromisso com quem produz hoje e com quem vai colher o amanhã”, afirma Anna Paula Nunes, produtora rural de cana-de-açúcar, soja, milho, sorgo e girassol em Araraquara (SP).
Uma mobilização que acontece em todo o país
Ao longo da semana do dia 18 de agosto, as ações do DNCL serão realizadas em todas as regiões brasileiras. A programação inclui visitas a agricultores e unidades de recebimento, atividades em escolas, iniciativas junto às comunidades, homenagens a produtores e encontros com parceiros.
“O Dia Nacional do Campo Limpo é o momento em que todo o Sistema Campo Limpo se mobiliza para celebrar as pessoas que fazem a logística reversa acontecer diariamente. Neste ano, teremos uma cerimônia em Brasília, realizada em parceria com o Senar, ao mesmo tempo em que centenas de iniciativas acontecerão em todo o Brasil. Essa diversidade mostra que, independentemente do formato, todas as ações têm o mesmo propósito: reconhecer e celebrar o compromisso dos elos que fizeram do Brasil uma referência mundial em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas”, afirma Marcelo Okamura, diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), entidade que representa a indústria fabricante no Sistema Campo Limpo.
Instituído no Calendário Nacional pela Lei Federal nº 11.657/2008, o Dia Nacional do Campo Limpo é organizado pelo Sistema Campo Limpo e celebra um modelo baseado em responsabilidade compartilhada, educação ambiental e economia circular.
Mais do que marcar a destinação de uma embalagem, a data chama atenção para a atuação conjunta de milhares de pessoas que fazem essa cadeia funcionar diariamente. É esse caminho — da propriedade rural à transformação do material em novos produtos — que o Dia Nacional do Campo Limpo coloca em evidência.
Programação em Brasília
A programação especial do Dia Nacional do Campo Limpo será realizada em 17 de agosto, no auditório do Sistema CNA/SENAR, em Brasília.
Entre as presenças previstas estão:
• João Martins da Silva Junior, presidente da CNA;• Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária;• Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB;• Daniel Carrara, diretor-geral do Senar;• Marcos Rodrigues Chaves, presidente do Conselho da Andav.
Durante o encontro, jornalistas poderão acompanhar o lançamento do tour virtual e conversar com porta-vozes do inpEV e do Sistema Campo Limpo, além de lideranças presentes na programação.
Serviço – Dia Nacional do Campo Limpo em BrasíliaData: 17 de agostoCredenciamento: 15hProgramação: 15h30 às 17hLocal: Auditório do Sistema CNA/SENAR – Edifício Antônio Ernesto de SalvoEndereço: Via L2 Norte, s/nº – Brasília/DF
Sistema Campo Limpo
O Sistema Campo Limpo é referência mundial em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Desde o início de sua operação, em 2002, já garantiu a destinação ambientalmente correta de mais de 900 mil toneladas de embalagens vazias e sobras pós-consumo em todo o Brasil.
A operação é baseada no princípio da responsabilidade compartilhada entre os elos da cadeia produtiva — agricultores, canais de distribuição e indústria fabricante — com suporte e fiscalização do poder público.
Presente em todo o país, o Sistema conta com 424 unidades de recebimento, mais de 242 associações de revendas e cooperativas e mais de 4.500 ações de Recebimentos Itinerantes, que ampliam o alcance da operação junto aos produtores rurais. No total, quase 2 milhões de propriedades rurais são impactadas.
Com o propósito de construir um destino melhor, o Sistema Campo Limpo mobiliza o setor agro em torno de soluções sustentáveis, eficientes e de impacto ambiental e social compartilhado.






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