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Onze jovens de projetos sociais participam de Campeonato Brasileiro de Vela em Brasília

há 5 minutos
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Onze jovens de 14 a 17 anos, integrantes de projetos sociais do Rio de Janeiro e de São Paulo, vão participar do 40º Campeonato Brasileiro da classe Dingue, de 31 de outubro a 2 de novembro, no Iate Clube de Brasília. A experiência faz parte do projeto “Flotilhas Emergentes”, da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), que busca ampliar o acesso de jovens de baixa renda à vela de competição por meio de formação técnica e suporte durante o torneio.


Participam da iniciativa atletas do Instituto Náutico de Paraty (RJ), do Projeto Grael em Niterói (RJ), da Escola de Vela da Prefeitura de São Sebastião (SP) e da Escola de Vela da Prefeitura de Ilhabela (SP). 


Vice-campeã feminina do campeonato em 2025, Ester Machado, de 17 anos, é da Escola de Vela da Prefeitura de São Sebastião e participa pela segunda vez do “Flotilhas Emergentes”. Ela começou no esporte com 7 anos. “Minha mãe foi atrás de vários esportes, achou que eu ia gostar da vela, me inscreveu no projeto social e comecei a velejar”, recorda. 


Na primeira competição que participou, Ester enfrentou uma tempestade e sentiu medo do vento, mas a experiência também a ensinou a persistir no esporte. “Eu sempre acabava voltando para a água, independentemente do que acontecia. Eu já vi muita gente desistindo e abrindo mão de um sonho porque teve medo. Então, fiquei bem resiliente”, revela. 


Para o jovem de Paraty (RJ) Enzo Ceballos, 17, a meta é melhorar o desempenho em relação à 39ª edição. Em 2025, ele ficou em 6º na categoria juvenil e 41º no geral.


“Ano passado, foi minha primeira regata competindo com mais de 10 barcos. Este ano, estou animado, me senti em casa, porque a condição de vento é bem parecida com Paraty. Vim mais animado para os treinos do que o campeonato, porque o que eu mais quero é colher aprendizados”, afirma. “Mais do que ganhar, quero aprender.”


Flotilhas Emergentes


Antes do torneio, os jovens e seus treinadores participaram de dois encontros virtuais sobre técnica do Dingue, tática de regata e leitura de vento, sob orientação da treinadora da CBVela Maria Hackerott. Durante o campeonato, eles terão acompanhamento técnico e psicológico, participarão de clínicas de vela e utilizarão embarcações disponibilizadas pela CBVela por meio do programa “Velejando para o Futuro”.


“Nós vamos disponibilizar todos os equipamentos, os botes onde ficam os treinadores e os dingues que eles vão usar. Sabemos que é todo um custo para levar o próprio barco ou alugar”, explica Maria. 


Além de apoiar os atletas, a iniciativa busca valorizar os treinadores que os acompanham. “É uma troca de experiências enriquecedora para os treinadores também, por terem contato com alguém que trabalha na CBVela e traz outro olhar. Todo mundo pode aprender junto”, ressalta Maria.


Em parceria com o Grupamento dos Fuzileiros Navais, o projeto garante hospedagem e duas refeições por dia aos participantes. As passagens ficam sob responsabilidade dos respectivos projetos sociais.


O treinador da CBVela Ricardo Paranhos liderou o projeto em 2025, durante o Campeonato Brasileiro de Optimist, realizado em Vitória (ES). Segundo ele, a proposta do projeto é oferecer oportunidades, aproximar os atletas da estrutura da vela competitiva e incentivar que continuem evoluindo no esporte.


"Houve uma integração muito bacana entre os atletas, que tiveram a oportunidade de trocar experiências, criar amizades e entender melhor como funciona uma rotina de treinamento e competição de alto nível", conta. "Ver que esses jovens continuam velejando é, sem dúvida, um dos resultados mais positivos do projeto."


Um barco familiar


Até o momento, o campeonato conta com 60 inscritos de oito estados, incluindo 31 barcos do Distrito Federal, cinco deles do Iate. A Comissão de Regata prevê até sete provas nos três dias de competição.


A classe tem caráter familiar e permite a participação conjunta de pessoas de diferentes gerações. “É um dos poucos esportes em que um pai e uma filha conseguem competir juntos”, destaca Rhodolfo Mariozi, diretor de Esportes Náuticos do Iate Clube de Brasília.


Brasília já sediou quatro edições do campeonato: em 1988, no Clube Naval de Brasília; em 2005, na Associação Atlética Banco do Brasil; em 2012, no Cota Mil Iate Clube; e em 2018, no Iate.


Programação

30 de outubro – medição dos barcos e treino

31 de outubro a 2 de novembro – regatas

2 de novembro – cerimônia de premiação


Serviço

40º Campeonato Brasileiro da classe Dingue 

Data: 31 de outubro a 2 de novembro

Local: Iate Clube de Brasília


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