O Rei da Internet quer ser um drama policial americano, mas acaba sendo um filme teen vergonhoso
- há 9 horas
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Por Rodrigo Carvalho
Assisti O Rei da Internet e já não esperava muita coisa desse filme. Um filme que tem João Guilherme como ator principal não deve ser muito bom. E dessa vez, acertei. O filme realmente não tem nada de interessante.
Ele tenta seguir uma narrativa estilo O Lobo de Wall Street com uma pitada de Meu Nome Não É Johnny, só que sem Leonardo DiCaprio ou Selton Mello pra protagonizar o filme. E sem o talento do Scorsese como diretor, claro.
Eu não sei como foi a escolha do elenco, mas o João Guilherme não é mesmo um bom ator. O filme ainda ajuda ele um pouco, pois ele quase não tem fala. Tem uma narração dele mesmo, um voice over tentando carregar a história nas costas.
A trama traz um garoto dos anos 90 que ganha seu primeiro computador e vira hacker. Depois que ele vê que dá pra ganhar dinheiro dando golpes, ele é recrutado por uma quadrilha. Então a vida dele muda: ganha muito dinheiro, entra naquele mundo de excessos, mas acaba se metendo em “altas confusões”, como diria o narrador da Sessão da Tarde.
O filme ainda traz uns nus do João Guilherme totalmente desnecessários, claramente numa tentativa apelativa de atingir o público teen fã dele. Forçado e sem função nenhuma pra trama.
Apesar de ter bons atores no elenco, como Marcelo Serrado e Adriano Garib, o filme tenta ser descolado, mas não consegue. Em vários momentos chega a dar vergonha alheia.
E o final, que tenta ser algo disruptivo, consegue ser simplesmente a pior cena do filme. Não vou contar pra não estragar a experiência de sair ainda mais envergonhado depois de 2h15min jogadas fora.
Vamos dividir essa culpa juntos.
NOTA: 💾







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